A operadora de saúde Omint ...

10 doenças mais comuns no mundo corporativo



A operadora de saúde Omint realizou uma pesquisa para avaliar as condições de saúde dos executivos brasileiros. Para isso, 15 mil profissionais entre média gerência e alto escalão foram avaliados. Além das doenças mais comuns, o estudo ainda avaliou os hábitos que levam ao aumento do risco de problemas cardíacos e outras enfermidades graves. A poluição e a manutenção inadequada do ar condicionado no ambiente corporativo colocou a rinite alérgica no topo do ranking. A doença atinge quase 29% dos executivos analisados. O segundo lugar é ocupado pela alergia de pele, atingindo cerca de 22% do total, seguido de dor no pescoço e/ou ombros, com mais de 19%.

Porém, problemas de ansiedade e excesso de peso também causam preocupação. Os números da pesquisa mostram que 95,5% dos executivos brasileiros não mantém uma alimentação equilibrada no dia a dia, 44% são sedentários e 31,7% têm índice elevado de estresse.

Entre as patologias mapeadas pelo estudo, a ansiedade é a que apresentou maior crescimento entre os executivos avaliados pela operadora nos últimos três anos, com um crescimento de 24%.  A ansiedade está associada ao estresse, que é um dos grandes vilões da saúde. Além de, por si só, agravar ou acelerar o desenvolvimento de doenças, também afasta da serenidade necessária para iniciar o processo de mudanças de hábitos. Não é fácil.

Já o excesso de peso se manteve estável. De acordo com a pesquisa, 38,6% dos executivos estão com Índice de Massa Corpórea (IMC) acima de 25. Dentro desse universo, 18,99% são homens e 11,53% mulheres. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) pode ser considerada obesa uma pessoa que tem IMC acima de 30.

Entre os fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares a pesquisa avaliou uma queda de 8,15%. Já os indicadores de diabetes e colesterol alto seguem estáveis. Atingem 2,3% e 2,04% da população avaliada, respectivamente.

Confira o ranking completo:

1. Rinite – 28,97%
2. Alergia de pelo – 22,41%
3. Dor no pescoço e/ou ombros – 19,36%
4. Excesso de peso – 18,42%
5. Ansiedade – 18,19%
6. Dor de cabeça frequente – 16,50%
7. Asma ou bronquite – 13,47%
8. Colesterol alto – 11,53%
9. Insônia – 10,83%
10. Dor crônica nas costas – 8,52%

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A esclerose múltipla é uma doença degenerativa, que acomete o sistema nervoso cetral, de forte impacto socioeconômico, afetando a vida de ...

Esclerose múltipla e o fisioterapeuta no trabalho


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A esclerose múltipla é uma doença degenerativa, que acomete o sistema nervoso cetral, de forte impacto socioeconômico, afetando a vida de quem tem a doença e, também, a de seus familiares. Isto porque a Esclerose interfere em suas relações sociais, inclusive na capacidade laborativa, pois, quando a doença não tem diagnóstico precoce e tratamento correto, causa impacto ainda maior.

A questão laborativa é impactante, já que muitas pessoas perdem as condições para o trabalho e enfrentam avaliações periciais nas agências do INSS, realizadas por peritos médicos que desconhecem a complexidade da doença, e que podem prejudicar o paciente na concessão do auxílio doença.

A fadiga é um dos principais sintomas a serem tratados. Ela pode ter um impacto devastador sobre as atividades diárias, o bem-estar geral e a situação no emprego. Traz um cansaço intenso, que não tem relação com o nível de atividade nem com o grau de incapacidade física e para o fisioterapeuta lidar com essa queixa é muito dificil. Tende a piorar com a progressão do dia e a se agravar com o calor e a umidade. Aparece facilmente e de repente. É geralmente mais severa que a fadiga normal e mais provável que interfira nas responsabilidades diárias.

O Empregador pode associar essa fadiga com preguiça ou falta de vontade no trabalho e acabar agravando a situação do doente no trabalho.

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A esclerose múltipla é uma doença autoimune que acomete o sistema nervoso central, causando inflamação. O ...

Esclerose múltipla é importante causa de afastamento do trabalho


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A esclerose múltipla é uma doença autoimune que acomete o sistema nervoso central, causando inflamação. O problema afeta, principalmente, adultos na faixa etária de 18 a 55 anos, mas também crianças e idosos. Conforme dados do IBGE, a doença atinge 15 brasileiros a cada 100 mil habitantes. A estimativa é de que no Brasil existam atualmente 29 mil pessoas convivendo com esclerose múltipla, sendo que 85% delas apresentam esclerose múltipla recorrente remitente.

Trata-se de uma doença degenerativa de forte impacto socioeconômico, afetando a vida de quem tem a doença e, também, a de seus familiares. Isto porque a Esclerose interfere em suas relações sociais, inclusive na capacidade laborativa, pois, quando a doença não tem diagnóstico precoce e tratamento correto, causa impacto ainda maior.

Por isso, a necessidade de tratamento da esclerose múltipla vai além dos medicamentos, sendo importante uma ampla assistência multidisciplinar, com foco na reabilitação social e profissional. A questão laborativa também é impactante, muitas pessoas perdem as condições para o trabalho e enfrentam avaliações periciais nas agências do INSS, realizadas por peritos médicos que desconhecem a complexidade da doença, prejudicando o paciente na concessão do auxílio doença.

A fadiga é um dos principais sintomas a serem tratados, em virtude do impacto sobre a realização das atividades diárias. Em qualquer distúrbio do sistema nervoso a pessoa afetada nota que se cansa mais rapidamente. Por isso, a fadiga, que é o sintoma mais comum da esclerose múltipla, é descrita como um cansaço intenso, que não tem relação com o nível de atividade nem com o grau de incapacidade física. Pode ocorrer diariamente e mesmo após uma noite de descanso. Tende a piorar com a progressão do dia e a se agravar com o calor e a umidade. Aparece facilmente e de repente. É geralmente mais severa que a fadiga normal e mais provável que interfira nas responsabilidades diárias.

Nos casos de esclerose múltipla, a fadiga afeta de 70% a 90% dos portadores e é descrita como o pior sintoma da doença. É um dos sintomas mais difíceis de tratar e compreender, porque é invisível. Sua ocorrência pode causar equívocos, especialmente entre família, amigos e empregadores. Os membros da família podem pensar que uma pessoa com esclerose múltipla não está fazendo o que pode; problemas sexuais podem surgir entre os parceiros; os empregadores podem rotular a pessoa de preguiçosa. A fadiga pode ter um impacto devastador sobre as atividades diárias, o bem-estar geral e a situação no emprego.

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As novas doenças no mundo do trabalho nas áreas de comércio e serviços são as que estão em primeiro lugar do total dos acidentes registr...

Veja as áreas de trabalho que mais tem acidentes e doenças


As novas doenças no mundo do trabalho nas áreas de comércio e serviços são as que estão em primeiro lugar do total dos acidentes registrados com CAT (Comunicação de Acidentes de Trabalho), nas estatísticas do Instituto Nacional de Seguro Social. Em 2012, o INSS registrou 705.239 acidentes e doenças do trabalho, destes 48% foram no setor de serviços e comércio, seguidos pela indústria com 47%, e agropecuária com 4,0%. Do total de acidentes registrados em CAT, 2.731 resultaram em mortes, e 14.755 trabalhadores ficaram permanentemente incapacitados.

Os dados são alarmantes. As estatísticas do INSS são de uma morte a cada 4 horas, motivada pelo risco decorrente dos fatores ambientais do trabalho. 80 acidentes e doenças do trabalho a cada 1 hora na jornada diária. Isso significa uma média de 40 trabalhadores/dia que não mais retornaram ao trabalho devido a invalidez ou morte.

Dentre os 50 códigos de CID (Classificação Internacional de Doenças), em 2012 os com maior incidência foram: ferimento do punho e da mão com 10%, fratura ao nível do punho ou da mão com 7%, e dorsalgia (dor nas costas) 5%. Os CIDs mais incidentes nas Doenças do Trabalho foram: lesões no ombro 20,2%, sinovite e tenossinovite 14,2%, e dorsalgia 7,7%.

 LER/DORT são as principais doenças dos trabalhadores no comércio e serviços

A parte do corpo mais atingida é o dedo, contabilizando 132.735 acidentes, depois o pé com 41.437 casos, seguido pela mão (exceto punho e dedo) com 40.445, seguidos por partes múltiplas, antebraço (entre punho e cotovelo), pernas, articulações do tornozelo, braço, ombro, olhos, dorso (músculos dorsais, coluna e medula espinhal), entre outros.

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Fisioterapia do Trabalho tem como objetivo, avaliar, prevenir e tratar distúrbios ou lesões decorrentes das atividades no trabalho, no ...

Video: Palestra sobre Fisioterapia no Trabalho






Fisioterapia do Trabalho tem como objetivo, avaliar, prevenir e tratar distúrbios ou lesões decorrentes das atividades no trabalho, no propósito de melhorar a qualidade de vida do trabalhador, evitando a manifestação de queixas musculoesqueléticas de origem ocupacional ou não, com consequente aumento do bem estar, desempenho e produtividade.

Nessa última década temos acompanhado no mundo um aumento substancial da incidência de doenças no ambiente de trabalho, que está intimamente ligada à informatização e aos novos processos industriais. As pessoas permanecem por longos períodos em posições estáticas frente aos postos de trabalho, desempenhando tarefas mecânicas e repetitivas que no decorrer do tempo ocasionam desconfortos físicos e por fim as fadigas físicas e mentais.

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Após um longo e pesado dia de trabalho é possível chegar em casa com alguma dor específica, no punho, nas costas ou nas pernas. Na maioria...

Tendinite não tratada pode causar afastamento do trabalho


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Após um longo e pesado dia de trabalho é possível chegar em casa com alguma dor específica, no punho, nas costas ou nas pernas. Na maioria das vezes, a pessoa relaciona a dor ao dia estafante e não toma nenhuma providência. Mas o problema pode ser maior que uma dor passageira.

Podem ser várias as causas da tendinite: postura de trabalho, mobiliário (cadeira, monitor, teclado e mouse), tensão emocional e rotina estressante, entre outros motivos. Ela pode ser evitada se tomados alguns cuidados no nosso dia-a-dia. Procure sempre sentar com as costas apoiadas no encosto da cadeira ou do sofá e os pés no chão. É muito importante alternar 50 minutos de trabalho com 10 minutos para uma pausa, onde a pessoa deve levantar, fazer uma pequena caminhada, no próprio escritório. Exercícios de alongamento e relaxamento ao longo da jornada de trabalho também ajudam muito. Praticar atividade física ao menos três vezes por semana é fundamental para a qualidade de vida.

- Essas dicas precisam ser incorporadas no nosso dia-a-dia, se transformando em um hábito. Ainda assim, se a pessoa sentir dores deve procurar um especialista o quanto antes, para que  o tratamento seja mais fácil, rápido e para evitar o agravamento do quadro. Muitas vezes, a tendinite causa até o afastamento do trabalhador de suas atividades profissionais. É preciso estar atento..

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Quem trabalha em escritório tem na sua absoluta maioria uma colega ...

Mesa do trabalho pode esconder focos de dores, problemas circulatórios e de visão


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Quem trabalha em escritório tem na sua absoluta maioria uma colega de trabalho inseparável: a mesa de trabalho. E por mais que muita gente nem sinta as horas passarem no emprego, a verdade é que grande parte das horas do dia são gastas em torno dessa estação de trabalho, o grande problema é que quando a mesa não é saudável, seu ocupante sentirá imediatamente ou a longo prazo os efeitos.

Por isso mesmo, se algo está ruim no ambiente de trabalho, não é só a produtividade na empresa que pode ser prejudicada, o bem-estar e o corpo também sentem os impactos. Um ambiente fora do padrão confortável demanda adequações de nossa fisiologia que podem causar sintomas e cansaço. A longo prazo, problemas de visão, ortopédicos e mesmo emocionais podem dar as caras. Entre os sintomas, podemos enumerar dor de cabeça, dores musculares, mal estar, irritação, estresse... Quer evitá-los? Então tire um momento para respirar e coloque ordem na sua mesa e ambiente com essas dicas:


Posicione sua luz - Foto: Getty Images

Posicione sua luz

O ambiente de trabalho deve ser bem iluminado, até porque a realização das atividades depende disso. Mas não podemos confundir um ambiente claro com algo extremamente brilhante. A luz muito forte causa ofuscamento e atrapalha o rendimento. Normalmente a iluminação do escritório já é feita pensando nisso. No caso de o funcionário querer ter uma luminária em sua mesa, nunca a posicione diretamente para o rosto, e sim para as superfícies de leitura. É preciso avaliar bem sua necessidade, pois podem aumentar o calor no posto de trabalho e não solucionar a deficiência de iluminação que deve ser mais ampla.

Lampada fluorescente - Foto: Getty Images

Olho vivo no tipo de lâmpada

O tipo de lâmpada também influi na qualidade do ambiente. Lâmpadas de halogênio metálico são prejudiciais para a visão. Já as lâmpadas frias e fluorescentes são boas para ambientes laborais. É preciso levar em conta também a relação da iluminação com os hormônios e a vigília, afinal o nosso relógio biológico é regulado pela luz, que pode estimular a melatonina, hormônio responsável pelo sono. Alguns tipos de luz fluorescente estão em estudo inclusive para tentar regular o ciclo sono-vigília pela luz. A branco-azulada está relacionada a vigília e a branco-amarelada ao sono. 

Mesa e janela - Foto: Getty Images

Cuidado com a janela

A luz natural é a ideal para o trabalho e o dia a dia, afinal, foi para ela que o nosso organismo foi planejado. Mas é preciso tomar diversos cuidados para que a iluminação não atrapalhe mais do que ajude. A posição ideal é algo que os especialistas divergem um pouco. Todos concordam em um ponto: sentar-se de frente a essa iluminação é prejudicial, por causar ofuscamento. O ideal é se posicionar de costas, para fazer sombra no monitor do computador ou na folha de papel. Como nem sempre dá para regular essa posição, vale a pena que o vidro tenha proteção contra os raios ultravioletas, e muitas vezes a instalação de persianas horizontais ajuda a reduzir e uniformizar um pouco a luz. 

Exemplo de tela mal ajustada - Foto: Getty Images

Ajuste a tela do computador

Esses ajustes precisam ser tanto na luz quanto na posição. Em primeiro lugar, é preciso estar atento ao brilho da tela. O excesso de luz pode levar ao cansaço, e hoje os computadores permitem esse ajuste. Quanto a posição do monitor, ele deve estar um pouco abaixo do nível dos olhos, em um ângulo de cerca de 15 graus. Tanto a tela como o teclado deve estar na frente da pessoa evitando rotações. A distância do monitor deve ser aproximadamente 50 cm dos olhos. Atenção também ao posicionamento das mãos ao teclado: o punho deve estar na mesma linha dos cotovelos, para evitar extensão do músculo. O teclado e mouse devem estar ao alcance natural das mãos e ter apoio para que seja utilizado sem esforço excessivo. Recomendo o uso de almofadas para a mão que fiquem antes do teclado e do mouse, elevando o punho.

Cadeira mal ajustada prejudica postura - Foto: Getty Images

Cadeira a postos

A altura da cadeira é fundamental para o conforto do trabalhador. Não só porque é ela que vai garantir a posição correta das mãos no teclado, como também dos pés. Você precisa estar com os pés integralmente apoiados no chão, e as costas retas. Apoio para os braços deve ser de tal modo que não fiquem pendentes ou retraídos, mas apoiados confortavelmente sem a necessidade de trabalho muscular. Evite também se curvar para frente, provocando desgaste na coluna e maior proximidade com o monitor. Ao comprar a sua, vale investir em dois itens importantes também: o acolchoamento no assento e apoio na região lombar.

Superfície da mesa - Foto: Getty Images

A bagunça é o de menos

Tudo bem que uma mesa de trabalho bagunçada pode incomodar quem a usa, mas pode ter certeza que o brilho que se reflete na superfície dela incomoda muito mais! As vezes você encontra mesas bonitas que são brilhantes, se isso se relaciona com o computador no brilho máximo, e isso gera cansaço. O material deve ter característica de absorver luminosidade para evitar reflexo. O vidro, pro exemplo, pode refletir muito, dependendo do que está embaixo dele. 

Ar condicionado - Foto: Getty Images

Condicione seu ar

O ar condicionado também pode atrapalhar. O seu principal problema está em ressecar o ambiente, causando diversos problemas, até mesmo devido ao tipo de atividade praticada no trabalho. Qualquer atividade que requer concentração visual nos faz piscar menos, e a atividade é fundamental para a saúde dos olhos, pois regularizamos o filme lacrimal. Isso em um ambiente refrigerado e ressecado ajuda a aumentar a incidência do quadro de olho seco funciona. Por isso mesmo, a higienização adequada do ar condicionado é muito importante, além de ter uma fonte de água próxima à mesa, como um copo, para ajudar a umidificar o ambiente. 

Hora do café ajuda a relaxar no trabalho - Foto: Getty Images

Não fique o tempo todo parado

Sair um pouco de frente da tela do computador é importante também, até mesmo devido a redução do número de piscadas. Para se ter uma ideia, o normal é que pisquemos 22 vezes por minuto. Porém, diante de uma folha de papel o número se reduz para 10 vezes e de um tela para até 5 vezes pelo mesmo período de tempo. Por isso é importante interromper o trabalho de vez em quando. O indicado é fazer uma pausa de 5 minutos a cada uma ou duas horas passadas diante do monitor.

Andar pode ser bom, pois é um tipo de movimento que nos faz piscar mais. Além disso, isso traz outros benefícios à saúde. Levantar traz como ganhos a melhora circulatória, de concentração e de relaxamento. Nenhum corpo suporta muitas horas na mesma posição, portanto não é posição ideal se não for modificada frequentemente.

E os cientistas confirmam! Uma pesquisa australiana feita em 2012, por exemplo, demonstrou que a cada hora que passamos sentados pode reduzir 21 minutos da expectativa de vida. Pode parecer pouco, mas imagine quem trabalha 40 horas por semana diante do computador? E para quem tem histórico familiar de diabetes, mais um incentivo: pausas de 5 minutos a cada meia hora de trabalho ajuda a prevenir o tipo 2 da doença mais do que a prática regular de atividade física isolada. Então, que tal dar uma levantada depois de ler essas dicas? 

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Muitas pessoas se perguntam: um ambiente de trabalho hostil pode gerar problemas sérios de saúde? E a resposta, infelizmente, é sim! Tra...

Depressão e ansiedade podem aparecem em ambiente de trabalho negativo


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Muitas pessoas se perguntam: um ambiente de trabalho hostil pode gerar problemas sérios de saúde? E a resposta, infelizmente, é sim! Transtorno bipolar, síndrome do pânico e depressão são as complicações mais comuns. O estresse proveniente do trabalho, impacta a partir principalmente da ansiedade e a evolução dessa ansiedade, é que pode se tornar uma doença. 

A negatividade, a insatisfação, o desânimo, a tristeza, a ansiedade progridem a quadros mais graves, porém, quando as pessoas se dão conta da gravidade do problema, já é hora de partir para medicação. 

Se o ambiente hostil é a causa dessas doenças, isso não consigo afirmar, é como a história do ovo e da galinha, sobre quem vem primeiro. Mas que um ambiente não favorável prejudica a saúde, prejudica. 

Podemos dizer que o ambiente é o solo onde irão brotar as sementes que forem plantadas. Se plantarmos boa convivência, brotarão confiança e boas ideias e assim o crescimento mútuo acontecerá naturalmente. 

Para a OMS (Organização Mundial da Saúde), "a adesão aos princípios dos ambientes de trabalho saudáveis, evita afastamentos e incapacidades para o trabalho, minimiza os custos com saúde e os custos associados com a alta rotatividade, e aumenta a produtividade a longo prazo bem como a qualidade dos produtos e serviços".

Tipos de ambiente de trabalho

Tem estudos que definem bem, os tipos de ambiente. Podemos classificar os ambientes de trabalho em três realidades: negativo, neutro e positivo. 

Para o ambiente negativo não é preciso muita descrição, é só lembrarmos da maioria dos ambientes que conhecemos. Pessoas eternamente insatisfeitas, o assunto de ponta da língua nos corredores, nos cafés e rodas de conversas é a vida alheia, o insucesso do outro, o quanto o chefe ou fulano é puxa-saco da empresa, ou seja, a famosa e indispensável fofoca. Tudo é comentado com pessimismo e negativismo, há prazer em dizer que não vai dar certo, que deu errado, que não sei quem se deu mal, e o foco é sempre nos pontos negativos da empresa e das pessoas que a dirigem e que participam dela. Assumir algo que não seja sua obrigação, nem pensar! 

O ambiente neutro é aquele do tanto faz, não importa se as coisas estão caminhando para melhor ou para pior, não faz diferença, não me atinge, não tenho nada com isso, a ordem é "não faça nada que você não tenha que fazer". O que impera é a energia resignada. Portanto faça o mínimo, falar mal das pessoas só se for com muita descrição e sigilo. Reconhecer e parabenizar o que está correto ou positivo é quase proibido. 

No ambiente positivo as pessoas têm prazer de se relacionar, as relações são mais verdadeiras, não se julga sem se ter todos os fatos em mãos. Não há inferência, checa-se antes de se deduzir, o importante não é quem está certo, mas sim o que é melhor para o time, se faz questão de entender as pessoas e suas intenções, o objetivo principal é o bem comum. Ser voluntário é um valor notado facilmente. Contribuição e gentileza são evidências. Neste ambiente, não é necessário "tomar conta" das pessoas, o interesse em acertar é maior do que a intenção de negligenciar, por que a vontade de cada um é de fazer o seu melhor e isso se transformou num desafio próprio e deixou de ser apenas mais uma tarefa. 

No ambiente positivo é onde há inspiração. Se mais gente soubesse mais como criar organizações que inspiram, poderíamos viver em um mundo no qual a estatística seria o reverso - um mundo no qual mais de 80% das pessoas gostariam de seu trabalho. As pessoas que gostam do seu trabalho são mais produtivas e mais criativas. Elas voltam para casa mais felizes e tem famílias mais felizes. Tratam melhor os colegas, os clientes e os consumidores. Colaboradores inspirados ajudam as empresas e a economia a ficarem mais fortes. Às vezes as pessoas nem estão fazendo exatamente o que gostam, mas amam tanto o ambiente, que a relação com esse trabalho se torna prazerosa. 

É difícil dizer se é a inspiração que faz um ambiente mais positivo ou se é um ambiente positivo que gera inspiração. Mas o importante talvez, nem seja saber qual é o primeiro, mas saber que esses fatores andam juntos. 

Se talvez o ambiente onde você vive não esteja tão bom, inspire-se, sendo a mudança que deseja ver no mundo. Isso é conselho de Gandhi e funciona. Mas se não sente mais a energia para se empenhar nisso, olhe com atenção para você, vá investigar, porque se a tristeza e o desânimo crescerem sem acompanhamento, a situação pode complicar. Enquanto for só a preguiça, o comodismo, ou o ataque de sempre colocar a responsabilidade no está fora de você, até ai tudo bem, o problema é quando vira mania, quando vira depressão. 

Reconhecendo seu ambiente de trabalho

E como se faz para saber se o ambiente do seu trabalho está te fazendo mal? É parar e olhar para o como você se sente no trabalho. A maneira como se vive na sua empresa, abala a sua autoestima? Não estou dizendo que tudo tem que ser sempre um mar de rosas, perto do mundo encantado, por que o ambiente corporativo já tem uma pressão e dificuldades que são inerentes à sua natureza. Estou dizendo para olhar a convivência, as relações. Pense se você está em um ambiente sem confiança, que te faz sentir medo e insuficiente como pessoa. Repense. 

A prática diária dos valores estabelecidos pela empresa são precursores do ambiente ideal. A verdade, transparência, honestidade, respeito e confiança entre outros, esses são valores que precisam ser levados a sério. Toda circunstância que coloque em risco estes valores tem que ser apurada. 

Pergunte-se:

- Qual você acha que tem sido o impacto de seus comportamentos no seu ambiente de trabalho?
- O que você leva com você para o trabalho, faz bem ou faz mal para você e as pessoas ao seu redor? 

O importante num ambiente de trabalho é o que não se pode ver. Fique atento. E o principal responsável por criar o ambiente positivo ou negativo são as pessoas. Quer pessoas saudáveis? Faça um ambiente saudável. Quer um ambiente saudável? Faça pessoas saudáveis.

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A função da Fisioterapia do Trabalho é prevenir, resgatar e manter a saúde do trabalhador. Para isso, aspectos como biomecânica, ergon...

Dicas de livros para Fisioterapia no Trabalho


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A função da Fisioterapia do Trabalho é prevenir, resgatar e manter a saúde do trabalhador. Para isso, aspectos como biomecânica, ergonomia, atividade física laboral e recuperação de queixas ou desconforto físicos estão entre os elementos trabalhados pelo fisioterapeuta.

Veja algumas indicações de livros sobre esse assunto:

Fisioterapia do Trabalho: Cuidando da Saúde Funcional do Trabalhador


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Veja mais aqui

Esse aqui livro faz uma retrospectiva histórica da fisioterapia do trabalho feito pelo presidente da ABRAFIT ¿ Associação Brasileira de Fisioterapia do Trabalho, Dr. Arquimedes Augusto Penha, traz uma grande revisão bibliográfica de ergonomia, desde conceitos, história até implantação de comitês ergonômicos dentro de empresas, além da NR-17 (norma regulamentadora do trabalho) de forma comentada e ilustrada para melhor compreensão da mesma.

Exercícios Terapêuticos - Fundamentos e Técnica


Livro - Exercícios Terapêuticos - Fundamentos e Técnicas


Este livro oferece uma minuciosa fundamentação de conceitos, princípios e téc- nicas, capacitando o leitor a elaborar programas individualizados de exercícios terapêuticos com foco na reabilitação de condições clínicas e ortopédicas, incluindo diversas patologias e cirurgias musculoesqueléticas. São cuidadosamente abordados assuntos como desempenho muscular, alongamento e técnicas de mo- bilização, procedimentos cirúrgicos, lesão e reparo de tecidos moles e tratamento pós-operatório. São descritos ainda exercícios para melhora do desempenho de atividades funcionais, incluindo exercícios em cadeia fechada, pliométricos e de estabilização.

Cinesioterapia: Fundamentos Teóricos para Prática

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Veja mais aqui

Aborda temas relevantes relacionados à ação terapêutica realizada por meio do movimento. O livro percorre da avaliação fisioterapêutica (análise postural e da marcha humana, medidas de dor, goniometria e testes de flexibilidade muscular) à intervenção nos casos de lesão muscular, tendinosa, ligamentar e nervosa periférica. Os autores, dois fisioterapeutas, iniciaram esse empreendimento nos tempos de graduação ao perceberem a necessidade de um livro sobre cinesioterapia que aliasse consistência e objetividade de informações.

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Assim como muitos profissionais, você deve passar o dia todo sentado em frente ao computador trabalhando . Isso implica em dores musculare...

11 exercícios para se fazer na frente do computador



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Assim como muitos profissionais, você deve passar o dia todo sentado em frente ao computador trabalhando. Isso implica em dores musculares e até mesmo no ganho de peso. Por isso, ao longo do seu dia de trabalho é muito importante fazer pausas - mesmo pequenas - para se levantar e andar. Outro cuidado importante é alongar a coluna. Tem que fazer exercícios - mesmo.

Acesse o blog sobre Ginástica Laboral

Se você deseja ter mais qualidade de vida e acabar com o sedentarismo, confira alguns exercícios para você fazer enquanto está sentado na frente do computador:

1- Alongamento básico para o pescoço
Para evitar que o seu pescoço fique duro, a dica é girar o pescoço de um lado para o outro lado. E também no sentido frente e trás.

2- Movimento circulares com o pulso
Para evitar a tendinite e outros problemas no punho, faça movimentos circulares com o pulso no sentido horário e anti-horário a cada hora. Para ter uma boa circulação, e manter os músculos trabalhados, faça o mesmo com os tornozelos e ombros.

3 - Inspire e respire
Contraia os músculos abdominais, segure por alguns segundos, e em seguida solte a respiração.

4 - Levantamento de peso com a garrafa de água
Faça levantamento de peso usando uma garrafa de água cheia.

5 - Faça exercícios com bola
Troque a sua cadeira por uma bola específica para exercícios físicos. Isso vai ajudar a melhorar a sua postura, fortalecer os seus músculos, melhorar a sua circulação e ainda vai fazer com que você se sinta mais enérgico.

6 - Alongamento do peitoral
Estique os braços afastados como se você estivesse prestes a abraçar alguém, e depois puxe o ombro para trás enquanto gira seus pulsos externamente.

7 - Movimentos circulares com os ombros

Método 1: Coloque os dedos sobre os ombros de maneira que os seus cotovelos fiquem estendidos. Coloque os cotovelos para trás o máximo possível, e depois junte eles na frente. Repita isso 10 Vezes.

Método 2: Iniciando na posição anterior, levante os cotovelos para cima e depois coloque-os para baixo como se estivesse "batendo suas asas". Repita isso 10 Vezes.

8 - Levantamentos de Pernas e Pés
Ao sentar-se e em um ângulo de 40 graus, levante o pé alguns centímetros do chão pelo máximo de tempo possível. Repita o mesmo exercício com o seu outro pé. Para fazer o levantamento de perna, basta estender a perna na sua frente, e mantenha a elevação o máximo de tempo possível. Repita o mesmo exercício com uma perna outra.

9- Exercícios para fazer na mesa com a cadeira
Usando uma cadeira com rodinhas, segure na parte superior da mesa e empurre o seu corpo para frente e para trás, enquanto você estica as suas pernas. Repita esse exercício fazendo com que as suas pernas sejam contraídas durante o movimento.

10 - Exercícios usando elásticos
Faça vários tipos de alongamento utilizando uma faixa elástica resistente. Elas são flexíveis, baratas e você pode carregar para qualquer lugar.

11 - Use um Hand Grips
Faça exercícios utilizando um Hand Grip. Eles vão fortalecer o seu antebraço, e também aumentar a sua força nas mãos e dedos.

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A industrialização dos meios de produção, a par dos inúmeros avanços tecnológicos que proporcionaram à vida moderna um conforto inimagi...

A fisioterapia no dia a dia do trabalhador


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A industrialização dos meios de produção, a par dos inúmeros avanços tecnológicos que proporcionaram à vida moderna um conforto inimaginável em épocas anteriores, ocasionou um aumento significativo dos quadros clínicos decorrentes da sobrecarga estática e dinâmica do sistema músculo – esquelético.

Só recentemente, porém, atribuiu-se maior atenção a esses quadros clínicos, que passaram a ser incluídos num mesmo grupo cujas denominações mais conhecidas são Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) ou, simplesmente, LER/DORT.

A preocupação em proporcionar ao trabalhador uma melhor qualidade de vida, como forma mesmo de manter ou aumentar a sua produtividade, associada ao crescimento constante do número de casos de LER/DORT, está na base das discussões mais recentes sobre o assunto, bem como do enquadramento da síndrome entre as doenças ditas ocupacionais.

"Segundo a norma técnica do INSS sobre DORT (Ordem de Serviço no. 606/1998), conceitua-se as lesões por esforços repetitivos como uma síndrome clínica caracterizada por dor crônica, acompanhada ou não e alterações objetivas, que se manifesta principalmente no pescoço, cintura escapular e/ou membros superiores em decorrência do trabalho, podendo afetar tendões, músculos e nervos periféricos. O diagnóstico anatômico preciso desses eventos é difícil, particularmente em casos sub-agudos e crônicos, e o nexo com o trabalho tem sido objeto de questionamento, apesar das evidencias epidemiológicas e ergonômicas."

Recentemente, a OS nº 606/98 foi revisada pela Instrução Normativa nº 98, de 5 de dezembro de 2003.

Por LER/DORT entende-se um conjunto de síndromes (quadros clínicos, patologias, doenças) que atacam os nervos, músculos e tendões, juntos ou separadamente. É resultado da combinação da sobrecarga das estruturas anatômicas do sistema músculo – esquelético com a falta de tempo para sua recuperação, têm seu surgimento relacionado a condições de trabalho inadequadas.

Tanto a utilização excessiva de determinados grupos musculares em movimentos repetitivos (digitação, por exemplo), como a permanência de determinados segmentos do corpo em uma mesma posição por período de tempo prolongado, podem ocasionar a sobrecarga que permite o aparecimento das LER/DORT.

Caracterizam-se pela ocorrência de vários sintomas, concomitantes ou não, tais como: dor, parestesia, sensação de peso, fadiga, manifestando-se, principalmente, no pescoço, cintura escapular e membros superiores.

A fisioterapia do trabalho é uma área da fisioterapia que atua na prevenção, resgate e manutenção da saúde do trabalhador, abordando diversos aspectos como ergonomia, biomecânica, atividade física laboral e a recuperação de queixas ou desconfortos físicos. Tem como objetivo melhorar a qualidade de vida do trabalhador, evitando a manifestação das queixas e patologias musculoesqueléticas de origem ocupacional ou não, gerando aumento do bem estar, desempenho e produtividade. A fisioterapia do trabalho pode avaliar, prevenir e tratar lesões decorrentes das atividades no trabalho.

Algumas atuações do fisioterapeuta do trabalho:

1. Prevenção do desconforto ou queixas musculoesquelética nas atividades laborais;

2. Estudo ergonômico do trabalho, junto à equipe de saúde e segurança do trabalho;

3. Intervenções ergonômicas de correção, conscientização ou sensibilização nas empresas;

4. Palestras de conscientização, capacitação e treinamento preventivo de doenças ocupacionais;

5. Orientações posturais e ergonômicas aos trabalhadores, fora do ambiente de trabalho e nos postos de trabalho durante a execução de suas atividades ocupacionais;

6. Avaliação postural e análise biomecânica das tarefas nos postos de trabalho, promovendo a adequação do posto e das posturas para um melhor desempenho;

7. Desenvolvimento de programas de ginástica laboral;

8. Tratamento das patologias ou queixas musculoesquelética, através de ambulatório na empresa ou ambulatório / clínica fora da empresa.

A importância do fisioterapeuta na implantação e realização do programa:

O fisioterapeuta é um profissional apto a realizar o programa de ginástica laboral, qualidade de vida e prevenção dentro da empresa, na medida em que possui conhecimento em áreas diversas como anatomia, biomecânica, fisiologia humana, fisiopatologia das doenças, atividade física laboral, saúde preventiva, entre outras. Além disso, ele é capaz de proporcionar uma intervenção eficaz para o tratamento das patologias relacionadas ao trabalho, identificando os fatores que podem gerá-las e podendo, deste modo, atuar de maneira preventiva.

 Por Elisabeth Maria De Cesaro

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A área da Fisioterapia está cada vez mais diversificada. Tanto que, a fim de tornar processos de aposentadoria ou mesmo a investigação d...

Função do Fisioterapeuta na perícia judicial


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A área da Fisioterapia está cada vez mais diversificada. Tanto que, a fim de tornar processos de aposentadoria ou mesmo a investigação de acidentes de trabalho mais justas e confiáveis, o profissional fisioterapeuta está agora atuando na realização de perícias ocupacionais e judiciais. Isso ocorre em razão de seus conhecimentos em cinesiologia (estudo do movimento), biomecânica (ciência que investiga o movimento sob aspectos mecânicos, suas causas e efeitos nos organismos vivos) e ergonomia (adaptação do trabalho às características psicofisiológicas do homem).

Lucas Alves Vieira Pereira, fisioterapeuta especialista em Fisioterapia do Trabalho, Ergonomia e Perícia Judicial, explica que um fisioterapeuta do trabalho tem a função de atuar como assistente técnico, bem como pode ser nomeado perito judicial. "Na Justiça do Trabalho ou Civil, o fisioterapeuta pode atuar em situações que exijam o conhecimento técnico-científico sobre a funcionalidade humana, sobre aspectos ergonômicos e biomecânicos que levaram a uma doença do trabalho". 

O fisioterapeuta é solicitado para investigação em processos de isenções fiscais, ações que envolvam o DPVAT, Detran, Previdência Privada ou qualquer situação que necessite um parecer e laudo fisioterapêutico. Nas perícias judiciais específicas para lesões por esforço repetitivo e distúrbios osteomusculares relacionados ao tipo de trabalho desempenhado, LER/Dort, o objetivo é estabelecer a relação entre a doença e a atividade desenvolvida pelo ex-funcionário ou funcionário na empresa processada. Isso é feito a partir do estudo de documentos, de avaliação clínica, dos aspectos ergonômicos e biomecânicos da atividade, além de informar se houve ou não perda da capacidade funcional, seja ela laboral, para atividades comuns do dia a dia e se a perda é parcial, total, temporária ou definitiva.

Também é função do fisioterapeuta do trabalho analisar, através de perícia, se a empresa adotou ou poderia ter adotado medidas preventivas para evitar ou minimizar a doença reclamada na Justiça pelo funcionário.

Na Justiça Comum, o fisioterapeuta pode atuar também como serventuário temporário quando há necessidade do conhecimento técnico. O primeiro processo é instaurado quando uma pessoa sofre um acidente dentro de uma empresa ou mesmo no trânsito, em casa ou na rua e o juiz necessita de uma avaliação da capacidade funcional apresentada pelo indivíduo em decorrência do acidente e da sua condição de permanência nessa capacidade. O segundo processo ocorre quando um indivíduo recebe alta do seguro acidente do INSS, mas se sente injustiçado, alegando não ter capacidade para o trabalho, e busca seus direitos na Justiça Civil ou Federal. Em ambos os processos, o fisioterapeuta perito irá analisar a capacidade funcional do periciado.
 

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Cada vez mais conectadas à tecnologia, a maioria das pessoas tem intensa rotina de trabalho. A sobrecarga nas atividades do cotidiano ...

Exercícios simples de alongamento evitam lesões



Crédito: Thinkstock

Cada vez mais conectadas à tecnologia, a maioria das pessoas tem intensa rotina de trabalho. A sobrecarga nas atividades do cotidiano pode levar ao surgimento das doenças ocupacionais, como Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e tendinite (inflamação de tendão). 

Para evitar esse tipo de lesão a dica é fazer pausas no ambiente de trabalho e investir em atividades como a ginástica laboral. São indicados exercícios de alongamento e automassagem que podem ser realizados no início, meio ou final do expediente, ou ainda em casa.

veja as dicas para evitar lesões ocupacionais e ensina exercícios fáceis para fazer durante o expediente: 

Para quem trabalha sentado 

  • O ideal é que a planta de seus pés esteja toda apoiada no chão, com os joelhos flexionados a 90º. 
  • Utilize cadeiras giratórias e evite realizar movimentos rotacionais bruscos com o pescoço e tronco. 
  • Procure levantar a cada 30 minutos para uma rápida caminhada. Lembre-se também de alongar braços, tronco e pernas pelo menos três vezes durante seu expediente.
  • Aproxime sua cadeira da mesa, evitando flexionar seu tronco ou a cabeça para digitar e mantenha as costas bem apoiadas no encosto da cadeira.
  • Para quem trabalha com computador, o ideal é manter o monitor a uma distância entre 45 a 75 cm dos olhos, regulando sua altura à linha de visão.

Para quem trabalha em pé

  • O ideal é usar calçados confortáveis, macios e sem saltos. 
  • Procure alternar a posição de apoio sobre uma perna e outra, e sempre que possível, dê pequenas caminhadas e realize movimentos circulares com os pés para estimular a circulação sanguínea e minimizar as dores e inchaço
  • Procure ficar em postura ereta, evite ficar inclinado para frente ou para os lados por muito tempo. Para quem utiliza mesas ou bancadas para manusear peças e/ou objetos, o ideal é que estas estejam a uma altura próxima a do umbigo e próximas ao corpo. Procure manter os cotovelos flexionados a aproximadamente 90º e os ombros relaxados, isto ajuda a evitar tensões musculares na região cervical, nos ombros e costas.

Como alongar 

  • Em pé ou sentado, com a postura ereta e mãos na cintura, aproxime a orelha do ombro, incline a cabeça para a direita e para a esquerda, permanecendo em cada posição por 15 segundos.
  • Com a postura ereta, suba os ombros, aproximando-os das orelhas e em seguida relaxe. Repita essa movimentação por 10 vezes.
  • Em pé ou sentado, abra e feche a mão alternadamente, repetindo por 10 vezes.
  • Sentado mais à frente na cadeira, mantenha uma perna flexionada e apoiada no solo e a outra esticada a frente e com o calcanhar apoiado. Curve para frente tentando alcançar com a mão a ponta do pé no lado da perna esticada. Este alongamento também pode ser realizado em pé, permaneça em cada posição por 15 segundos.

 

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Músculos do pescoço doloridos são uma queixa comum no escritório. Horas de digitação sem apoio para as costas suficiente contribui para o...

Como fazer um alongamento de pescoço no escritório





Músculos do pescoço doloridos são uma queixa comum no escritório. Horas de digitação sem apoio para as costas suficiente contribui para o problema. Você pode aliviar a dor fazendo alguns exercícios simples de alongamento sem sair da sua mesa de trabalho

1 - "Estique" sua coluna. Fique de pé ou sente-se em sua mesa de escritório. Puxe os ombros para cima e para baixo. Inspire e expire lenta e uniformemente. Feche os olhos. Isto irá bloquear as distrações visuais e é consistente com os princípios da ioga.

2 - Abaixe o queixo lentamente em direção ao peito. Mantenha a postura para que seu pescoço se mova, mas não os seus ombros. Permaneça nesta posição por cerca de 20 segundos. Devagar, levante o queixo na posição inicial.

3 - Incline a cabeça ligeiramente para trás. Você deve ser capaz de ver o teto. Sinta a frente do pescoço esticar. Fique nessa posição por 20 segundos. Volte o pescoço e a cabeça à posição original.

4 - Coloque a mão esquerda na cabeça. Abaixe a orelha direita em direção ao ombro direito, gradualmente, sem tocá-lo. Vagarosamente, relaxe os músculos do pescoço. Fique nesta posição por 20 segundos antes de voltar o pescoço e a cabeça para a posição vertical. Coloque a mão direita sobre a sua cabeça e repita o exercício para o lado esquerdo.

5 - Gire o pescoço para a direita, tanto quanto for confortável. Pare no ombro ou um pouco além disso. Mantenha essa posição por 20 segundos. Em seguida, gire lentamente de volta à posição inicial. Repita a rotação do seu lado esquerdo.

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Se você passa a maior parte do seu dia sentada em frente a um computador, possivelmente sente ou já sentiu dor nas costas ou algum tipo d...

Exercícios que podem ser feitos durante o trabalho




Se você passa a maior parte do seu dia sentada em frente a um computador, possivelmente sente ou já sentiu dor nas costas ou algum tipo de desconforto. Isso ocorre porque a ergonomia das poltronas (no trabalho ou em casa), assim como nos meios de transporte, seguem um padrão que dificilmente atende a todos. “Muitas horas numa mesma posição causa fadiga muscular em regiões específicas, causando um desequilíbrio corporal. Por conta dessa fadiga criamos posturas inadequadas no dia a dia, o que chamamos de vícios posturais e que, em longo prazo, podem propiciar dores e a atrofia muscular”, explica a fisioterapeuta Ariane Pitrez.

Confira algumas dicas práticas da fisioterapeuta para corrigir a postura e mandar aquelas dores chatas do dia a dia embora para sempre. São exercícios que levam pouco tempo, mas que trarão benefícios importantes para uma boa qualidade de vida.

Acerte a altura da tela: A altura da tela do computador deve ser a que o olhar fique horizontal, preservando assim as vértebras cervicais. A cadeira deve estar posicionada de forma que as pernas estejam a 90º e o punho em posição neutra com o antebraço sempre apoiado.

Mantenha a postura: O apoio dos ossinhos do bumbum no assento é necessário para manter uma postura correta na posição sentada. Uma almofada inclinada, com altura maior atrás, facilita o apoio. A inclinação da poltrona a 90° também. Cruzar as pernas também é altamente prejudicial para uma postura correta.

Ande: Quando ficamos por muito tempo sentados não conseguimos, e nem é aconselhável, ficar horas numa mesma posição. Por isso, é importante levantar-se a cada 2 horas e caminhar um pouco, favorecendo assim a mobilização articular, a circulação sanguínea e o retorno venoso.

Movimente os pés: Caso não seja possível levantar-se, ao menos faça movimentos com os pés para um lado e para o outro. Faça também movimentos de rotação com a cabeça e os punho.

Use uma bolinha de tênis: Outro acessório que ajuda bastante é a bolinha de tênis. Ao passar na planta dos pés, sem os sapatos, libera os músculos da “cadeia posterior” e auxilia no retorno venoso. O efeito é maior quando a pessoa está de pé, mas pode ser usada sentada também.

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Um dia ruim todos têm, mas quem é estressado pode prejudicar a saúde. O estresse é a resposta psicológica e hormonal para situações que ...

Estresse do trabalho causa afta, gengivite e bruxismo


Um dia ruim todos têm, mas quem é estressado pode prejudicar a saúde. O estresse é a resposta psicológica e hormonal para situações que demandam adaptação extrema. Hoje em dia, isso ocorre com pressões do trabalho, falta de tempo, problemas que também fazem o corpo liberar hormônios como hidrocortisona e cortisol, além de produzir um alto nível de adrenalina. 

A consequência do acúmulo dessas substâncias são o efeito pró-inflamatório, que, aliado aos maus hábitos de higiene bucal, tornam o ambiente propício para o aparecimento da doença periodontal e aftas. Os maus hábitos que a pessoa estressada tende a adquirir ou aumentar, como o consumo de álcool, tabaco e negligência da higiene oral, também é um prato cheio para a cárie e halitose. 

Porém o estresse não é desculpa para atitudes insalubres. “A pessoa estressada negligencia o que não é hábito para ela, quem já é consciente sobre a boa higiene bucal, ao passar por um período de estresse, tende a não negligenciar a saúde oral”, explica o cirurgião-dentista Giuseppe Romito, professor da Faculdade de Odontologia da USP. 

Lesões no trabalho
Erosão dentária, alteração de cor dos dentes (escurecimento), gengivite e estomatite são doenças relacionadas ao trabalho, segundo o Ministério da Saúde. O principal fator de risco para essas doenças é a exposição prolongada a agentes químicos no ambiente ocupacional.

Uma pesquisa da Faculdade de Odontologia da USP, realizada no Centro Estadual e Regional de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) de Guarulhos, entrevistou 100 participantes –46% expostos e 58% não expostos a resíduos químicos.

A conclusão foi que a exposição a névoas ácidas é um fator que contribui para o desenvolvimento de lesões na boca, assim como o avanço da idade. Dessa forma, este estudo sugere a inclusão de exames odontológicos periódicos aos trabalhadores, além de ações de saúde bucal na Sipat (Semana Interna de Prevenções a Acidentes do Trabalho). 

“Às vezes o trabalhador almoça e não tem um ambiente apropriado para escovar os dentes no local de trabalho. É fundamental que haja uma conscientização sobre a importância da boa higiene, tanto por parte do trabalhador quanto da empresa”, diz Rafael Aiello Bomfim, autor da pesquisa.

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O termo ergonomia é derivado das palavras gregas ergon, que significa trabalho e nomos, associado a regras. A Ergonomia pode ser entendi...

Ergonomia e prevenção de Lombalgias






O termo ergonomia é derivado das palavras gregas ergon, que significa trabalho e nomos, associado a regras. A Ergonomia pode ser entendida como o estudo científico da relação entre o homem e seu ambiente de trabalho, e tem sido aplicada em projetos de máquinas, equipamentos, produtos, sistemas e tarefas, com o objetivo de melhorar a segurança, saúde, conforto e eficiência dos trabalhadores.

A ergonomia é, portanto, um conjunto de ciências e tecnologias que procura através do seu desenvolvimento adaptar as condições de trabalho às características do ser humano. Ela tem por objetivo contribuir para solucionar muitas situações de trabalho, da vida cotidiana, da satisfação e o bem-estar dos trabalhadores no seu relacionamento com sistemas produtivos e, principalmente, um grande número de problemas sociais relacionados com a saúde, segurança, conforto, eficiência, prevenção de erros2.

A ergonomia surgiu em função do aumento da ocorrência de distúrbios de natureza física e psicológica em trabalhadores e desenvolveu-se durante a II Guerra Mundial como conseqüência do trabalho interdisciplinar de diversos profissionais das ciências tecnológicas e humanas2. Duas principais abrangências da ergonomia para introduzir melhorias em situações de trabalho são: a) análise de sistemas – cuja preocupação é com o funcionamento global de uma equipe de trabalho usando uma ou mais máquinas. Nesta concepção, parte-se de aspectos mais gerais, como a distribuição de tarefas entre o homem e a máquina, mecanização de tarefas (informações captadas pela visão, audição e outros sentidos, controles, relações entre mostradores e controles, bem como cargos e tarefas e b) análise de postos de trabalho – que estuda uma parte do sistema onde atua um trabalhador e se faz a análise da tarefa, da postura e dos movimentos corporais (sentado, em pé, empurrando, puxando, e levantando pesos), como também fatores ambientais (ruídos, vibrações, iluminação, clima, agentes químicos).

Segundo Abrahão e Pinho, a ergonomia busca dois objetivos fundamentais. De um lado, produzir conhecimento sobre trabalho, as condições e a relação do homem com o trabalho, por outro, formular conhecimentos, ferramentas e princípios suscetíveis de orientar racionalmente a ação de transformação das condições de trabalho, tendo como perspectiva melhorar a relação homem-trabalho. Portanto, a produção do conhecimento e a racionalização da ação constituem, portanto, o eixo principal da pesquisa ergonômica.

De acordo com Prates, hoje existe uma preocupação em conhecer o homem para projetar-se o trabalho ajustando-o às capacidades e limitações humanas. Para tal, várias faces do comportamento humano são objeto de estudo da ergonomia:

· O Homem - suas características físicas , psicológicas, sociais, idade, motivação.
· A Máquina - tudo em materiais que o homem utiliza em seu trabalho: equipamentos, ferramentas, mobiliários e instalações.
· O Ambiente Físico - (durante o trabalho) efeitos de luzes, ruídos, gases e outros.
· Informação - relacionamento entre os elementos de um sistema, transmissão e processamento de informações, até a tomada de decisões.
· Organização - A união dos elementos anteriores no sistema produtivo, engloba horários no sistema produtivo, turno de trabalho e formação de equipes.
· E, por fim, conseqüências do trabalho- ligados ao controle: tarefas de inspeções, registro de erros e acidentes, estudos sobre gastos energéticos, fadiga e estresse.

Ainda segundo Prates, pode-se classificar a análise ergonômica segundo a ocasião em que é feita:

· Ergonomia de Concepção - Ocorre na fase inicial do projeto do produto, máquina ou ambiente. Esta fase permite amplas alternativas. Exige conhecimento e experiência, porque suas decisões são feitas sobre hipóteses.
· Ergonomia de Correção - Aplicada em situações reais para solucionar questões de segurança e fadiga excessiva, doenças do trabalhador, quantidade e qualidade na produção. Determinadas medidas podem ter baixo custo e relativa facilidade, podendo exemplificar-se com mudanças de postura, colocação de dispositivos de segurança e aumento na iluminação, outras já podem ser mais complexas e de custo mais elevado como redução na carga mental ou de ruídos e substituição de máquinas inadequadas.
· Ergonomia de Conscientização: muitas vezes os problemas solucionam-se na fase de concepção e correção. Sendo um organismo vivo, os sistemas e os postos de trabalho, podem sofrer mudanças constantes, desgastes naturais de maquinários, tipos novos de produtos, os quais exigirão novos treinamentos, noções de risco, onde o trabalhador deverá saber como agir.

Por fim, de acordo com Abrahão e Pinho22, o desenvolvimento da metodologia da análise ergonômica do trabalho acompanha a evolução tecnológica perpassando por diversas fases em função da demanda social. Inicialmente centrada no fator humano, na adaptação do posto de trabalho, privilegiou apenas o estudo da relação homem/máquina. A partir da Segunda Guerra Mundial integra-se a análise outras variáveis tais como, a recepção, o tratamento e a transmissão da informação. Nesta fase, o trabalho passa a ser analisado considerando a sua dimensão cognitiva. A partir de meados da década de 80 a análise vai além da perspectiva do posto de trabalho incorporando a noção de complexidade do sistema no qual está inscrito. Nas situações de introdução de novas tecnologias, quando não se integra as exigências da atividade é comum encontrar inadequações no processo de trabalho. Estas inadequações criam exigências de natureza cognitiva que solicitam mecanismos distintos daqueles previstos anteriormente22.

Cabe, portanto, discutir o papel da ergonomia na prevenção de patologias associadas aos novos postos de trabalho, como são os casos das lombalgias

4.2 Ergonomia e prevenção de lombalgias

Segundo Martins e Duarte17, o trabalho não deve tornar-se o campo ideal para o desenvolvimento de patologias e angústias. A fim de auxiliar inúmeros trabalhadores, surgiu oficialmente, em 12 de julho de 1949, a ergonomia que configura, planeja e adapta o trabalho ao homem. Brito considera que dentre as preocupações das empresas na melhoria da qualidade e competitividade de seus produtos, a saúde ocupacional vem ganhando destaque nos últimos anos como conseqüência do aparecimento de índices preocupantes de distúrbios ocupacionais dos mais diferentes tipos.

A Norma regulamentadora número 7, NR7, é uma norma que abrange a área de Ergonomia e visa estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente e que regulamenta a ação do ergonomista. De fato, a existência dessa norma é um dos indicadores de que as relações de trabalho se modificaram e necessitam de novas intervenções e conhecimentos.

Dentro das contribuições ergonômicas no ambiente de trabalho, Iida2 considera que as principais são: a) concepção – que ocorre durante a fase inicial de projeto do produto, da máquina ou do ambiente; b) correção – que é aplicada em situações reais, já existentes, para resolver problemas que se refletem na segurança, na fadiga excessiva, em doenças do trabalhador ou na quantidade e qualidade da produção e c) conscientização – que tem como foco conscientizar o trabalhador através de cursos de treinamento e freqüentes reciclagens, ensinando-o a trabalhar de forma segura, reconhecendo os fatores de risco que podem surgir, a qualquer momento, no ambiente de trabalho.

Segundo o autor2, uma segunda categoria de atuação está relacionada com os aspectos organizacionais do trabalho, ou seja, reduzir a fadiga e a monotonia, eliminação do trabalho altamente repetitivo, dos ritmos mecânicos impostos ao trabalhador e da falta de motivação provocada pela pouca participação do mesmo nas decisões sobre o seu próprio trabalho.

No entanto, a realidade do trabalhador, muitas vezes é diferente. O trabalho sedentário e especializado, cuja atividade é a que mais cresce em países industrializados, requer concentração em sua execução, o que impõe ao corpo posturas paradoxais: enquanto segmentos corporais permanecem estáticos por longos períodos de tempo, como a coluna vertebral, outros como os membros superiores (braços) precisam realizar movimentos altamente repetitivos. Esse tipo de postura predispõe ao aparecimento de lesões.

A lombalgia, como visto, é a que apresenta maior incidência. Hoje se faz fundamental, face às mudanças no mundo do trabalho, promover e manter saúde, centrando as atenções em impedir que as alterações posturais e lesões ocupacionais ocorram. Portanto, uns dos principais objetos de interesse da prevenção são as situações de risco, as situações potencialmente lesivas, ou seja, os movimentos, posturas, enfim toda e qualquer posição que possa promover ou facilitar o aparecimento dos distúrbios ocupacionais (LER – a lesão por esforço repetitivo - atualmente designadas DORT - distúrbios osteo-musculoligamentares

relacionados ao trabalho). Aliar as alterações ergonômicas ao local de trabalho produz certamente um ambiente mais saudável e agradável e tem como conseqüência o aumento da produtividade. Devem-se aliar as alterações ergonômicas no local de trabalho com as orientações relativas à prevenção de distúrbios ocupacionais: adequação postural, distensionamento das articulações (alongamento), bombeamento sanguíneo dos braços, retorno venoso das pernas, entre outros26.

A postura, entre os trabalhadores de escritório, é um dos principais fatores associados à incidência da lombalgia. Para profissionais que trabalham com computador, por exemplo, a postura sentada ergonomicamente correta considerada atualmente é: pescoço na posição neutra com campo visual de 15 a 30 graus abaixo da borda superior da tela do computador e distante do operador 40 a 70 cm; flexão de quadril em torno dos 100 a 110 graus proporcionando a acomodação dos ísquios, e de joelhos de 90 a 120 graus; membros superiores na posição vertical e alinhados ao tronco, formando um ângulo de 90 a 110 graus de cotovelo; punhos em alinhamento com os antebraços e mãos alinhadas com o punho (evitar a extensão de dedos durante a digitação.

A postura sentada, mesmo seguindo todas as orientações posturais, acarreta uma carga biomecânica significativa sobre os discos intervertebrais principalmente na região lombar. Quando o trabalho possibilita pouca margem para movimentação tem como conseqüência carga estática sobre certos segmentos corporais, que embora não intensa é contínua e associada à inércia musculoligamentar. Além de o colaborador adquirir uma postura correta de trabalho, ele deve também realizar as pausas para a descompressão das articulações e quebra da monotonia melhorando o rendimento intelectual27.

Assim, fatores como tipo e altura de assento, das mesas, do teclado, espaço para movimentação, postura, dentre outros, são de extrema importância para se evitar a lombalgia. Portanto, faz-se necessária a aquisição, por parte da empresa, de móveis e equipamentos ergonomicamente projetados, com vistas à prevenção dos riscos à saúde do trabalhador. Rio Considera que se faz necessária também a troca das cadeiras do setor por cadeiras ergonômicas, com bordas anteriores arredondadas, regulagem de altura do assento e do encosto, acolchoadas e com boa estabilidade, colocação de um suporte para o monitor de cada funcionário para que fiquem na linha de visão sem esforço para os olhos e pescoço, troca de local do mouse pad para mais perto do funcionário e adaptação de apoio no punho para diminuir a pressão nos tendões, fator este importante causador de DORT. O controlador da máquina a laser, por exemplo, necessita de uma cadeira ergonômica industrial para que possa visualizar a máquina superiormente e obter uma postura correta, com apoio de lombar e pernas.

Por fim, a ergonomia, segundo Gonçalves, vem dando importante contribuição para a melhoria das condições de trabalho. Entretanto, nem sempre isso é possível na prática, em função de inúmeras dificuldades, como insuficiência técnica ou mesmo falta de conscientização por parte dos funcionários. Essa política, precisa, necessariamente, conscientizar os indivíduos sobre sua responsabilidade pessoa pela manutenção da própria saúde. Em relação ao tratamento da lombalgia, existem intervenções curativas, terapêuticas e preventivas. Na área médica, por exemplo, existem as cirurgias ou mesmo técnicas minimamente invasivas como a fisioterapia, o alongamento etc. Mas, sem dúvida, há a necessidade implícita de tratamentos que atuem de forma preventiva, como é a proposta da ergonomia. Os exercícios físicos, associados à ergonomia, são também imprescindíveis aliados na prevenção da lombalgia.

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Vivendo na cidade de São Paulo quem consegue se livrar das horas e horas gastas nos congestionamentos? É difícil… Inclusive, muita gente m...

Alongamentos fáceis e rápidos para fazer no carro ou no escritório




Vivendo na cidade de São Paulo quem consegue se livrar das horas e horas gastas nos congestionamentos? É difícil… Inclusive, muita gente me diz que não vai à academia por conta do tempo que passa se descolando por aqui. Infelizmente, não existe um jeito de aproveitar isso. Mas para ajudar a diminuir a tensão ao volante – e também a passar o tempo – preparei uma sequência de alongamentos que pode ser feita dentro no carro.

Isso vale também para quem passa muito tempo nos escritórios e em frente ao computador. As sequências são bem simples e devem ser feitas em dez repetições cada. Nos exercícios parados segure o movimento por dez segundos. Aí vai a sequência:



1 – mantenha os ombros relaxados e traga o pescoço de um lado para o outro;

2 – mantenha os ombros relaxados e olhe de um lado para o outro;

3 – mantenha os ombros relaxados e olhe para baixo e para cima;

4 – com o auxilio da mão para dar um pouco mais de pressão apoie a mão na lateral da cabeça e olhe para a frente. Traga o pescoço para o lado; repita para o lado contrário;

5 – olhe para o chão e segurando mais atrás da cabeça tente trazer o queixo no peito. Repita para o outro lado;

6 – estenda o braço à frente do corpo e com a outra mão apoiada no cotovelo traga o braço próximo ao corpo. Repita com o outro braço;

7 – com o braço atrás da cabeça e a outra mão apoiada no cotovelo forçe a mão para descer o braço no máximo que puder. Repita com o outro braço.

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Os trabalhadores brasileiros, em qualquer categoria, estão mais velhos e mais gordos. Os que não são sedentários – este grupo é...

Problema no joelho rende 107 mil afastamentos do trabalho por ano



Os trabalhadores brasileiros, em qualquer categoria, estão mais velhos e mais gordos. Os que não são sedentários – este grupo é apenas 20% da população brasileira – em sua maioria fazem exercícios físicos sem orientação especializada.

Este conjunto de características escolhe como alvo uma parte especial do organismo: os joelhos. O ex-jogador de futebol Ronaldo Fenômeno, por exemplo, afirmou que antecipou sua aposentadoria porque “perdeu para o seu corpo”. Em entrevistas, o atleta afirmou que passou por mais de 20 cirurgias e um dos pontos problemáticos era justamente o joelho.

Mas se antes somente os atletas tinham a vida profissional comprometida por este tipo de lesão ortopédica, agora as dores no joelho interferem em todas as carreiras. Segundo levantamento feito pelo iG Saúde nos dados do Ministério da Previdência Social, em 2010, este problema de saúde acumulou 107 mil licenças trabalhistas, a segunda ocorrência mais numerosa no País.

“Esta parte do corpo é uma das que mais sofre sobrecarga e a fragilidade dos ligamentos, muitas vezes por falta de musculatura, pode render rupturas, fraturas ou inflamações, em especial em quem já passou dos 45 anos”, afirma o professor de cirurgia no joelho da Faculdade de Medicina da Santa Casa, Ricardo Cury.

O aumento da obesidade, atrelado ao sedentarismo epidêmico, machuca mais os joelhos, mas não é a única explicação para a liderança de afastamentos trabalhistas por dores nesta parte do corpo.

“Existe um outro lado das atividades físicas. Os idosos e as crianças hoje são mais estimulados a fazer exercícios e isto, em especial quando é feito sem orientação especializada, pode aumentar o número de lesões nos joelhos antes concentradas na faixa-etária entre 20 e 40 anos. Sem contar que as pessoas trabalham por mais tempo”, explica o ortopedista Cury.

Além disso, completa ele, antes as cirurgias eram indicadas apenas para pessoas que dependiam dos joelhos para sobreviver, atletas por exemplo. Agora o arsenal cirúrgico foi ampliado e podemos indicar a operação para quem faz do esporte somente um hobby.

"A atividade física tem um papel importante na vida do indivíduo, seja mental ou produtivo, e caso a cirurgia permita que ele continue praticando uma atividade que faz bem, vamos indicá-la”, afirma o professor da Santa Casa.

Prevenir problemas nos joelhos, além de manter em níveis seguros os ponteiros da balança, é também prestar atenção à postura. Passar muito tempo sentado, em frente ao computador ou no trânsito, exige um alongamento para poupar as articulações.

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Em média passamos de 8 a 12 horas do nosso dia trabalhando, seja sentado, de pé,  andando, digitando , etc , quase sempre nos mantendo p...

Postura correta durante o trabalho




Em média passamos de 8 a 12 horas do nosso dia trabalhando, seja sentado, de pé,  andando, digitando , etc , quase sempre nos mantendo por longos períodos em uma mesma postura .

Como consequência, ao final da jornada de trabalho , sentimos dores por todas as partes do corpo . Aquele que passou maior parte do tempo assentado , percebe logo o peso nos ombros, assim como nas costas . Já o que trabalhou de pé, termina o dia com uma forte dor lombar; o outro, que andou por horas seguidas , sente em suas pernas e pés o cansaço de todo um dia e por aí vai …

Por isso temos que estar atentos à nossa postura durante o trabalho , coluna sempre ereta , ombros alinhados , punhos apoiados ( se digitador ) , quando de pé distribuir o peso de forma homogênea nas pernas pés , assim como , adaptar o local de trabalho para que possa fornecer – lhe o conforto adequado durante as suas atividades . Mesmo assim , com todas essas providências , o ideal é dispensar alguns minutos de seu tempo com exercícios que irão proporcionar – lhe uma melhora na sua qualidade de trabalho e consequentemente aumentar a produção .

Então, mãos à obra , pare agora o que estiver fazendo e experimente a série de exercícios a seguir :

1 – Aquecimento :faça esse exercício antes de começar seu trabalho , todos os dias , e novamente após o almoço para ajudar a aumentar a circulação nos músculos das mãos e punhos . Encolha os dedos na palma das mãos e em seguida relaxe . Repita isso por 5 ou 6 vezes . Mexa seus dedos aleatoriamente para cima e para baixo . Esfregue as pontas dos dedos de uma das mãos com as pontas dos outros , como se estivesse passando loção neles .

2 – Mãos de oração :coloque ambas as mãos juntas como se estivesse em oração na frente da face , com cotovelos para fora e pulsos fletidos . Faça movimento uma em direção a outra de tal maneira que nenhuma possa forçar a outra com diferença mantendo numa posição central. Segure assim por 10″ sentindo a força nos pulsos . Repita isso várias vezes .

3 – Fortalecimento e alongamentos de pescoço: este exercício pode ser feito de pé ou sentado e fortalece os múculos do pescoço, ajudando a aliviar certos desconfortos da posição errada diária . Com a cabeça reta coloque a palma de sua mão na testa e aperte para trás ao mesmo tempo que empurra sua cabeça para frente . Mantenha por 10″. Em seguida entrelace os dedos das mãos e coloque atrás da cabeça e force para frente ao mesmo tempo que a cabeça para trás . Mantenha por 10″ . Finalmente relaxe sua cabeça e ombros deixando sua cabeça descançar colocando a orelha no ombro por 10″ e depois no outro lado , em seguida coloque o queixo em direção ao peito e depois nuca nas costas mantendo ambos por 10″ .Tente não contrair os ombros durante o exercício .

4 – Ombros :esse exercício pode ser feito em pé ou sentado . Coloque as pontas dos dedos das mãos nos ombros , cotovelos apontados para os lados . Empurre os cotovelos para trás o máximo que conseguir e depois para frente tentando tocar um no outro . Repita 10 vezes . Agora mantenha ainda os dedos nos ombros e levante os cotovelos para cima e para baixo ao lado do corpo , como se fosse tentar voar . Repita 10 vezes .

5 – Exercitando as costas :este exercício fácil e rápido vai ajudá – lo a se aliviar da tensão do meio de suas costas que é resultado de estar sentado o dia todo. Entrelace os dedos , vire a palma das mãos para fora a frente do corpo e alongue seus braços o mais longe que puder do seu corpo levando também oos ombros a frente . Mantenha as costas eretas e braços paralelos a mesa . Vire – se para a direita e retorne ao centro . Vire – se pra a esquerda e volte ao centro .

6 – Alongamento de membros inferiores :este exercício pode ser feito sentado , não só alonga os isquiotibiais (de trás da coxa ) mas também trabalha os músculos do quadríceps (parte da frente da coxa ). Sente -se com sua lombar tocando o encosto da cadeira e coloque suas mãos embaixo de suas coxas . Puxe um de seus joelhos em direção ao peito e em seguida estenda essa perna para frente o máximo . Repita com a outra perna. Faça em torno de 5 a 10 vezes cada uma .

7 – Pés e tornozelos (escrevendo o alfabeto ): sentado na cadeira , tire os sapatos , levante o pé de uma das pernas e escreva o alfabeto com o próprio pé imaginariamente no ar . Troque de pé e repita .

Fonte : artigo escrito por Luna Petermann .

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Mudanças sociais, econômicas, tecnológicas alteram a vida e o cotidiano das pessoas e também o trabalho1. Pode-se afirmar que sempre exis...

Trabalho e a saúde do trabalhador





Mudanças sociais, econômicas, tecnológicas alteram a vida e o cotidiano das pessoas e também o trabalho1. Pode-se afirmar que sempre existiu uma estreita relação entre homem, trabalho e sociedade. Sempre foi do seu trabalho que o homem sobreviveu e a sociedade progrediu, mas desde os primórdios, o dia-a-dia no ambiente de trabalho não pára de mudar. No entanto, é na sociedade industrial que ocorrem mudanças significativas no mundo do trabalho. De acordo com Arruda, em meados do século XIX, com a crise do sistema feudal e a Revolução Industrial houve a consolidação de produção capitalista, pela qual, se caracteriza, dentre outros fenômenos, pela perda dos meios de produção pelos trabalhadores, a substituição das ferramentas manuais pelas máquinas e da energia humana pela mecânica. Após a segunda Guerra Mundial, ocorre o desenvolvimento de uma nova tecnologia industrial e de novos equipamentos, de novos processos industriais e a síntese de novos produtos químicos, estabelecendo cada vez mais uma inequívoca relação entre trabalho e saúde do trabalhador, dada às várias cargas físicas, químicas, biológicas, mecânicas, fisiológicas e psíquicas às quais fica submetido diariamente.

Essas transformações influenciam, sem dúvida, os serviços de saúde que assistem os trabalhadores e passam a preocupar a sociedade, o Estado e as empresas, dados os altos custos econômicos e sociais gerados pelas doenças ocupacionais, bem como os riscos à saúde física e psíquica do trabalhador.

Hoje há um progressivo aumento da mecanização e automação, com a adoção de serviços informatizados, envelhecimento da população trabalhadora, alterações nos hábitos e vida das pessoas, além aumento progressivo do trabalho feminino. Essas transformações evidenciam um novo paradigma de organização das relações econômicas, sociais e políticas1. A evolução tecnológica está presente em todas as esferas da produção, provocando alterações substantivas nas configurações industriais, nos padrões tecnológicos e no perfil das organizações. O mundo do trabalho encontra-se, portanto, sob um processo de reestruturação produtiva e organizacional estabelecendo novos cenários produtivos. Essa reestruturação pode ser identificada pela transformação das estruturas e estratégias empresariais, que alteram as formas de organização, gestão e controle do trabalho, que resultam em novas formas de competitividade, com repercussões no âmbito administrativo e operacional. Elas se manifestam pelas alterações na natureza do trabalho, inclusive aumentando a sua densidade, o ritmo e a ampliação da jornada de trabalho; na co-habitação da “velha” organização do trabalho com tecnologias gerenciais supostamente "modernizadoras".

Pode-se afirmar que o avanço tecnológico foi benéfico no que se refere ao aumento da produtividade, segurança, melhoria da qualidade dos produtos e facilidade na execução dos serviços, no entanto, por outro lado, o trabalhador ficou sujeito às diversas conseqüências do no uso de tais ferramentas. Os movimentos repetitivos, no qual o trabalhador utiliza sempre os mesmos segmentos corporais contribuiu para o aumento das doenças do trabalho, específicas em cada categoria profissional, agravadas pelo sedentarismo, estresse e sobrecarga de atividade3.

As lombalgias, ou doenças da lombar são uma dessas lesões. As exigências físicas do trabalho são um fator de risco de lombalgia como, por exemplo, movimentação e levantamento de cargas, postura incorreta etc. Uma das atividades propícias para o aparecimento das lombalgias são aquelas desenvolvidas em escritórios. Neles, as pessoas passam grande parte do tempo sentadas, com a atenção e concentração voltadas à suas atividades e assumem uma postura corporal que prejudica a saúde. O aumento das lombalgias durante o trabalho em escritórios deve-se a vários fatores, como o uso do microcomputador com a postura incorreta, durante o tempo em que se está sentado, cadeiras ergonomicamente inadequadas e esteticamente imperfeitas ou mesmo falta de prevenção e pausas adequadas ao exercício das atividades profissionais.

De acordo com Iida2, o assento é provavelmente uma das invenções que mais contribui para modificar o comportamento humano. De fato, segundo o autor, a espécie humana, homo sapiens, já deixou de ser um animal ereto, homo eretus, para se tornar um homo sedam. As tecnologias do mundo moderno provocaram substantivas mudanças no comportamento humano, tornando o homem mais estático e sedentário. Essas mudanças estão provocando um enfraquecimento da estrutura sustentadora do homem, o que leva a uma grande sobrecarga, principalmente na coluna.

Vários dos problemas que afetam a realidade do trabalhador de escritório e causam as lombalgias podem ser evitados. No entanto, antes de proceder à discussão sobre a prevenção ergonômica em trabalhadores de escritório, faz-se necessária a definição das lombalgias.

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A LER/DORT é conceituada com uma síndrome relacionada ao trabalho As doenças ocupacionais afetam o trabalhador há muito tempo, e com a...

Fisioterapia preventiva em LER/DORT no âmbito empresarial





A LER/DORT é conceituada com uma síndrome relacionada ao trabalho
As doenças ocupacionais afetam o trabalhador há muito tempo, e com a expansão industrial estes distúrbios aumentaram drasticamente, sendo objeto de estudos até os dias atuais.

A expressão “saúde do trabalhador” refere-se a uma área do saber que estuda o relacionamento entre o trabalho e o processo saúde/doença, e apresenta o fundamento de suas ações no âmbito multiprofissional, intersetorial e interdisciplinar.

Os profissionais de saúde discutem vários aspectos da saúde do trabalhador, como o nome, a sua existência, a conduta após o diagnóstico de distúrbios ocupacionais, e principalmente quando se referem à prevenção.3

O médico Mendes Ribeiro, em 1986, introduziu no Brasil o termo LER (lesão por esforço repetitivo), durante o I Encontro Estadual de Saúde, realizado no Rio Grande do Sul. Esta lesão era comumente conhecida como Tenossinovite Ocupacional, Cãibra Ocupacional, e até mesmo Doença das Lavadeiras.

Por volta de 1990, o termo DORT (distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho) foi introduzido no Brasil, traduzido de Work-related Musculo-skeletal Disorders of the Upper Limbs (WMSDs), que era adotado na Europa, e Works-related Upper-extremety disorders (WRUEDs), adotado nos Estados Unidos da América. Esta nova nomenclatura aconteceu devido ao desuso do termo LER, que indicava somente lesões por esforços repetitivos.

Os principais distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho são: tendinite do músculo bíceps, compressão do nervo ulnar, inflamação do músculo pronador redondo com compressão do nervo mediano tendinite e tenossinovite dos músculos dos antebraços, epicondilite medial e lateral, bursite de cotovelo e ombro, síndrome do desfiladeiro torácico, síndrome da tensão cervical e lombalgia, tendinite do músculo supra-espinhoso, cisto gangliônico no punho, tendinite De Quervain, síndrome do túnel do carpo e compressão do nervo radial.6

Os transtornos relacionados aos DORT alcançam diversas categorias de profissionais, apresentando o uso da força excessiva, posturas inadequadas, movimentos repetitivos e/ou esforços por muito tempo, como principais causas para seu surgimento.

por: Paulo Adrian Assunção da Silva

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A ginástica laboral é um conjunto de exercícios físicos realizados no próprio local de trabalho com o objetivo de tratar e prevenir as...

Exercícios de ginástica laboral para ajudar gestantes


Ginástica no local de trabalho ajuda a prevenir lesões musculares divulgação/Divulgação

A ginástica laboral é um conjunto de exercícios físicos realizados no próprio local de trabalho com o objetivo de tratar e prevenir as LERs e DORTs (Lesões por Esforços Repetitivos e Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho), além de promover outros benefícios, tais como relaxamento para equilibrar a pressão arterial e os níveis de tensão e estresse, devendo ser prescrita e acompanhada por profissionais da saúde qualificados.

Com a conquista pelas mulheres do mercado de trabalho, atualmente muitas gestantes mantêm seus compromissos laborais até um certo período da gestação. Mulheres grávidas também podem realizar alguns exercícios físicos durante a jornada de trabalho, desde que estejam saudáveis e não apresentem uma gravidez de risco.

Veja algumas dicas de exercícios físicos para ajudar gestantes a melhorar a saúde e qualidade de vida no trabalho:

Alongamentos:

1. Sentada em cadeira com apoio para as costas, mãos apoiadas nas pernas, alongar o pescoço para a lateral direita e esquerda alternadamente, respirando, a cada alongamento, três vezes.

2. Sentada em cadeira com apoio para as costas, mãos apoiadas no ventre, inspirar abrindo e elevando os braços acima da cabeça, como se estivesse espreguiçando e expirar voltando os braços na posição inicial. Repetir quatro vezes mantendo a velocidade do movimento e respiração leves.

3. Sentada em cadeira com apoio para as costas, com um pé apoiado no chão, dobrar a outra perna em direção ao ventre sem forçar a barriga segurando joelho com a mão para aliviar os músculos da região lombar. Repetir o mesmo com a outra perna. A cada alongamento respirar três vezes. Pode-se fazer quatro vezes cada lado.

Fortalecimento Muscular:

1. De pé atrás da cadeira, apoiar as mãos no encosto da mesma e realizar levemente agachamentos. Estes devem respeitar um ângulo de no máximo 90 graus, os joelhos não deverão ultrapassar o nível do dedão do pé e a coluna deve manter-se alinhada.

2. Sentada na cadeira, apoiar as mãos na mesa e realizar flexões de braços, mantendo sempre a coluna ereta.

3. Sentada na cadeira, realizar contrações dos músculos do períneo para ajudar no parto e evitar incontinência urinária.

Movimentos para evitar inchaços:

1. Com os punhos fechados e braços estendidos a frente da face, girar os punhos para a direita e esquerda quatro vezes, alternadamente.

2. Sentada, de preferência com a pernas estendidas, girar os pés para a direita e esquerda quatro vezes, alternadamente.

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