A esclerose múltipla é uma doença autoimune que acomete o sistema nervoso central, causando inflamação. O ...

Esclerose múltipla é importante causa de afastamento do trabalho


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A esclerose múltipla é uma doença autoimune que acomete o sistema nervoso central, causando inflamação. O problema afeta, principalmente, adultos na faixa etária de 18 a 55 anos, mas também crianças e idosos. Conforme dados do IBGE, a doença atinge 15 brasileiros a cada 100 mil habitantes. A estimativa é de que no Brasil existam atualmente 29 mil pessoas convivendo com esclerose múltipla, sendo que 85% delas apresentam esclerose múltipla recorrente remitente.

Trata-se de uma doença degenerativa de forte impacto socioeconômico, afetando a vida de quem tem a doença e, também, a de seus familiares. Isto porque a Esclerose interfere em suas relações sociais, inclusive na capacidade laborativa, pois, quando a doença não tem diagnóstico precoce e tratamento correto, causa impacto ainda maior.

Por isso, a necessidade de tratamento da esclerose múltipla vai além dos medicamentos, sendo importante uma ampla assistência multidisciplinar, com foco na reabilitação social e profissional. A questão laborativa também é impactante, muitas pessoas perdem as condições para o trabalho e enfrentam avaliações periciais nas agências do INSS, realizadas por peritos médicos que desconhecem a complexidade da doença, prejudicando o paciente na concessão do auxílio doença.

A fadiga é um dos principais sintomas a serem tratados, em virtude do impacto sobre a realização das atividades diárias. Em qualquer distúrbio do sistema nervoso a pessoa afetada nota que se cansa mais rapidamente. Por isso, a fadiga, que é o sintoma mais comum da esclerose múltipla, é descrita como um cansaço intenso, que não tem relação com o nível de atividade nem com o grau de incapacidade física. Pode ocorrer diariamente e mesmo após uma noite de descanso. Tende a piorar com a progressão do dia e a se agravar com o calor e a umidade. Aparece facilmente e de repente. É geralmente mais severa que a fadiga normal e mais provável que interfira nas responsabilidades diárias.

Nos casos de esclerose múltipla, a fadiga afeta de 70% a 90% dos portadores e é descrita como o pior sintoma da doença. É um dos sintomas mais difíceis de tratar e compreender, porque é invisível. Sua ocorrência pode causar equívocos, especialmente entre família, amigos e empregadores. Os membros da família podem pensar que uma pessoa com esclerose múltipla não está fazendo o que pode; problemas sexuais podem surgir entre os parceiros; os empregadores podem rotular a pessoa de preguiçosa. A fadiga pode ter um impacto devastador sobre as atividades diárias, o bem-estar geral e a situação no emprego.

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As novas doenças no mundo do trabalho nas áreas de comércio e serviços são as que estão em primeiro lugar do total dos acidentes registr...

Veja as áreas de trabalho que mais tem acidentes e doenças


As novas doenças no mundo do trabalho nas áreas de comércio e serviços são as que estão em primeiro lugar do total dos acidentes registrados com CAT (Comunicação de Acidentes de Trabalho), nas estatísticas do Instituto Nacional de Seguro Social. Em 2012, o INSS registrou 705.239 acidentes e doenças do trabalho, destes 48% foram no setor de serviços e comércio, seguidos pela indústria com 47%, e agropecuária com 4,0%. Do total de acidentes registrados em CAT, 2.731 resultaram em mortes, e 14.755 trabalhadores ficaram permanentemente incapacitados.

Os dados são alarmantes. As estatísticas do INSS são de uma morte a cada 4 horas, motivada pelo risco decorrente dos fatores ambientais do trabalho. 80 acidentes e doenças do trabalho a cada 1 hora na jornada diária. Isso significa uma média de 40 trabalhadores/dia que não mais retornaram ao trabalho devido a invalidez ou morte.

Dentre os 50 códigos de CID (Classificação Internacional de Doenças), em 2012 os com maior incidência foram: ferimento do punho e da mão com 10%, fratura ao nível do punho ou da mão com 7%, e dorsalgia (dor nas costas) 5%. Os CIDs mais incidentes nas Doenças do Trabalho foram: lesões no ombro 20,2%, sinovite e tenossinovite 14,2%, e dorsalgia 7,7%.

 LER/DORT são as principais doenças dos trabalhadores no comércio e serviços

A parte do corpo mais atingida é o dedo, contabilizando 132.735 acidentes, depois o pé com 41.437 casos, seguido pela mão (exceto punho e dedo) com 40.445, seguidos por partes múltiplas, antebraço (entre punho e cotovelo), pernas, articulações do tornozelo, braço, ombro, olhos, dorso (músculos dorsais, coluna e medula espinhal), entre outros.

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