INTRODUÇÃO Desde a revolução industrial, as transformações na organização do trabalho decorrentes do avanço tecnológico e d...

Fisioterapia na avaliação e prevenção de riscos ergonômicos em trabalhadores de um setor financeiro



INTRODUÇÃO

Desde a revolução industrial, as transformações na organização do trabalho decorrentes do avanço tecnológico e da exigência de alta especialização indicaram um novo caminho para a análise da relação homem-trabalho e suas conseqüências1,2. No atual contexto socioeconômico houve um aumento preocupante da prevalência dos distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT), que passaram a receber maior atenção das empresas, organizações de saúde e do Estado3-8.

No final dos anos 1980, na indústria privada dos Estados Unidos, segundo dados do órgão oficial de estatística laboral citados por Johanning9, as desordens por movimentos repetitivos correspondiam a aproximadamente 40% das doenças ocupacionais. No Brasil, no início dos anos 1990, as lesões musculoesqueléticas relacionadas ao trabalho representavam mais de 70% dos casos de afastamento reconhecidos pela Previdência Social, segundo Carneiro10 e Martins & Duarte11.

Para reduzir o alto índice de afastamento, mas principalmente visando a saúde do trabalhador, deve-se enfatizar avaliação, tratamento e prevenção da ocorrência de DORT5,12. Ao empregador cabe recorrer à análise ergonômica do trabalho para avaliar a adaptação das condições laborais às características psicofisiológicas do empregado11. Nesse aspecto, a Ergonomia e a Fisioterapia assumem um papel importante na otimização da relação homem-trabalho. O fisioterapeuta pode mostrar às empresas que, ao fornecer condições de conforto e segurança aos empregados, obtêm-se de forma associada um aumento da produtividade e melhora da qualidade, favorecendo a diminuição dos custos de produção13.

A prevenção e a reabilitação dos DORT envolvem a análise das características do funcionário, da demanda física do trabalho e da forma como este é apresentado e percebido pelo empregado. Os resultados dessas análises devem ser usados para definir um programa de intervenção específico e eficiente1,8,12-14.

A escolha dos métodos para a análise ergonômica depende da natureza e do propósito da investigação. A análise pode ser feita por auto-relato, técnicas de observação simples e avançada e avaliação direta12. O auto-relato é obtido por entrevistas e questionários de fácil aplicação e baixo custo, como por exemplo o Short-Form 36 (SF-36)15, que avalia a capacidade funcional, estado geral de saúde, aspectos sociais, entre outros. As técnicas de observação simples são realizadas por um observador e avaliam, em geral, a postura e posição dos segmentos corporais, estabelecendo pontuações para o nível de risco ergonômico. Três delas foram selecionadas para o presente trabalho: a avaliação rápida de membros superiores RULA (na sigla em inglês, rapid upper limb assessment)16, que verifica especificamente a sobrecarga nos braços e pescoço; o checklist de Couto17, que é utilizado para identificar, entre outros fatores, a sobrecarga física, força com as mãos e repetitividade; e a AEFA - análise ergonômica focada na atividade18, que avalia as condições do ambiente de trabalho.

As técnicas de observação avançada utilizam vídeos e modelos biomecânicos, podendo determinar amplitude de movimento e velocidade. Os métodos de avaliação direta utilizam instrumentos posicionados no trabalhador, como goniômetros e sensores que, apesar de serem mais específicos, são de alto custo e de difícil aplicação durante a jornada de trabalho12.

Os objetivos deste estudo foram realizar a análise ergonômica do posto de trabalho e das posturas dos funcionários de um setor financeiro e propor soluções preventivas para minimizar riscos ergonômicos.

 

METODOLOGIA

O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital de Clínicas da FMRP/USP. Foram avaliados funcionários da Assistência Técnica Financeira (ATF) da instituição que, após esclarecimento, leitura e assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido, concordaram em participar. A ATF funciona das 8h às 17h30, com jornada de trabalho de 40 horas semanais e é composta por 20 funcionários. A atividade laboral consiste basicamente no uso do computador, sendo este utilizado para envio de mensagens, redação de documentos, transcrição de dados e consulta a sistemas informativos. O critério de inclusão na pesquisa foi ser funcionário ativo no setor. Foram excluídos aqueles que ocupavam o cargo há menos de dois meses, estando assim em período de adaptação e treinamento no setor; os que não utilizavam computador durante sua atividade laboral; e aqueles que tivessem histórico de afastamento por DORT, para evitar influência de fatores individuais. A amostra final foi composta por dez funcionários (sete homens e três mulheres).

A atividade de uso do computador foi registrada por câmera digital (Exilim Cassio), em luz ambiente, de tal maneira que a captação de imagens foi feita durante toda a tarefa analisada, utilizando-se as vistas lateral, anterior e superior. A gravação foi feita durante a jornada de trabalho do funcionário, não interferindo em sua atividade.

Os métodos selecionados para avaliação foram o SF-36, a RULA, o checklist de Couto e a AEFA, análise ergonômica focada na atividade. Além disso, as áreas de trabalho de cada funcionário foram avaliadas e fotografadas a fim de verificar a correta distribuição e posicionamento dos equipamentos.

O questionário SF-3615, que avalia a qualidade de vida relacionada à saúde, é auto-aplicável e foi entregue ao voluntário; consiste em 36 itens agrupados em oito domínios. O escore máximo em cada domínio é 100, indicando melhor qualidade de vida.

A RULA16 é composta por diagramas de posturas corporais e três tabelas de pontuação para avaliar a exposição a fatores de risco. Os segmentos corporais são considerados em dois grupos: o grupo A é formado pelos membros superiores e o grupo B pela cervical, tronco e membros inferiores; cada segmento é pontuado conforme o diagrama (no caso, por meio da análise das imagens fotográficas) e os valores são combinados nas tabelas; a esses dados são somadas pontuações para cargas adicionais de movimento estático ou repetitivo (músculo) e força excessiva ou externa suportada pelo funcionário (força). O valor obtido nos grupos A e B são relacionados em uma última tabela em que se obtém a pontuação final, que varia de 1 a 7; cada faixa de pontuação corresponde a um nível de intervenção ergonômica necessária, que varia de um (postura aceitável) a quatro (requer mudanças imediatas).

O checklist de Couto17 consiste em 26 itens de igual peso distribuídos em seis domínios; a cada item se atribui o valor 1, se for considerado de risco, ou zero; a pontuação final é dada pela soma dos valores atribuídos a cada item, permitindo determinar o risco ergonômico da atividade exercida: de ausente (0 a 3 pontos) a alto risco (15 ou mais pontos).

A observação do posto de trabalho e da atividade de uso do computador foi guiada pela AEFA18, que considera 14 itens como iluminação, risco de acidentes e área de trabalho, classificados em uma escala de 1 a 4 ou 5 (pior pontuação), em ordem crescente de risco.

Os resultados obtidos por esses métodos foram analisados para determinar o risco ocupacional ao qual os trabalhadores estavam expostos e possibilitaram avaliar as condições de trabalho e o impacto destas na qualidade de vida do trabalhador; além disso, permitiram sugerir intervenções preventivas.

 

RESULTADOS

Os funcionários avaliados tinham idade média de 44,6±8,8 anos, variando de 25 a 56 anos. Dos dez funcionários, quatro referiram algum desconforto no corpo, sendo este classificado como moderado. O pescoço, o braço e a coluna foram indicados por duas pessoas, os ombros por três e o quadril por apenas uma. Os cotovelos, antebraços, punhos, mãos, coxas, joelhos, pernas e tornozelos não foram apontados como regiões de desconforto. Duas pessoas referiram tratamento médico devido a um distúrbio ou lesão no corpo; ambas afirmaram terem procurado orientação por sentirem dor nas costas; apenas uma toma medicamentos para alívio da dor.

Quanto à qualidade de vida relacionada à saúde, analisada pelo SF-36, os funcionários obtiveram em todos os domínios escores altos; os piores valores foram encontrados nos domínios vitalidade e saúde mental (Tabela 1).

 

 

Na avaliação pela RULA, 80% dos funcionários obtiveram pontuação final 7, o que equivale ao nível de ação 4, indicando que investigação mais detalhada e mudanças são necessárias imediatamente. Os itens que mais contribuíram para o escore obtido foram as posturas da cervical, do punho e dos membros inferiores (Tabela 2).

 

 

O checklist de Couto foi aplicado para análise das atividades executadas durante a jornada de trabalho. Dos funcionários avaliados, seis obtiveram pontuação 7 e dois, pontuação 8, que corresponde a um fator biomecânico de moderada importância sendo o risco de ocorrer DORT de membros superiores improvável, porém possível. Outros dois funcionários obtiveram pontuação 6, sendo o fator biomecânico pouco significativo, indicando risco ausente.

Na AEFA os valores obtidos são os mesmos para todos os trabalhadores da amostra, já que o ambiente de trabalho é semelhante entre os sujeitos e a atividade analisada implica sobrecarga e demanda equivalentes para os funcionários. Os itens que obtiveram os piores valores foram restrições no trabalho e repetitividade.

 

DISCUSSÃO

Os DORT causam considerável impacto na vida dos trabalhadores e têm uma repercussão socioeconômica significativa19. Estima-se que dois terços dos empregados em países industrializados usam computador em sua atividade20. Mais de 50% referem sintomas musculoesqueléticos no pescoço e membros superiores21,22. Segundo Jensen23, o risco de desenvolver tais sintomas é maior em trabalhadores que utilizam o computador por ¾ ou mais do tempo de trabalho.

Pela análise ergonômica do setor estudado, podem-se sugerir mudanças nos postos de trabalho a fim de minimizar os fatores de risco para DORT e favorecer a melhora da qualidade de vida dos funcionários. Apesar do risco ergonômico analisado ter sido considerado improvável pelo checklist de Couto, vários fatores de risco foram observados, como regulagem da cadeira e posicionamento do monitor. Alguns funcionários posicionam-se lateralmente ao monitor, mantendo o tronco rodado. Não era fornecido suporte para documentos, de modo que a cervical realizava movimentos de inclinação, rotação e flexão excessivos para a transcrição de dados. As cadeiras utilizadas no setor, apesar de serem ajustáveis, estavam todas reguladas incorretamente em relação ao assento. A utilização errônea gerou posturas inadequadas de membros inferiores, como flexão excessiva de quadril ou falta de suporte para os pés; já o uso inadequado do apoio para os braços impedia a aproximação do tronco à mesa, gerando flexão prejudicial do ombro. Rempel et al.24 adicionaram à mesa um suporte para os antebraços com formato adequado para a aproximação do tronco e observaram redução da dor em pescoço e membros superiores.

Em quase todos os postos de trabalho o monitor estava posicionado de frente ou lateralmente à janela, refletindo a luz e dificultando a leitura. Nesses casos a dificuldade de enxergar a tela promove posturas inadequadas e pode causar fadiga ocular25. Juul-Kristensen et al.26 verificaram que o brilho e reflexo na tela do monitor são preditores de sintomas no ombro, o que pode ser explicado pelo fato de o indivíduo adotar uma postura inadequada a fim de evitar tal situação.

Os resultados obtidos pela RULA indicam que mudanças ergonômicas deveriam ser realizadas imediatamente. Resultados similares27 foram observados em escolares durante aulas de informática, em que nenhum estudante obteve pontuação no nível de ação 1 (postura adequada).

A organização do trabalho, o ambiente laboral, os relacionamentos interpessoais e a sobrecarga física foram considerados adequados, segundo o checklist de Couto e a AEFA, de modo que poucas mudanças precisariam ser feitas nesses quesitos. Porém alguns itens mereceram maior destaque, como conteúdo e restrições ao trabalho. O conteúdo de trabalho, quando distribuído durante o expediente, não pode ser considerado extenuante; no entanto, alguns funcionários optavam por condensar as tarefas em um único período. Segundo o NIOSH28 - Instituto Nacional de Saúde e Segurança Ocupacional dos Estados Unidos -, é mais indicado distribuir as tarefas ao longo do dia, inserindo períodos de pausa entre as atividades, de modo a diminuir a sobrecarga física e o índice de repetitividade. Corroborando essa opinião, Klussmann et al.29 verificaram que a duração do uso de computador tem um impacto significativo na freqüência de sintomas cervicais em trabalhadores que utilizavam o equipamento por mais de seis horas por dia. Os itens repetitividade e manutenção de postura estática foram considerados como fatores de risco e podem ser minimizados se as pausas forem adequadamente instituídas.

Também, Sim et al.30 verificaram que fatores físicos e psicossociais no ambiente de trabalho estão relacionados à dor no pescoço e nos membros superiores e que a prevenção desses fatores pode reduzir as taxas de DORT. Os fatores físicos incluem a alta repetitividade e posturas de trabalho inadequadas; os psicossociais são devidos à intensa demanda, prazos curtos e má organização do trabalho31.

A principal restrição ao trabalho é a dependência do bom funcionamento de sistemas informatizados e do próprio equipamento, de modo que falhas nesses fatores podem causar considerável limitação à tarefa. Dessa forma, a constante atualização e manutenção dos computadores, além da existência de suporte técnico acessível aos funcionários são considerados itens importantes para reduzir as restrições ao trabalho.

Quanto à qualidade de vida, os valores obtidos foram considerados adequados em todos os domínios do SF-36, sugerindo que a atividade laboral executada na ATF não influencia negativamente a qualidade de vida dos funcionários desse setor. Em seu estudo, Sörensen et al.32 verificaram uma estreita relação entre qualidade de vida e trabalho, de maneira que um ambiente de trabalho adequado parece ter efeitos benéficos na qualidade de vida dos trabalhadores.

Proposta de intervenção ergonômica

A última etapa do estudo consistiu em apresentar ao setor propostas de adequação ergonômica. No que se refere à organização do trabalho, apesar de a demanda laboral não ser extenuante, requer atenção constante para a realização de tarefas mentais e de digitação. Orientações aos funcionários em relação à necessidade de pausas e organização das tarefas diárias tornam-se necessárias a fim de evitar DORT por esforço estático e repetitividade28.

Outro fator que deve ser abordado é a manutenção constante dos equipamentos e sistemas informativos, de modo a evitar queda da produtividade. Também se sugere que os funcionários sejam orientados quanto à prevenção de contaminação do computador por programas prejudiciais.

Em relação ao posto de trabalho, as propostas de intervenção foram alterações nos seguintes quesitos:

• Aquisição de material: suporte para documentos; suporte para os pés, se necessário; cadeiras reguláveis e cortinas antirreflexo25,33;

• Distribuição dos equipamentos: orientações para os funcionários distribuírem em sua área de trabalho os equipamentos de forma a evitar posturas inadequadas. Posicionar os objetos mais utilizados próximos e os menos utilizados mais distantes, evitando torções de tronco ou cervical para utilizá-los;

• Regulagem da cadeira: orientação para regulagem correta da cadeira, na qual os cotovelos não devem estar fletidos a mais de 90 graus nem os ombros elevados; o tronco deve estar livre para alcançar a mesa (um apoio para antebraço muito elevado impede a aproximação da cadeira à mesa, levando a uma inclinação anterior do tronco); os pés devem alcançar completamente o solo e, se isso não for possível, deve-se utilizar suporte para os pés; e os joelhos não devem estar comprimidos em sua face posterior, de modo que a circulação fique livre28. A regulagem da altura da cadeira deve ser tal que o funcionário possa alcançar o mouse ou teclado sem realizar flexão excessiva ou elevação dos ombros25,33.

Atentando-se aos dados obtidos pela RULA foi possível prever que as alterações sugeridas, se realizadas adequadamente, poderiam resultar em escores mais baixos nos índices para ombro, cervical, tronco e pernas. É importante salientar que tais sugestões de mudanças são de baixo ou nenhum custo para o empregador. Bernaards et al.34 demonstraram que instruir os trabalhadores quanto à importância das pausas, organização das tarefas e correta relação entre o posicionamento do corpo e os equipamentos, parece ser efetivo para alterar alguns fatores de risco ergonômico e de estresse.

Além das orientações acima, os funcionários foram informados sobre as posturas inadequadas de trabalho e como evitá-las. A cabeça não deve ficar rodada ou inclinada; além disso, deve-se evitar a extensão e posturas excessivas de flexão da cervical. Os ombros não podem ser mantidos elevados e devem estar posicionados de modo que o braço fique junto ao corpo; flexão e abdução do ombro acima de 90º não é indicado35. O antebraço deve estar apoiado, mas se isso não for possível, o cotovelo não deve ultrapassar os 90-120º de flexão. Os punhos não devem manter desvios ulnar ou radial e a flexão do punho deve ser mínima, mantendo-se postura neutra35. O tronco deve manter-se alinhado, evitando rotação, inclinação, flexão ou extensão. A coluna lombar deve estar bem apoiada, permitindo-se que a cadeira apresente leve inclinação para frente ou para trás, de forma que o funcionário se sinta bem acomodado25,33,35, como pode ser visto na Figura 1.

 

 

Diversos estudos26,36,37 demonstram a importância de uma intervenção ergonômica específica em conjunto com um trabalho de educação em ergonomia e partição ativa do funcionário a fim de reduzir desconforto, principalmente da extremidade superior, em operadores de computador. Pillastrini et al.37 verificaram que, após modificações no posto de trabalho por um fisioterapeuta, como regulagem da cadeira, altura da tela e inclinação do encosto, houve redução significativa de desordens musculoesqueléticas da coluna lombar, pescoço e ombros.

 

CONCLUSÃO

O ambiente de trabalho no setor analisado apresentava características ergonômicas adequadas para a atividade de uso do computador, mas o uso incorreto dos equipamentos, posturas laborais inapropriadas e a má distribuição das tarefas indicaram a existência de algum risco ergonômico ao trabalhador, sendo possível a ocorrência de DORT. Foram sugeridas intervenções específicas nos domínios que mais contribuem para riscos ergonômicos.

 

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POR:
Vanessa Maria de Vargas FerreiraI; Suraya Gomes Novais ShimanoII; Marisa de Cássia Registro FonsecaIII

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INTRODUÇÃO As Lesões por Esforço Repetitivo (LER) e/ou Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) são definidos como &...

Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho Em Profissionais de Fisioterapia: Revisão Bibliográfica



INTRODUÇÃO

As Lesões por Esforço Repetitivo (LER) e/ou Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) são definidos como "uma síndrome clínica caracterizada por dor crônica, acompanhada ou não de alterações objetivas, que se manifestam principalmente nos músculos, tendões, sinoviais, nervos, fáscias e ligamentos, isolados ou combinados, com ou sem a degeneração de tecidos, voltados ao trabalho". Caracterizam-se pela ocorrência de sintomas concomitantes ou não, como: dor, parestesia, sensação de peso e fadiga. Com aparecimento insidioso, estas lesões atingem geralmente os membros superiores, a região escapular em torno do ombro e a região cervical, no entanto, podem também acometer membros inferiores e, frequentemente, são causas de incapacidades laborais temporárias ou permanentes (SOUZA, BEZERRA, 2014).

Os danos oriundos dos DORT resultam na utilização excessiva do sistema musculoesquelético e na sua inadequada recuperação, abrangendo quadros clínicos adquiridos pelo trabalhador submetido às condições de trabalho inadequadas (BRASIL, 2012), proporcionando diferentes graus de incapacidade funcional, acarretando reduções da produtividade, aumento nos índices de absenteísmo, comprometendo a capacidade produtiva das empresas e geram despesas expressivas em tratamentos dos acometidos e processos indenizatórios de responsabilidade social, segundo Murofuse e Walsh (2005).

Segundo a National lnstitute for Ocupational Safety and Health, os DORT nos Estados Unidos da América, apresentaram maior custo econômico, quando comparados a outras doenças ocupacionais. A partir dos anos 80, os DORT começaram a se destacar no Brasil em função do quantitativo e da relevância social, configurando em um problema de saúde pública (BRASIL, 2012) e o aumento na incidência das LER/DORT no nosso país pode ser observado nas estatísticas do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) de concessão de benefícios por doenças profissionais. Estes distúrbios, segundo os dados disponíveis, respondem por mais de 80% dos diagnósticos que resultaram em concessão de auxílio-acidente ou aposentadoria por invalidez pela Previdência Social em 1998. O mesmo fenômeno pode ser observado na casuística atendida nos Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST) na rede pública de serviços de saúde do Núcleo de Referência em Doenças Ocupacionais da Previdência Social (BARBOSA, 2012).

A ergonomia ao longo do tempo vem sendo solicitada a intervir em situações problemáticas variadas, desde o desenho dos postos de trabalho, questões relacionadas com o ambiente físico e problemas de saúde, especialmente, aqueles decorrentes de esforços repetitivos envolvendo distúrbios osteomusculares que podem ser desencadeados ou agravados pelo trabalho (REIS, 2001). Para isso, o Fisioterapeuta desempenha um papel fundamental no cuidado com a saúde trabalhador, responsável pelas ações fisioterapêuticas com significativa atuação na sociedade, sempre em busca da globalidade funcional biopsicossocial do ser humano. Ele apresenta como principal instrumento de trabalho o seu próprio corpo, sendo sucessivamente utilizado em situações de sobrecarga, acarretando o desenvolvimento de desordens musculoesqueléticas relacionado ao trabalho (BARBOSA, 2012). Entretanto, ainda que a Fisioterapia seja uma profissão cujo objetivo maior é promover a saúde do paciente, na maioria dos ambientes de trabalho, as condições ergonômicas são precárias o que proporciona a execução de tarefas de trabalho que induzem danos à sua própria condição física no atendimento a seus pacientes. (PERES, 2002).

Agentes físicos utilizados pelo fisioterapeuta como técnicas de tratamento também podem contribuir para o desenvolvimento de doenças relacionadas ao trabalho, como as radiações eletromagnéticas por ondas curtas, as microondas e o Light Amplification by Stimulated Radiation (LASER). Nos ambientes hospitalares, principalmente, o fisioterapeuta está exposto aos riscos biológicos (ROMANI, 2001).

Diante disso, o presente trabalho apresenta-se de grande interesse social, uma vez que objetiva realizar uma revisão bibliográfica dos principais achados na literatura relativos às lesões musculoesqueléticas, os fatores de risco, áreas de atuação e medidas de prevenção em profissionais de fisioterapia.

MATERIAIS E MÉTODOS

Por se tratar de uma revisão bibliográfica, foram selecionados artigos que avaliaram a frequência de lesões musculoesqueléticas, os fatores de risco, áreas de atuação e medidas de prevenção em profissionais de fisioterapia. Foram excluídos estudos que abordavam a influência de aparelhos de eletrofototermoterapia, por necessitar de uma abordagem mais detalhada acerca da problemática geradas pelos aparelhos; profissionais da fisioterapia aquática, uma vez que nos estudos encontrados, os profissionais relatavam dores que não provinham da prática profissional; e resumos de dissertações ou teses acadêmicas. A pesquisa foi limitada às línguas portuguesa, inglesa e espanhola.

Foram incluídas referências com datas de publicação entre os anos de 2005 e 2015, realizadas a partir das bases de dados MedLine, LILACS e SciELO. Os Descritores em Ciência da Saúde (DeCS) utilizados foram: LER-DORT, Transtornos traumáticos cumulativos, Fisioterapia, Saúde do trabalhador, bem como suas respectivas traduções em inglês e espanhol. Após a busca e seleção das publicações, os trabalhos selecionados foram recuperados na íntegra e analisados em sua profundidade, sendo encontrados 51 artigos, porém apenas 10 estudos quantitativos atenderam aos critérios de inclusão, dos quais seis foram descritivos e transversais, dois descritivos e exploratórios, um descritivo retrospectivo e um descritivo correlacional.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Uma planilha inicial foi preenchida com as informações dos artigos incluídos nesta revisão no Quadro 1.

Quadro 1. Síntese dos estudos sobre LER-DORT em profissionais de Fisioterapia

disturbios-osteomoleculares

Frequência das lesões musculoesqueléticas presentes nos Fisioterapeutas

O profissional de fisioterapia apresenta como principal instrumento de trabalho o seu próprio corpo, sendo assim, se encontra exposto a vários fatores de risco para o desenvolvimento de desordens musculoesqueléticas relacionadas ao trabalho (CROMIE et al. 2012). Quanto às frequências das lesões musculoesqueléticas nos profissionais de fisioterapia, segundo Mascarenhas e Miranda (2010), cujo estudo pesquisou 21 profissionais fisioterapeutas que atuavam nas clínicas e nos hospitais do município de Jequié no estado da Bahia, das 69 queixas álgicas, as regiões mais acometidas foram à região cervical (71,43%), seguido da região lombar (57,14%) e punho/mãos (52,38%). Já a pesquisa realizado por Rodrigues e Pedro (2013), cuja amostra foi composta por 378 fisioterapeutas, 79,47% referiram a presença de sintomas (dor, desconforto ou dormência) em várias regiões anatómicas nos últimos 12 meses. As regiões afetadas mais referidas foram as regiões lombar (21,42%), pescoço (20,53%), ombros (16,23%), punhos/mãos (14,75%) e a região menos afetada, os joelhos (2,97%).

Corroborando com alguns resultados presentes nesta pesquisa, um estudo realizado por Pivetta (2005) mostrou que a região cervical foi a mais acometida, contrariando outros autores que citam a região lombar como sendo a mais evidenciada.

Quando analisadas as queixas referentes à região lombar, foi observado um índice de acometimento menor que o apresentado pela literatura. Atribuem-se estes achados à diferença do perfil de atuação dos fisioterapeutas de Santa Maria – RS, que trabalham mais com pacientes não-hospitalizados.

No estudo desenvolvido por Bagalhi e Alqualo-Costa (2011), participaram da pesquisa 61 fisioterapeutas, divididos em 9 grupos, denominados Grupos de Áreas. O local mais acometido por queixas foi o pescoço (57,4%), seguido da região lombar (50,8%) e da região torácica (39,3%). Enquanto que Ciarlini et al. (2005), verificou-se que, dos tipos de LER mais frequentes, prevaleceram as tendinites, com 24 (44,4%) casos, seguida de epicondilite com 8 (14,8%) casos, lombalgia ,7 (2,9) casos. Segundo Deus et al. (2011), as regiões corporais mais acometidas foram: 12 (26,6%) cervical, 08 (17,7%) lombar, 06 (13,3%) torácica, 05 (11,1%) ombro, 05 (11,1%) punho, 03 (6,6%) mão, 03 (6,6%) joelho, 02 (4,4%) sacral e 01 (2,2%) cotovelo. Similar ocorreu no estudo realizado por Almeida et al. (2008), os resultados mostraram que 98,8% da amostra referiram-se a algum tipo de DORT, com as áreas corporais mais acometidas: cervical 39,3%, lombar 20,7%, cervical e ombro 16,4%, lombar e joelho 10,1%, punho e mão 6,7%, cotovelo 3,2%, tornozelo e pé 2,4%, não queixam distúrbio nenhum 1,2%. Segundo Farinha et al. (2013), 63,9% queixaram-se de dor e/ou desconforto osteomuscular, associada ou não à doença prévia, sendo que as regiões mais referidas pela população supracitada foram: quatro (17,4%) relataram dor na região Lombar associada ao Ombro, três (13%) apenas no Ombro, três (13%) apenas na Lombar e dois (8,7%) no Joelho e Ombro. Da mesma forma Siqueira et al. (2008), 78,58% apresentam queixas de dor na região lombar e a mesma percentagem apresentou queixas, afirmando que antes de exercer a profissão não apresentavam a ocorrência da dor antes do início da atuação como fisioterapeuta. Com isto, Nyland e Grimmer (2003) afirmam que a dor lombar em fisioterapeutas pode iniciar ainda na vida acadêmica, após o primeiro ano, durante o período em que começa o atendimento a pacientes. Segundo os mesmos autores, o risco do aparecimento deste distúrbio aumenta conforme se aproxima o final do curso e no decorrer da prática profissional.

Examinando os diferentes estudos podemos afirmar que, a coluna vertebral é a região mais acometida, uma vez que as colunas cervical e lombar obtiveram maior número de casos entre os estudos analisados. Perante isto, Hanson et al. (2007), a exposição diária a movimentos repetitivos ou de força, sem interrupção podem produzir lesões nos músculos, tendões e ligamentos, predispondo ao aparecimento de distúrbios na coluna vertebral em profissionais de fisioterapia.

I. Fatores de risco ocorridos nas lesões musculoesqueléticas em Fisioterapeutas

Segundo Mascarenhas e Miranda (2010), em relação aos fatores de risco, os resultados analisados mostraram que nenhum fisioterapeuta com carga horária inferior a 40 horas apresentou sintomas na região lombar, enquanto 9 (60%) dos profissionais com carga horária superior a 40 horas apresentaram sintomas nesta região. No estudo desenvolvido por Rodrigues e Pedro (2013), os fatores de risco que se destacaram foram 46% posturas mantidas por longos períodos de tempo, seguido por 20% transferências de utentes. Similarmente nos estudos desenvolvidos por Bagalhi e Alqualo-Costa (2011) e Gama (2012) onde a maioria dos fisioterapeutas que referiram algum tipo de sintoma musculoesquelético identificou como principais fatores agravantes na atividade profissional, respectivamente: manutenção da postura ortostática por períodos prolongados; manutenção da postura em flexão de tronco e cervical, comum em atendimentos domiciliares ou em macas muito baixas; transferência de pacientes dependentes e semidependentes; e atividades envolvendo movimentos repetitivos, como massoterapia e mobilização passiva.

Ciarlini et al. (2005), indicaram que as técnicas utilizadas durante o tratamento dos seus respectivos pacientes como a vibrocompressão, manobras expansivas e desobstrutivas propiciaram o surgimento das lesões. Enquanto que Deus et al. (2011) detectou a presença de dor relacionado a hora do trabalho, onde 64,7% no turno de trabalho de 6 a 8 horas sem períodos de descansos. O mesmo ocorreu no estudo de Almeida et al. (2008), em que a jornada de trabalho se apresentou com uma carga horária alta, influenciando um alto índice de distúrbios. Sendo assim, é interessante ressaltar que trabalhar em longos períodos em posturas inadequadas e movimentação repetitiva pode ser um fator que favorece o desenvolvimento dos distúrbios musculoesqueléticos, segundo Ribeiro (2007) e Pastre et al. (2007).

II. Áreas de atuação do Fisioterapeuta

Mascarenhas e Miranda (2010), em relação ao local de atuação dos profissionais, observaram que 2 (9,52%) atuavam em ambiente hospitalar; 17 (80,96%) em ambiente ambulatorial, e 2 (9,52%) atuavam em ambos os locais. De forma específica ficou evidente que a área de traumato-ortopedia foi a mais frequente, seguida da neurologia, pediatria e cardiorrespiratório. O estudo desenvolvido por Rodrigues e Pedro (2013), obteve a área músculo-esquelética de intervenção predominante, com 39,2% e outras áreas (34,7%) que incluiam a Geriatria, Saúde da Mulher, cuidados continuados e primários, entre outras. Já o estudo Bagalhi e Alqualo-Costa (2011), os principais locais de atuação dos fisioterapeutas avaliados foram clínicas, domicílios e hospitais, respectivamente, entretanto, há certa parcela atuante em indústrias, Universidades, Unidades Básicas de Saúde e academias. Segundo Almeida et al. (2008), quanto à área de atuação, os maiores índices de afecções osteomusculares ocorreram principalmente nos profissionais do setor Neurológico, sendo relatadas, também, as áreas de Pediatria, de Traumato-ortopedia e professores do ensino superior. Similarmente ocorreu no estudo de Siqueira et al. (2008), cuja área de atuação mais acometida foi Neurologia (78,57%), seguida de traumato-ortopedia (21,43%), enquanto que Ciarlini et al. (2005) estas áreas se encontraram invertidos por número de ocorrência.

Segundo Shehab et al. (2003), as áreas de traumatologia e neurologia têm grande influência para a ocorrência de lombalgia por exigirem grandes demandas físicas, sustentação de carga e alta repetição no atendimento dos pacientes.

III. Medidas de prevenção das lesões musculoesqueléticas

Mascarenhas e Miranda (2010) apontam para necessidade de análises ergonômicas do trabalho como forma de aprimoramento da capacidade de investigação dos problemas de saúde decorrentes da atividade desses profissionais. Já Rodrigues e Pedro (2013), afirmam a adoção da prática de atividades físicas e a diminuição da hora de trabalho. Bagalhi e Alqualo-Costa (2011), também destacam como medidas de prevenção a prática de exercício físico e o uso de técnicas de proteção articular no dia-a-dia.

Ciarlini et al. (2005), propõem ações visando abordagens ergonômicas e intervenções como medidas corretivas simples (mudança de mobiliário), ou medidas mais complexas (mudanças organizacionais do trabalho). A pesquisa desenvolvida por Gama (2012) afirmou que são necessários programas junto aos Fisioterapeutas como forma de trabalhar a prevenção e promoção da saúde, com a adoção de autocuidados com a postura, bem como a intervenção no ambiente e posto de trabalho para eliminação de fatores de risco, melhorando assim a qualidade de vida.

Segundo Farinha et al. (2013), sem a presença de ações que permitem a sensibilização, prevenção, medidas ergonômicas e de valorização profissional no contexto multidimensional, os risco continuarão sendo elevados. Neste sentido torna-se de extrema importância a conscientização do profissional de fisioterapia e dos empregadores, quanto aos riscos que os mesmos assumem quando não preconizam a utilização das medidas de prevenção.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante dos resultados obtidos, observamos que altas jornadas de trabalho, condições de trabalho inadequadas, posturas incorretas e mantidas por longos períodos facilitam o aparecimento de DORT e consequentemente quadros álgicos em fisioterapeutas, tendo como região mais acometida a coluna vertebral, principalmente cervical e lombar, verificando-se que as áreas de atuação que apresentam maiores queixas estão nos atendimentos de Traumato-ortopedia e Neurologia.

Embora o Fisioterapeuta seja um profissional protagonista na prevenção e no cuidado dos DORT, com fundamental importância na intervenção ergonômica, cabe aos mesmos uma conscientização maior sobre o cuidado com seu corpo, por se tratar do seu instrumento utilizado na execução das suas atividades, sendo imprescindível eliminar os fatores de risco e desenvolver o cuidado com a postura, realizar pausas durante o turno de trabalho e a prática da atividade física visando a melhora da sua qualidade de vida.

Observou-se, também, a escassez na literatura de pesquisas voltadas à essa temática, ressaltando a importância de se realizarem estudos mais detalhados acerca da relação do ambiente de trabalho e suas condições ergonômicas com o aparecimento de DORT nos Fisioterapeutas, tendo em vista que as pesquisas se limitam ao aparecimento de dor ou não, não havendo estudos voltados para um detalhamento maior sobre a influência dos aspectos ergonômicas do ambiente de trabalho dos Fisioterapeutas e os danos à sua saúde.

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Em meados de 1998, um primeiro grupo de fisioterapeutas atuantes na saúde do trabalhador se mobiliza para criar a Associação Nacional de Fis...

O reconhecimento da especialidade em fisioterapia do trabalho pelo COFFITO e Ministério do Trabalho/CBO: uma conquista para a fisioterapia e a saúde do trabalhador




Em meados de 1998, um primeiro grupo de fisioterapeutas atuantes na saúde do trabalhador se mobiliza para criar a Associação Nacional de Fisioterapia do Trabalho, com o objetivo de organizar e normatizar essa área em grande crescimento no Brasil. Em 2003, o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) publicou a Resolução 259/03 que reconhece a área de atuação da Fisioterapia do Trabalho, dando referência aos procedimentos em saúde do trabalhador do profissional fisioterapeuta. A partir daí, mais grupos se reuniram em prol desse objetivo, culminando em 2006, durante o II Congresso Brasileiro de Fisioterapia do Trabalho (Fisiotrab) em Curitiba/PR, com a criação da Associação Brasileira de Fisioterapia do Trabalho (ABRAFIT) entidade única existente hoje no Brasil a representar essa especialidade, instituída sob a égide de união e reconhecimento, focada nos objetivos de fortalecer a união dos grupos até então existentes e visando, no decorrer da sua existência, o reconhecimento do profissional fisioterapeuta do trabalho.

Com o aumento de profissionais atuando em fisioterapia do trabalho, somando esforços, a grande luta da ABRAFIT, por meio de seus Conselheiros atuantes em diferentes Estados brasileiros, buscou-se o reconhecimento da especialidade pelo COFFITO e a divulgação às empresas desse profissional, sua importância, diferencial e competências, o que frutificou, em 13 de junho de 2008, na aprovação da Resolução 351/08 pelo COFFITO, que reconhece a especialidade em fisioterapia do trabalho. Com essa importante conquista, a etapa seguinte foi a de que o Ministério do Trabalho (MTE), por meio da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), descrevesse para o mercado brasileiro quem é esse especialista, especificando e detalhando suas práticas comprovadas nessa área, distinguindo áreas de atividade, competências pessoais e recursos de trabalho, o que aconteceu nos meses de junho e julho de 2008, quando o MTE/CBO nos convidou a participarmos dessa descrição por estarmos no mercado há muitos anos atuando na fisioterapia do trabalho especificamente. Essa descrição foi realizada pelo Sistema DACUM, onde um passo-a-passo em etapas é descrito e desmembrado em subitens.

A descrição emitida pelo MTE/CBO destaca que o especialista fisioterapeuta do trabalho executa: avaliação a clientes e pacientes (funções musculoesqueléticas; avaliação ergonômica; qualidade de vida no trabalho); estabelece o diagnóstico fisioterapêutico (coleta dados; solicita exames complementares; interpreta exames; estabelece prognóstico; prescreve a terapêutica; estabelece nexo de causa cinesiológica funcional ergonômica); planeja estratégias de intervenção (define: objetivos, condutas e procedimentos, frequência e tempo de intervenção; indicadores epidemiológicos de acidentes e incidentes; programas de atividades físicas funcionais; participa na elaboração de programas de qualidade de vida); implementa ações de intervenção (interpreta indicadores epidemiológicos de acidentes e incidentes; implementa ações de conscientização, correção e concepção; analisa fluxo de trabalho; presta assessoria; adequa as condições de trabalho às habilidades do trabalhador; adequa fluxo, ambiente e posto de trabalho; implanta programas de pausas compensatórias; organiza rodízios de tarefas; promove a melhora de performance morfo-funcional; reintegra trabalhador ao trabalho; aplica a ginástica laboral); educa em saúde (propõe mudanças de hábito de vida; orienta clientes, pacientes, familiares e cuidadores; ensina e corrige modo operatório; implementa a cultura ergonômica; desenvolve programas preventivos e de promoção de saúde); gerencia serviços de saúde (elabora critérios de elegibilidade; elabora projetos; elabora e avalia processos seletivos; supervisiona estágios; analisa custos); executa atividades técnico-científicas; trabalha com segurança; comunica-se (registra procedimentos e evolução de clientes e pacientes; orienta profissionais da equipe de trabalho; emite relatórios, pareceres técnicos, atestados, laudos de nexo de causa laboral).

Essa descrição desenvolvida pelo MTE/CBO recebeu o código número 2236-60, como sendo do especialista fisioterapeuta do trabalho, e, a partir de agora, as empresas poderão realizar seus contratos de trabalho direcionados a especialidade/especialista.

Com todas essas conquistas, a partir de agora, a ABRAFIT está providenciando junto ao COFFITO e à Associação dos Fisioterapeutas do Brasil (AFB) o convênio para realizar as titulações de especialistas fisioterapeutas do trabalho. Os critérios para titulação estão descritos e aguardam aprovação do convênio para serem formalizados. Dessa maneira, durante o ABRAFIT-2009, primeiro Congresso Brasileiro da entidade, que acontecerá de 26 a 28 de agosto deste ano, serão realizadas as avaliações para titulação de especialistas, e, neste primeiro momento, serão titulados profissionais comprovadamente com experiência, especialização em fisioterapia do trabalho e com especializações em áreas correlatas. Os demais critérios serão divulgados no site da entidade: www.abrafit.fst.br.

Essa é uma área em franca expansão não apenas no Brasil, mas em vários países e que tem sido gratificante para os fisioterapeutas que a escolheram. É uma realidade diferente das outras áreas da fisioterapia, pois esse profissional se relaciona contratualmente com pessoas jurídicas, necessita de uma visão empresarial, raciocínio estratégico bem estruturado, grande conhecimento da ergonomia, biomecânica ocupacional, legislação trabalhista e previdenciária, além das habilidades conquistadas na graduação.

Temos ainda muito a percorrer nesse caminho, em que a união de profissionais atuantes na fisioterapia do trabalho, que organizadamente se prontificam a continuar buscando o reconhecimento legal e técnico-científico, faz com que, cada vez mais, essa área de atuação receba o merecido reconhecimento pelas empresas, governo, sociedade e, principalmente, pelos trabalhadores, foco da nossa atuação.

 
Lucy Mara Baú
Coordenadora de Relacionamento Institucional da Abrafit

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Quem é profissional da área da saúde sabe das dificuldades que existem para evitarmos que nossas técnicas de exercícios se tornem repetitivas e cansativas. Por meio deste livro, eu te ajudo a tornar as aulas de GINÁSTICA LABORAL mais divertidas, curiosas e felizes, te mostrando como podemos motivar nossos alunos e trazer uma diferenciação para as aulas. Estas estratégias são um grande diferencial neste mercado, pois traz a inovação que precisamos para nos destacarmos neste nicho.



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Rotina pesada e falta de exercícios físicos aliados a uma má postura no ambiente de trabalho são fatores que podem causar sérios problemas...

Perigos da má postura no trabalho


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Rotina pesada e falta de exercícios físicos aliados a uma má postura no ambiente de trabalho são fatores que podem causar sérios problemas de saúde, provocando até mesmo o afastamento do funcionário do cargo.

Não é difícil encontrar pacientes que desenvolvem problemas de saúde por causa da má postura no ambiente de trabalho. a pressão do dia-a-dia e o sedentarismo das pessoas é o causador desse tipo de problema. Muitas pessoas passam horas sentadas na mesma posição, o que, aliada ao sedentarismo, faz com que muita gente acabe com algum tipo de problema pela fraqueza do músculo esquelético.

São vários tipos de problema que podem aparecer à longo prazo por conta da má postura no ambiente de trabalho. Escoliose, trombofilia, hérnia de disco, artrose, espondilose, dentre outros, que graças ao pouco exercício praticado ,e consequentemente, à obesidade das pessoas, podem aparecer ou se agravar.

Muitas vezes, a rotina acaba fazendo com que as pessoas permaneçam em posições que podem causar problemas. Ninguém consegue ficar em uma mesma posição por muito tempo, então não adianta tentar ficar em uma posição saudável durante todo o meu expediente se ele dura seis, sete ou oito horas.

Uma boa empresa deve oferecer uma estrutura que permita com que os trabalhadores fiquem na postura certa. Altura das mesas, modelo de cadeiras, entre outras coisas. Mas mesmo que a gente ofereça a estrutura adequada, ainda assim, é preciso haver um trabalho de conscientização para que os funcionários fiquem em uma postura correta e não tenham problemas futuros.

As consequências da má postura muitos dias por semana podem provocar uma queda de rendimento no trabalho e, até mesmo, o afastamento do funcionário. Os problemas derivados dessa má postura geram dores no quadril, articulações, joelho, tornozelo, músculo esquelético, entre outros. Com dor, o funcionário perde o foco e, em alguns casos, diante do agravamento do problema, precisam se afastar da função para poderem se recuperar.
Para evitar que esses problemas apareçam, é preciso abandonar o sedentarismo e fazer da posição recomendada para se sentar um hábito. A posição recomendada para quem trabalha por muitas horas sentado é deixar as pernas em um ângulo de 90 graus com a coluna levemente inclinada e braços apoiados na mesa. Exercícios físicos são importantíssimos para o fortalecimento dos músculos esqueléticos, evitando assim, as dores que podem aparecer devido a má postura.

Publicado em 12/09/12 e revisado em 08/11/19

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