Segundo a Norma Técnica do INSS sobre DORT, Lesões por Esforços Repetitivos (LER) é uma 'síndrome clínica', caracterizada por dor...

4 fatores determinantes para as Doenças do Trabalho


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Segundo a Norma Técnica do INSS sobre DORT, Lesões por Esforços Repetitivos (LER) é uma 'síndrome clínica', caracterizada por dor crônica, acompanhada ou não por alterações objetivas. São as afecções de músculos, tendões, fáscias, ligamentos e nervos, isoladas ou combinadas, com ou sem degeneração dos tecidos.

Quatro fatores que estão no dia a dia dos trabalhadores são responsáveis peplo aparecimento dessas doenças/lesões:

1. Postura:

Postura fixa é um fator de risco principalmente em trabalhos sedentários. No entanto em trabalhos mais dinâmicos, com posturas extremas de tronco como, por exemplo, abaixar-se e virar-se de lado também foiidentificado como fator de risco.(MACIEL,2005)

As más posturas de extremidades superiores também se constituem como fatores de risco, tais como: desvios dos punhos, braços tensionados e elevação do ombro.Todos esses desvios são influenciados por uma série de fatores ocupacionais e individuais, incluindo característica do posto de trabalho, Ex: altura da mesa, da cadeira, formato da cadeira e seu encosto, etc.(op.cit)

2 . Movimento e força:
Estes dois fatores estão correlacionados ao aparecimento da Dort - (Distúrbio osteomuscular relacionado ao trabalho) nas mãos e punhos.  A combinação de forças elevadas e alta repetitividade aumentam a magnitude da lesão mais do que qualquer uma delas isoladamente.Movimentos repetidos podem danificar diretamente os tendões através do freqüente alongamento e flexão dos músculos.(op.cit)
A força exercida durante a realização dos movimentos é outro determinante das lesões, como por exemplo, no levantamento, carregamento e utilização de ferramentas pesadas; a força necessária para cortar objetos muito duros, a utilização de parafusadoras e furadeiras

3. Conteúdo de trabalho e fatores psicológicos:

A relação entre trabalho e a saúde é afetada pela organização do trabalho e fatores psicológicos relacionados ao trabalho, podendo contribuir para o aparecimento de disfunções músculo-esqueléticas. Passou-se a estabelecer a relação entre trabalho, stress e o sistema músculo-esquelético..(op.cit)

4- Características individuais:

O tipo de musculatura e características individuais parecem manter uma relação com a incidência dos problemas. Nesse sentido, as mulheres parecem ser mais suscetíveis que os homens. A distribuição de tarefas por sexo e conseqüentementena carga do trabalho determinam o aparecimento de problemas e estão ligados as características individuais..(op.cit)

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É comum ser visto em diversas áreas de trabalho pessoas se queixando de dores lombares, que pode ser de intensidade leve a mais grave, que i...

Dor lombar e sua ligação com a postura sentada


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É comum ser visto em diversas áreas de trabalho pessoas se queixando de dores lombares, que pode ser de intensidade leve a mais grave, que impossibilita nas atividades diárias. Entender alguns dos fatores que ocasionam esse incomodo é importante para podermos evitá-los ou minimizar essa ocorrência no setor do trabalhador.

Segundo Alves Neto (2009) um dos maiores problemas de saúde mundial no território ocidental são as dores lombares, que chega a atingir 70% a 85% dos indivíduos adultos. Essas dores então deixam de serem preocupantes apenas em um contexto individual e passa a preocupar o coletivo, já que dados mostram que nos Estados Unidos 2% da população participante da economia estão impossibilitados de trabalhar, sendo compensados financeiramente. Além dos gastos com os licenciados, os valores usados com tratamento são altos e nem todo procedimento pode ser facilmente liberado pelo Sistema Único de Saúde, no Brasil.

Para Fernandes Nilda (1992) a lombalgia que se trata de dores na região lombar podem ser provocadas por hérnia discal, dores gerais, quando atingem as vértebras discais podem ser por infecções, dores reflexas, dentre outras. Ela pode se desenvolver como uma dor, que ocorre após um movimento brusco, que solicita a região lombar de uma maneira violenta. Ou pode ocorrer de forma crônica, quando a dor passa a durar muito tempo.

Como na maioria dos casos de dores, o organismo entra em alerta para proteger a área que está sendo lesada, levando a uma contratura da musculatura local, que por fim deixa a dor mais intensa, devido a fadiga dos músculos que estão trabalhando em excesso para tentar manter a harmonia da região, o que nem sempre consegue, devido a lesão ser maior que a preparação do corpo para conflitos.

Nesse contexto podemos dizer que os fatores desencadeantes da dor lombar são diversos, porém o que mais se destaca são as causas biomecânicas, características de cada individuo e atividade ocupacional. Dentre as condições lesivas está a postura sentada por longos períodos e de forma incorreta.
Mas por que uma postura que pode causar supostamente um descanso ao corpo pode ser tão prejudicial? Isso acontece por que quando sentados o peso total do corpo é sustentado pela tuberosidade isquiática o que envolve direta e indiretamente toda estrutura ao seu redor, levando a exigir mais dos músculos abdominais e dorsais, onde os mesmos nem sempre estão preparados para tal tarefa. A falta de força e resistência desses músculos e uso incorreto, levam a uma redução da flexibilidade miofascial. Esse conjunto de fatores trazem as dores, que associado ainda ao encurtamento dos isquiotibiais e iliopsoas(acontecimento favorável nessa postura) levam ao acentuamento da lordose, mudando a estrutura biomecânica do corpo e intensificam as dores.

Como mostrado a dor lombar trás transtornos econômicos, perda de produtividade no setor de trabalho, acrescento também diminuição da auto estima, devido a limitação/impossibilidade para certos movimentos. Esses fatores deveriam torna a prevenção dessa algia de suma importância na vida do individuo e no coletivo.

Mas como prevenir? No contexto individual, deve se preparar a musculatura do corpo para execução da suas atividades, ou seja, um individuo que faça atividades físicas de forma correta e orientada por um profissional competente terá menor risco de desenvolver tais dores.

Já no setor coletivo, mas precisamente em empresas, a prevenção deve acontecer no setor, com aconselhamentos aos funcionários sobre a melhor postura no local de trabalho, com equipamentos ergonômicos ao mesmo e com a "quebra do padrão", ou seja, durante um período de trabalho o funcionário precisa executar uma atividade cinesio funcional, com acompanhamento de um profissional responsável por tal especialidade, que desenvolverá um programa de execução voltada ao ambiente de trabalho, além de trazer a tona a consciência corporal e cuidado com o mesmo aos grupos do setor.
Lembrando que não se tem conhecimento de uma posição sentada por longos períodos que seja benéfica ao corpo, mas sim a que menos agride, além de que mesmo a melhor postura não deve ser sustentada sem intervalos em períodos maiores que 4 horas.

Alguns alongamentos podem ser desenvolvidos individualmente para os interessados em manter uma boa qualidade da estrutura corporal e pode ser realizado regularmente, onde se saiba como estão as condições do corpo e se o mesmo não tem nenhuma alteração musculoesquelética que o impeça, lembrando que é importante consultar um profissional antes de começar a alongar-se, se o mesmo já sente alguma dor que persiste ou tem dúvida em como executar.

Referências:

Alves Onofre. Dor: princípios e prática, editora Artmed,2009.

Fernandes Nilda.Yoga Terapia: O caminho da saúde física e mental, 2ed. editora Ground, 1992.

Por: Dra Roberta Miranda

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    Atualmente, a indústria brasileira de calçados é formada por aproximadamente oito mil unidades produtivas, em sua maioria por ...

Artigo: Análise do risco musculoesquelético e percepção do trabalhador na montagem de calçados


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    Atualmente, a indústria brasileira de calçados é formada por aproximadamente oito mil unidades produtivas, em sua maioria por unidades de pequeno porte, destacando-se o Rio Grande do Sul como maior produtor de calçados do Brasil (1). Toda essa empregabilidade gerada pelo setor coureiro calçadista passou por um processo de transformação, quando o empresariado buscou novos conceitos em relação à qualidade de serviços, processos e produtos para melhoria da produtividade (2).

    Contudo, essa intensificação implicou no aumento desmedido da jornada de trabalho, contratos precários, ocasionando aumento das doenças ocupacionais conhecido como os distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT), criando condições que incrementam a probabilidade da incapacidade temporária ou permanente (3). Dados do Ministério da Previdência Social demonstram que os índices de afastamentos em 10 setores de empresas e indústrias distintos de 2000 a 2005 resultaram em prejuízo financeiro de mais de 18 bilhões de reais (4).

    Estudos relacionados ao setor calçadista apontam que o setor de montagem é o que mais apresenta riscos de desenvolvimento de LER/DORT (5), quando comparado há outras empresas, o mesmo perde apenas para o setor bancário (4).

    O processo de montagem é caracterizado por gestos repetitivos, sendo realizado, na maioria das vezes, em posição ortostática e há exigências psicológicas. Tais condições associadas são fatores de risco para instalação de agravos no aparelho musculoesquelético (6).

    Nesse sentido, a ergonomia é procurada para minimizar estas situações buscando estratégias que possam melhorar o ambiente laboral e proporcionar aos trabalhadores e as empresas menores sofrimentos e custos relacionados quanto a problemas de saúde e de afastamentos de funcionários (7).

    Para compreensão do âmbito laboral em sua dimensão, o uso da análise ergonômica do trabalho (AET), tem trazido inúmeros benefícios para reverter este quadro, dentro desta esfera destaca-se o método Rapid Upper Limb Assessment (RULA) (8), que avalia a postura, força e os movimentos associados dentro da esfera ocupacional, sendo uma ferramenta de avaliação biomecânica e postural, com especial atenção para os membros superiores (9).

    Assim, o presente estudo justifica-se a partir de uma situação problema no meio ocupacional, caracterizada pela sobrecarga biomecânica e volume de trabalho relacionados, através da manutenção da postura ereta e estática associada aos movimentos (6).

    Nesse sentido, informações sobre o tema exposto podem contribuir para um melhor entendimento, interpretações de achados e construção de planos de ação, por parte de profissionais das ciências da saúde, em questão relacionadas ao desempenho humano, incluindo o âmbito laboral.

    Desta forma o objetivo deste estudo foi apresentar o risco musculoesquelético e a percepção do trabalhador sobre as condições de trabalho no setor de montagem de calçado.

Materiais e métodos

Sujeitos e procedimentos de coleta

    A pesquisa desenvolvida foi de ordem quantitativa, pois trabalhou-se com um questionário que contempla respostas fechadas.

    A população investigada foram trabalhadores do setor de montagem de uma fábrica de calçados do município de Novo Xingu – RS, que tinha 9 horas de jornada de trabalho diária completas, de segunda à sexta-feira, produzindo cerca de 1000 calçados/dia, a amostra foi composta por 16 trabalhadores na função da montagem do calçado.

    A produção é baseada na confecção de sandálias e sapatilhas, divididas em quatro setores, preparação, costura, montagem e revisão. A tarefa de montagem do calçado acontece por meio da união do cabedal ao solado, feita através da colagem ou prensagem. Observa-se o predomínio da posição ortostática estática, com movimentos bruscos, rápidos e repetitivos de membros superiores, como flexão de ombros, associados à abdução e flexão de cotovelos, desvios ulnar e radial de punho, semi-flexão de cervical e rotações de tronco.

    Adotaram-se como critérios de inclusão todos os trabalhadores do setor de montagem calçadista que aceitaram participar voluntariamente e assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido e o termo para uso de imagens e fotografias. Como critérios de exclusão trabalhadores que não realizavam o trabalho no setor de montagem.

    Para a elaboração do estudo, foi efetuado o contato com a gestão da fábrica de calçados, informando-a sobre o interesse e objetivo da pesquisa, solicitando sua permissão para a realização, entregando após a aceitação a declaração de ciência e concordância das instituições envolvidas.

    Como instrumentos utilizados, entregou-se a cada trabalhador uma cópia do questionário aplicado para ouvir o usuário – Método Renault da Ergonomia, adaptado por Silva & Baú (10), que apresenta aspectos sociodemográficos como (sexo, idade, IMC, lateralidade, escolaridade, outras funções, postura para dormir, qualidade do sono e prática de atividade física), questões de percepção quanto o ambiente laboral (temperatura, ruído, iluminação, vibração, exposição a produtos tóxicos, uso de equipamentos de proteção individual, cargas físicas, autonomia, exigência mental, relações estabelecidas no trabalho, repetitividade), além de uma questão aberta sobre as mudanças que os trabalhadores consideram importantes para serem adotadas no posto de trabalho. O mesmo foi entregue aos trabalhadores em data combinada, assim como o termo de consentimento livre e esclarecido para cada um dos trabalhadores e recolhido posteriormente ao dia da entrega. O questionário buscou verificar a percepção dos trabalhadores sobre as condições de trabalho á eles apresentadas.

    Para a avaliação do risco postural, foi utilizado o método RULA, validado na literatura científica por Lynn & Corlett (8). Por meio deste através de fotografias seqüenciais e filmagens que analisam o momento que o membro atinge o ponto máximo da atividade desenvolvida durante a montagem do calçado, tendo como duração média um minuto por trabalhador. É composto por diagramas de posturas corporais e três tabelas de pontuação para avaliar a exposição a fatores de risco. Os segmentos corporais são considerados em dois grupos: o grupo A é formado pelos membros superiores e o grupo B pela cervical, tronco e membros inferiores, cada segmento é pontuado conforme o diagrama (no caso, por meio da análise das imagens fotográficas) e os valores são combinados nas tabelas; a esses dados são somadas pontuações para cargas adicionais de movimento estático ou repetitivo (músculo) e força excessiva ou externa suportada pelo funcionário (força) (11).

    O valor obtido nos grupos A e B são relacionados em uma última tabela em que se obtém a pontuação final, que varia de 1 a 7. (11). Determinam-se quatro níveis de ação: nível 1 (pontuação 1-2) aceitável, nível 2 (pontuação 3-4) requer mudanças, ní­vel 3 (pontuação 5-6) requer mudanças rapidamente, e nível 4 (pontuação 7+) requer mudanças imediatamente (11).

Aspectos éticos

    Este trabalho teve a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa envolvendo seres humanos, da Universidade Comunitária da Região de Chapecó – UNOCHAPECÓ, conforme Ad referendum nº 146/CEP/2012, pois atende aos requisitos fundamentais da Resolução 196/96/CNS e suas complementares do Conselho Nacional de Saúde/MS.

Análises estatísticas

    Para compreensão dos achados do questionário aplicado para ouvir o usuário – Método Renault da Ergonomia, adaptado por Silva & Baú – (2000) (10), os dados foram tabulados no Excel, e posteriormente formulados através da estatística descritiva.

    Para avaliação da exposição dos indivíduos à forças e posturas durante o trabalho, foi utilizado o método Rapid Upper Limb Assessment (RULA), através do FBF sistemas – Ergolândia, por meio de fotografias seqüência e filmagens, este foi realizado na data de recolhimento dos questionários, com duração média de um minuto cada trabalhador.

Resultados

    Na presente amostra, 62,5% é do sexo feminino, com média de idade de 30,5±12,08. A Tabela 1 apresenta a caracterização da amostra.

Tabela 1. Caracterização dos trabalhadores do setor de montagem calçadista do ano de 2013.

 

Gráfico I. Percepção do trabalhador ao ambiente físico laboral no verão, inverno, ambiente sonoro e limpeza do local de trabalho

    A iluminação é agradável para a maioria (68,75%).Quanto à carga física, relatam trabalhar em pé (100%), sendo essa situação desconfortável, tornando-se cansativa e penosa (68,75%) para se trabalhar.

    Sobre a percepção do trabalho do ponto de vista físico, este é considerado pouco fatigante 9 (56,25%), tornando-se desagradável para 9 (56,25%). No que diz respeito a autonomia, a maioria 10 (62,5%) não pode abandonar seu posto de trabalho, nem organizar por si mesmo (43,75%). Relatam que não podem falar de outras coisas normalmente durante o trabalho no seu posto 9 (56,25%), porém 8 (50%) acham necessidade de comunicar-se com outras pessoas.

    Em relação à repetitividade, 7 (43,75%) consideram seu trabalho normal, no entanto o restante declara este trabalho nada variado 7 (43,75%). As possibilidades dos funcionários no posto de trabalho são médias para 9 (56,25%). Já as possibilidades de erros são consideradas pequenas 6 (37,5%) e médias 6 (37,5%), contudo a maneira de efetuar o trabalho por vontade própria é destacado como jamais para 7 (43,75%). Para a maioria dos funcionários o trabalho que desenvolvem é interessante 11 (68,75%), atendendo ás vezes 11 (68,75%) as necessidades no sentido de sua funcionalidade.

    Na análise da questão quantitativa referente às mudanças que os trabalhadores consideram importantes de serem adotadas em seu ambiente laboral, a organização do mesmo aparece em maior proporção 12 (75%) destacando a necessidade de um ambiente climatizado, ausência de ruídos, utilização de equipamentos de proteção individual, realização de pausas, e menor movimento repetitivo 4 (25%) no trabalho.

    A avaliação pelo método RULA, 50% dos funcionários obtiveram pontuação 5-6 e 50% pontuação 7, o que equivale a uma pontuação entre 6-7, nível de ação 3-4, apontando que mudanças devem ser introduzidas rapidamente e imediatamente. Os itens que mais contribuíram para o escore obtido foram às posturas da cervical, do punho e tronco (tabela 2).

Tabela 2. Escores (média ± desvio padrão) dos funcionários na avaliação rápida dos membros superiores RULA (n=16)

Discussão

    As novas tecnologias e seus impactos no trabalho humano têm sido abordados sob vários ângulos, variando conforme as áreas do conhecimento e a natureza da problemática analisada. A ergonomia tem sido solicitada, cada vez mais, a atuar na análise de processos de reestruturação produtiva, sobretudo no que se refere às questões relacionadas à caracterização da atividade e à inadequação dos postos de trabalho, em especial nas situações de mudanças ou de introdução de novas tecnologias (12).

    O impacto socioeconômico gerado pelos DORT vem crescendo e isso se deve a relação entre a atividade profissional e o aparecimento de problemas musculoesqueléticos, cujo alguns resultados demonstram que a execução de algumas tarefas laborais contribui para o aparecimento de determinados distúrbios (13).

    Neste estudo, utilizou-se o questionário aplicado para ouvir o usuário – Método Renault da Ergonomia, adaptado por Silva & Baú – (2000), que possibilitou a avaliação da percepção do trabalhador em relação ao seu ambiente de trabalho, por se tratar de um método de fácil aplicabilidade. As variáveis de desfecho do presente estudo demonstram problemas no ambiente físico, como temperatura desagradável em todas as estações do ano, assim como o ambiente sonoro, não fazendo utilização de equipamentos de proteção individual. Além destes, itens como repetitividade e manutenção de postura ortostática estática foram considerados como fatores de risco.

    De acordo com a Norma Regulamentadora 17, fundamenta aspectos voltados para a ergonomia no que diz respeito às condições ambientais, de trabalho e organização do mesmo e visa estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às condições psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente (14). Assim, demonstra que em um ambiente laboral, a temperatura deve ter índice entre 20ºC e 23ºC, velocidade do ar não superior a 0,75m/s, umidade relativa do ar não inferir a 40 por cento, nível de ruído aceitável de 65 dB, importantes aspectos para que um ambiente se torne seguro e confortável aos que dela usufruem (15).

    Além disso, problemas relacionados á organização do trabalho como mobiliário adequado, pausas, posturas, movimentos assumidos, horários, turnos de trabalho, assumem papel importante no que se refere a qualidade de produção e saúde, devendo também ser analisado dentro de uma empresa (16).

    Neste estudo, em todo o processo de montagem do calçado, observou-se a manutenção da postura ortostática estática, a qual pode ser destacada pelos trabalhadores como uma postura cansativa/penosa.

    Para manutenção da postura corporal, utiliza-se a coluna vertebral como a principal estrutura de transmissão de peso do corpo humano, capaz de sustentar grandes cargas, assegurando a proteção da medula espinhal, associada com a manutenção de equilíbrio e apoio corporal. Também atua como responsável pela determinação da amplitude de movimento do tronco, possibilitando uma flexibilidade adequada (17). Além disso, o trabalho ortostático estático exige contração contínua de músculos para manter a posição (18), pois com contrações isométricas e repetitivas, as fases de relaxamento muscular tornam-se muito curtas, promovendo a fadiga muscular que pode ser detectada através da sensação de desconforto (17). Este por sua vez é altamente fadigante, e deve ser evitado por meio de mudanças de posturas, assim como devem ser concedidas pausas no trabalho, permitindo relaxamento muscular e alívio da fadiga (18).

    No trabalho muscular estático, a irrigação sanguínea é diminuída em proporção inversa à quantidade de força aplicada, sendo que se a força representa 60% da capacidade de força total, a irrigação sanguínea fica quase totalmente interrompida. Portanto, fica claro que qualquer esforço estático, dependendo da sua intensidade, acarreta fadiga muscular (19).

    As atividades executadas na posição em pé, sem possibilidades de variação de postura, pode manifestar algias, fadiga e distúrbios osteomusculares devido á carga estática exigida para manter a posição de pés, joelhos, quadris e coluna (20).

    A mudança de postura durante a atividade de trabalho é de grande importância para a saúde do sistema musculoesquelético, possibilitando, além da redução de cargas estáticas, a variação da utilização de estruturas articulares e musculares (20). Quando posturas forem mantidas mais na posição ortostática devem ser colocados assentos para descanso durante as pausas, variando as posturas realizadas (15).

    Em pesquisa realizada em uma indústria calçadista do Rio Grande do Sul, foram testadas as condições fisiológicas relacionadas à fadiga muscular, a produtividade e o conforto nas seguintes posturas: em pé, alternância de posturas (em pé/sentado), sentado em cadeira de palha e, em cadeira ergonômica. Os resultados indicaram que o posicionamento ortostático mantido durante toda a jornada como sendo o pior posicionamento em todas as variáveis consideradas no estudo (21).

    Quanto à realização de movimentos repetitivos foi relatada pelos trabalhadores, estudos realizados com bancários constatou que colaboradores que realizavam mais de 8 horas de carga horária de trabalho relataram mais dores do que os funcionários que trabalhavam 6 horas diárias, enquanto que pesquisa realizada com operadores de máquinas de costura, demonstrou que funcionários que trabalhavam meio período demoravam em média meio ano a mais para serem afastados de sua função, devido a desordens musculoesqueléticas, do que os que trabalhavam em tempo integral (22). A alta repetitividade, mesmo quando acompanhada de pouco uso de força, resulta em deterioração gradual dos tecidos passando pelos seguintes estágios: extenuação, fadiga e deformação acompanhadas por sintomas "pré-falha", como, por exemplo, dor ao ser realizada a tarefa, sinal comum de inflamação precoce (23).

    A repetitividade é um fator cíclico da tarefa e, sujeita a muitas variáveis que interferem na execução da atividade, alterando o ritmo com que elas são executadas tais como: mudanças nas demandas de produção, problema com equipamentos e execução de tantas outras atividades (24).

    Uma pesquisa epidemiológica quanto às desordens osteomusculares em uma fábrica de calçados evidenciou que a repetitividade estava presente em 95% das situações de trabalho, de todas as etapas da produção do calçado (modelagem, corte, costura, montagem e acabamento corroborando com este estudo) (25).

    Outro fator relevado neste estudo é a presença de ruídos, caracterizado como som incômodo. É também a soma de diferentes fatores acústicos em um determinado espaço de tempo. Esse som incômodo produz efeitos fisiológicos e psicológicos no organismo humano e pode levar a perturbações da atenção, perturbações de sono e sensações desagradáveis (26). Níveis elevados de ruído além de provocar efeitos sobre o aparelho auditivo (baixa temporária da acuidade auditiva e até riscos de surdez) atinge o conjunto do sistema nervoso e o endócrino com repercussões sobre os sistemas digestivo e cardiovascular. O ruído intenso pode contribuir para problemas de equilíbrio e reforçar os efeitos de certos tóxicos (27) embora, até 90 dB não provoquem sérios danos auditivos eles dificultam a concentração e a conversação. O correto seria se conseguíssemos conservar o ambiente em 70 dB 33 (28).

    A análise cinesiológica por meio do método RULA apontou que mudanças ergonômicas devem ser realizadas rapidamente e imediatamente, pois o mesmo ficou com pontuação entre 6-7, nível de ação entre 3-4 pontos, com principais acometimentos em cervical, punho e tronco. Resultados similares foram observados em um estudo realizado em outra fábrica de calçados, revelando que todos os setores apresentaram alto índice de problemas posturais, com destaque para os setores de corte e de montagem (4), além de dores e desconfortos, sendo 40% em região cervical, 60% punho, 40% lombar e 80% afirmaram sentir dores em duas ou mais regiões (29).

    Neste estudo, o fato dos três segmentos corporais (cervical, punho e tronco) serem os mais acometidos são explicados pela forma que executam a montagem dos calçados, pois assumem posturas incorretas como semiflexão de cervical, flexões de tronco associadas muitas vezes a rotações e inclinações, desvio ulnar e radial de punho associados a repetições excessivas para colar e pregar.

    Atentando-se aos dados obtidos pela RULA, é possível prever que as alterações como menor repetitividade, pausas para descanso, variação entre as posturas assumidas, melhor organização do ambiente, podem resultar em escores mais baixos nos índices para, cervical, punho e tronco. É importante salientar que tais sugestões de mudanças são de baixo ou nenhum custo para o empregador (11). Instruir o trabalhador quanto à importância das pausas, organização das tarefas e correta relação entre o posicionamento do corpo e os equipamentos, parece ser efetivo para alterar alguns fatores de risco ergonômico e de estresse (30).

Considerações finais

    O ambiente analisado no campo do estudo apresentava características ergonômicas inadequadas para a atividade de montagem do calçado, posturas laborais inapropriadas, repetitividade, ausência de pausas, ruídos e temperatura desagradáveis. Além disso, verificou-se pela aplicação do método RULA um escore no qual leva ao nível 3-4, com escore de 6-7 pontos, devendo ser realizadas melhorias rapidamente e imediatamente.

    Torna-se importante uma intervenção ergonômica específica em conjunto com um trabalho de educação em ergonomia e a participação ativa do funcionário a fim de reduzir desconforto e acometimentos principalmente em membros superiores, minimizando o surgimento das desordens musculoesqueléticas, além das sobrecargas psicológicas associadas.

    A fisioterapia desenvolve um papel importante por meio da prevenção e promoção da organização de um ambiente de trabalho, pois entende em prevenir riscos à saúde dos trabalhadores, além de avaliar o fisioterapeuta, tem o intuito de prevenir e quando necessário tratar os distúrbios ou lesões decorrentes das atividades de trabalho.

    Hoje, o fisioterapeuta é um membro da saúde com sólida formação científica, que atua desenvolvendo ações de prevenção, avaliação, tratamento e reabilitação, usando nessas ações programas de orientações e promoção de saúde.

    Este trabalho se faz importante na medida em que chama atenção pra os problemas existentes e para a necessidade de mudança.

Autores:

Maiara Lorini*

Josiane Schadeck de Almeida Altemar**

Vinícius Brandalise***

brandalise@unochapeco.edu.br

(Brasil)

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A ginástica laboral é um elemento importante dentro da atuação do fisioterapeuta na Fisioterapia do Trabalho. Por isso, temos uma uma parcei...

Associe a Ginástica Laboral com a Fisioterapia do Trabalho


Ginástica Laboral

A ginástica laboral é um elemento importante dentro da atuação do fisioterapeuta na Fisioterapia do Trabalho. Por isso, temos uma uma parceira com o blog Ginástica Laboral.

É um conjunto de práticas elaboradas a partir da atividade profissional exercida. A técnica procura compensar as estruturas do corpo mais utilizadas durante o trabalho e ativar as que não são requeridas, relaxando e as tonificando.

O programa de ginástica laboral consiste em práticas diárias elaboradas a partir da atividade profissional exercida.

A ginástica laboral é programada para ser realizada no próprio posto de trabalho, sem com que haja a locomoção dos colaboradores para um outro espaço físico e interferência na produção. Hoje em dia a ginástica laboral também vem sendo aplicada como inserção educativa em palestras e eventos para que o participante se sinta preparado para receber e absorver informações que lhes são transmitidas.

O blog de Ginástica Laboral do Sua Saúde traz sempre posts atualizados falando da atuação em empresas, dando dicas profissionais e falando sobre o mercado de trabalho.

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A dor aguda ou crônica nas costas afeta a região lombar, uma área vital da coluna vertebral, responsável por dar apoio estrutural – su...

Dor lombar é problema socio-econômico no Brasil


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A dor aguda ou crônica nas costas afeta a região lombar, uma área vital da coluna vertebral, responsável por dar apoio estrutural – sustentando grande parte do peso do indivíduo – e flexibilidade ao corpo. Ela é constituída por cinco vértebras maiores, intercaladas por discos intervertebrais ou de fibrocartilagem, cujas funções são impedir que as vértebras se encostem umas nas outras e proteger a medula espinhal.

A dor lombar é uma doença que só perde para a dor de cabeça entre os mais comuns e é uma das grandes causas de morbidade e incapacidade funcional. O Ministério da Previdência Social o considera um dos que mais gera licenças trabalhistas com duração superior a 15 dias, sendo que o INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) o aponta como grande motivador de aposentadoria por invalidez no país.

Estudos nacionais confirmam o que se observa em outros países: é uma das disfunções campeãs na procura por serviços médicos e afastamento do trabalho, sendo que pode se tornar crônica se não for tratada adequadamente

A dor aguda ou crônica nas costas afeta a região lombar, uma área vital da coluna vertebral, responsável por dar apoio estrutural – sustentando grande parte do peso do indivíduo – e flexibilidade ao corpo. Ela é constituída por cinco vértebras maiores, intercaladas por discos intervertebrais ou de fibrocartilagem, cujas funções são impedir que as vértebras se encostem umas nas outras e proteger a medula espinhal.

A falta de condicionamento físico, consequência das facilidades da vida moderna, provoca fraqueza muscular e má postura, causas mais comuns da lombalgia. O sedentarismo ou, paradoxalmente, o ritmo intenso de atividades pode detonar a dor. Idem para o estresse emocional, responsável pela tensão muscular..

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A Ergonomia faz parte da gama de atividades da Fisioterapia do Trabalho. Uma dass areas que tem que ser desenvolvidas no ambiente laboral, ...

A ergonomia e a fisioterapia do trabalho


http://www.ergonprime.com.br/wp-content/uploads/2013/08/fisioterapia.jpg

A Ergonomia faz parte da gama de atividades da Fisioterapia do Trabalho. Uma dass areas que tem que ser desenvolvidas no ambiente laboral, ter conhecimento de Ergonomia é obrigatório para qualquer fisioterapeuta que trabalhe nesta área.

O Cd de Ergonomia dos Cds Universitários ajuda os fisioterapeutas a terem mais conhecimento sobre o assunto porque traz artigos, matérias e mapas sobre as aplicações desta ciência dentro do ambiente de trabalho. É essa a função da fisioterapia do trabalho: prevenir, resgatar e manter a saúde do trabalhador. Para isso, aspectos como biomecânica, ergonomia, atividade física laboral e recuperação de queixas ou desconforto físicos estão entre os elementos trabalhados pelo fisioterapeuta.

Portanto, saber mais sobre Ergonomia só acrescentará conhecimento ao fisioterapeuta que trabalha com fisioterapia no trabalho.

Veja mais detalhes sobre o Cd de Ergonomia dos Cds Universitários

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Sentar de maneira errada não dá só dor nas costas não. Postura errada causa depressão , raiva, dificulta a digestão, reduz a e...

Sentar de forma errada mata a libido e aumenta o estresse


 Foto: Getty Images

Sentar de maneira errada não dá só dor nas costas não. Postura errada causa depressão , raiva, dificulta a digestão, reduz a energia e mata a libido. Um estudo realizado na Nova Zelândia concluiu ainda que pessoas que sentam de maneira torta são mais negativas, autocríticas, usam mais palavrões e têm humor mais amargo.

Manter a postura ereta - enquanto anda, deita ou principalmente sentado na mesa de trabalho - é importante para manter a curvatura ideal da coluna e prevenir dores. "Além dos problemas óbvios, sentar errado 'aperta' a área abdominal, reduzindo o fornecimento de oxigênio e nutrientes. Além de atrapalhar a digestão, causa lentidão e aumentando o cansaço", explica Sammy Margo, porta-voz da Chartered Society of Physiotherapists.

Maus hábitos em relação a postura dificultam também a respiração. "Quando isso acontece, o corpo percebe que está sendo atacado, então responde de forma pior ao estresse, dificultando o sono e reduzindo os níveis de energia", continua. E é aí que entra a libido ou a falta dela. Com tão pouca energia, o corpo não tem forças para uma noite animada sob os lençois e, inclusive, começa a nem querer mais ter uma.

O estudo comparou os resultados de estresse, humor e respostas do corpo a outros estímulos de pessoas que se sentam de maneira certa e errada. Além dos resultados já ditos acima, quem mantém a postura ereta a maior parte do parte disse sentir menos medo e menos vontade de falar.

Um estudo anterior da York University, do Canadá, já havia concluído que as pessoas acham mais fácil ter pensamentos positivos quando estão sentadas de forma regular.

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Pequenos hábitos do dia a dia como torcer um pano, levantar objetos, digitar ou até mesmo usar o celular podem causar bursite e tendi...

Pausas durante esforços repetitivos ajudam a prevenção de doenças


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Pequenos hábitos do dia a dia como torcer um pano, levantar objetos, digitar ou até mesmo usar o celular podem causar bursite e tendinite.

A bursite é uma inflamação nas bursas, "bolsinhas" que protegem não só as extremidades ósseas dos ombros, mas também de outras partes do corpo como os cotovelos, joelhos e quadris. A tendinite são inflamaçoes nos tendões. As dores das duas inflamações são parecidas e uma pode causar a outra. Mas é importante saber que ambas podem ser evitas, têm tratamento e têm cura.

Para evitar esses problemas, é importante movimentar-se da maneira correta e saudável. É preciso cuidado também ao realizar movimentos repetitivos. Eles exigem pausas prolongadas, ou seja, é importante parar a cada hora e realizá-los da maneira correta.

Para prevenir, é importante também beber muito líquido, o que ajuda a preservar as articulações. Aquecer os músculos e fortalecê-los com exercícios físicos também ajuda na prevenção de bursites e tendinites.

Ao contrário do que a maioria pensa, a massagem não ajuda e pode até piorar a inflamação. Uma das formas de tratamento é imobilizar a região. Caso a pessoa sinta dor nas articulações, é importante sempre procurar um médico.

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Não é novidade que a fisioterapia vem demonstrando à sociedade sua importância, conquistando espaço a cada dia, em especialidades bem de...

Saiba como é a atuação do fisioterapeuta do trabalho


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Não é novidade que a fisioterapia vem demonstrando à sociedade sua importância, conquistando espaço a cada dia, em especialidades bem definidas e fundamentadas cientificamente em resultados.

Assim como tem – se diversas áreas de atuação da fisioterapia a área ocupacional também tornou – se uma especialidade, pois havia a necessidade em se ter um profissional especializado que atendesse essa alta demanda de adoecimentos relacionados ao trabalho, atendendo aos agentes etiológicos destes acometimentos em sua base – o movimento, a postura, o sistema musculotendíneo.

Em meados de 1998 os profissionais de fisioterapia passaram a ter alguma visibilidade, principalmente por sua atuação junto ao processo de reabilitação dos trabalhadores lesionados.

Para o tratamento fazia-se necessário compreender o processo etiopatogênico, e destes estudos surgiram à intervenção deste profissional junto a projetos e programas preventivos dentro das empresas, como Laudos ergonômicos, por exemplo.

Dessa forma falando em recuperação de lesões é de suma importância que seja criado um link entre a instituição de tratamento e a empresa, objetivando a efetivação da recuperação do colaborador favorecendo a qualidade de vida e de trabalho deste indivíduo.

Atuações do fisioterapeuta do trabalho:

  • Participar efetivamente dos exames admissionais, periódicos e demissionais;
  • Analisar o ambiente de trabalho para identificar fatores de riscos a saúde dos trabalhadores (Segmento em Sobrecarga Biomecânica – SSB) e propor medidas corretivas e preventivas;
  • Realizar Laudo Ergonômico de trabalho;
  • Participar de Comitê de Ergonomia (COERGO);
  • Intervir praticamente em ações preventivas, como campanhas, feiras de saúde, Ginástica Laboral, Ginástica de Pausa, treinamentos, Job rotation;
  • Contribuir para a adequada execução da NR's;
  • Realizar tratamento fisioterapeutico como medida de prevenção secundária;
  • Realizar a integração e reinserção de colaboradores pós-lesões que retornam a suas atividades laborativas;
  • Realizar laudos cinesiológicos-funcionais para passivos trabalhistas;
  • Realizar assistência técnica judicial (Perícia Judicial e Perícia Técnica em Insalubridade e Periculosidade).
  • Dinamometria e eletromiografia de superfície.

Fonte

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Os entusiastas das novidades que promovem bem-estar no local de trabalho esperam que 2015 seja o ano da adoção...

Trabalhar de pé é tendência, dizem entusiastas do bem-estar no trabalho



Mesa ReadyDesk funciona como adaptação para pessoa trabalhar em pé (Foto: Facebook/Reprodução/Joe Nafziger)

Os entusiastas das novidades que promovem bem-estar no local de trabalho esperam que 2015 seja o ano da adoção das mesas para trabalhar em pé. De 50 a 70% das pessoas passam ao menos 6 horas por dia sentadas, de acordo com um estudo de 2012 feito pelo National Health and Nutrition Examination Surveys, órgão de pesquisa do governo americano.

Especialistas em exercícios físicos dizem que os trabalhadores de escritórios estão particularmente suscetíveis aos problemas que surgem a partir das longas horas na cadeira. "Pesquisadores dizem que 'sentar' é o novo 'fumar'", diz a fisiologista do exercício, Jessica Matthews, do Miramar College.

Passar muitas horas sentado está associado com aumento do risco de diabetes, doenças cardiovasculares, obesidade e mortalidade precoce. Estudos mostram que mesmo pessoas que são fisicamente ativas não estão imunes aos problemas de saúde que podem surgir a partir das horas em que passam sentadas.

Mais energia
O Conselho Americano sobre Exercícios ofereceu a seus funcionáios a opção de ter mesas adaptadas para o trabalho em pé há mais de dois anos. "Muitas pessoas relataram se sentirem com mais energia. Certamente ajuda no processamento mental", diz o Cedric Bryant, cientista chefe do conselho.

Bryant, que trabalha em uma mesa-esteira, engenhoca em que a mesa de trabalho fica em frente a uma esteira elétrica, diz que ficar em pé o ajuda a ficar alerta e concentrado. Ele acredita que esse tipo de mesa representa um gasto justificável para as empresas.

Há vários tipos de mesa que permitem o trabalho em pé. O californiano Joe Nafziger era diretor criativo de uma agência quando desenvolveu a mesa "ReadyDesk", que funciona como um ajuste para que o funcionário possa trabalhar em pé. "É definitivamente uma coisa que está surgindo com velocidade ao redor do mundo", diz Nafziger. Ele já vendeu as mesas, que custam US$ 169, para a Austrália, Alemanha e Japão.

"Eu gosto porque você está sempre pronto. Você não fica metade desligado. Os músculos da perna estão ativos, a circulação está ativa, com menos pressão na coluna."

Um estudo publicado no "Journal of Physical Activity and Health" mostrou que trabalhar em pé em uma mesa promove a queima de 163 calorias a mais em comparação a trabalhar sentado.

Bryant alerta que não é bom nem trabalhar o dia inteiro sentado nem o dia inteiro em pé. "Comece ficando em pé por meia hora, ou por uma hora por dia de trabalho" para dar tempo ao corpo se ajustar", diz o especialista. O objetivo é quebrar a rotina do dia para evitar as longas horas na cadeira comuns em qualquer escritório.

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