Os fisioterapeutas estão habilitados à construção do diagnóstico dos distúrbios cinéticos funcionais (Diagnóstico Cinesiológico Funcional)...

Campos de atuação definidos na Ginástica Laboral



Os fisioterapeutas estão habilitados à construção do diagnóstico dos distúrbios cinéticos funcionais (Diagnóstico Cinesiológico Funcional), a prescrição das condutas fisioterápicas, a sua ordenação e indução no paciente, bem como o acompanhamento da evolução do quadro clínico funcional. A incumbência deles é o acompanhamento e o tratamento das lesões já instaladas. Limite este que já está fora da ação do Profissional de Educação Física.

O Profissional de Educação Física atua, por meio de métodos preventivos, para minimizar e/ou evitar a possibilidade de ocorrência de lesões decorrentes das atividades repetitivas/cotidianas, do estresse causado pela atuação laboral e de atividades que tragam algum risco para os trabalhadores.

Portanto, é bastante evidente o campo de atuação de cada profissional, sendo que o termo Ginástica Laboral pode ser usado pelas duas categorias, contanto que as intervenções fiquem claramente definidas.

É ainda responsabilidade do Profissional de Educação Física, ao encontrar trabalhadores em situação em que a saúde já esteja comprometida, recomendar o acompanhamento por profissional de Fisioterapia e ou Medicina, pois trata-se de reabilitação/tratamento. Uma vez tendo alta do Fisioterapeuta/Médico, este trabalhador poderá reintegrar-se ao grupo que participa das atividades preventivas.

Definidas as áreas, cabe aos profissionais formarem equipes multiprofissionais para que possam oferecer serviço compatível com as demandas do mercado.

Melhorar as condições físicas, fisiológicas e psicológicas dos funcionários, tratar de suas enfermidades, estimular um estilo de vida ativo é melhorar a qualidade de vida dos cidadãos. Enquanto isso, as empresas agradecem, pois terão colaboradores mais produtivos e comprometidos com os objetivos corporativos, para os quais receberam a devida formação.

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Uma fábrica pode parecer um local dos mais improváveis para se encontrar um fisioterapeuta trabalhando. Certo? Errado. Promissor, esse n...

Fisioterapeutas trabalhando em fábricas


Uma fábrica pode parecer um local dos mais improváveis para se encontrar um fisioterapeuta trabalhando. Certo? Errado. Promissor, esse nicho de mercado tem sido cada vez mais explorado por profissionais da área interessados em atuar com ergonomia.

Há seis anos na planta da Ford instalada em São Bernardo do Campo (região metropolitana de São Paulo), a fisioterapeuta Juliana Torresan, 28, é responsável por elaborar as campanhas preventivas de lesões com ginástica laboral.

É feito um mapeamento de todos os postos de trabalho da fábrica e um comitê, que inclui profissionais de outras áreas, como engenheiros, estuda a altura correta e a posição que o operário deve adotar ao executar o trabalho, além do tempo máximo a que ele deve ficar exposto àquela tarefa.
"Há uma adaptação do trabalho ao homem e não o contrário", afirma. "Todo funcionário é orientado sobre como deve trabalhar e observamos se mantém a postura correta."

Ambulatório

Outros quatro profissionais se revezam em dois turnos no ambulatório para atender a cerca de 40 a 50 operários por dia e fazer a fisioterapia curativa. "As queixas mais comuns não estão associadas a lesões ocupacionais, por esforço repetitivo, mas a lesões por esporte ocasionadas fora da empresa", explica Juliana.

A profissional conta que ingressou nesse ramo de atividade por um conjunto de fatores: a aptidão e a "sorte". "No último ano da faculdade, tive a oportunidade de trabalhar em uma empresa prestando assessoria voltada ao ambiente laboral. Depois de formada, ingressei na Ford." Agora, não pensa em atuar em outra área. "Dou aula em um curso de especialização sobre ferramentas ergonômicas e a carreira aqui na empresa me faz ainda melhor na área da docência." (FC)

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O que no começo era apenas uma dor incomoda nas costas, se tornou um grave problema de saúde, que causou afastamento do trabalho há 10 anos....

Dor na coluna é a segunda causa de licença no trabalho




O que no começo era apenas uma dor incomoda nas costas, se tornou um grave problema de saúde, que causou afastamento do trabalho há 10 anos. A técnica em enfermagem Sonia Guedes, 59 anos, conta que já passou por mais de 15 cirurgias ao longo de quase 30 anos. "O problema nas costas gerou outros. Chegou um momento que eu não mexia nem o braço. As cirurgias mais complexas eu fiz há 9 e há três anos. Tenho quatro pinos, uma placa e enxerto de osso na coluna. Vivo a bases de remédio e até tomei morfina de tanta dor", afirmou.

Já a aposentada Teresa Rodrigues Succhi, 65 anos, sofre com hérnia de disco cervical e lombar e se livrou da cirurgia graças ao tratamento que vem realizando há dois meses. "Já estava com os exames prontos, mas graças a Deus não precisei operar. Estava deprimida e com muitas dores, vivendo a base de remédios, não queria sair da cama. Através do tratamento estou me sentindo ótima", comemorou.

Segundo dados do IBGE, no Brasil a dor nas costas é a terceira causa de aposentadoria e a segunda de licença ao trabalho. Estatísticas também indicam que 13% das consultas médicas são provenientes de queixas de dor na coluna vertebral e, no país, já são mais de 5,3 milhões de pessoas com hérnia de disco.

A doença, segundo a associação, é uma epidemia que se multiplica pela falta de programas preventivos e incentivos à prática esportiva. "Cerca de 80 % da população já teve ou vai ter um episodio de dor nas costas, de acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde). Desse percentual, apenas de 5% a 7% necessitam de cirurgia, portanto, a prevenção e o tratamento são essenciais, uma vez que quando diagnosticado e tratado no inicio, o problema tem maior probabilidade de cura", ressalta a fisioterapeuta Ligia Silva Souza Catanante.

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