Resumo Por que as chamadas dores lombares acometem mais aqueles que trabalham na posição ...

A importância da manutenção de bons níveis de flexibilidade nos trabalhadores que executam suas atividades laborais sentados



Resumo

Por que as chamadas dores lombares acometem mais aqueles que trabalham na posição sentada? Pesquisadores suspeitam que esse mal tenha uma estreita relação com o encurtamento gradual da musculatura posterior da coxa - os isquiotibiais, que acabam por imobilizarem a articulação do quadril e, como conseqüência, inclinam para frente o segmento lombar da coluna vertebral, imposto pelo uso excessivo da cadeira. Nesse sentido, este trabalho se propôs a avaliar a influência de um Programa de Ginática Laboral específico, poderia trazer para amenizar esse constrangimento de ordem postural.

Este estudo de caso contou com a participação de 10 costureiras da Indústria Têxtil do Município de Dois Vizinhos - Pr. Foram realizados testes de flexibilidade, do tipo sentar e alcançar, antes e após 6 meses do inicio do referido programa. Os resultados comparados estatisticamente (Teste t) mostraram uma significante melhoria na flexibilidade do quadril. Este fato foi reforçado pela diminuição expressiva das queixas de dores lombares, que passaram de 100% para 10%; da mesma forma, verificou-se que o número de atestados médicos com afastamentos caiu de 6 para 2, entre os participantes, após a adoção da Ginástica Laboral pela indústria.

PALAVRAS CHAVES: Postura Sentada Flexibilidade – Ginástica Laboral


Autores: Pedro Ferreira Reis, Antonio Renato Pereira Moro, Leila Amaral Contijo

Texto completo: ARTIGO

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Atualmente, muitas profissões impõem que você fique muito tempo sentado. Mas ainda existem...

Escolha o treino de acordo com a sua postura durante o trabalho



Atualmente, muitas profissões impõem que você fique muito tempo sentado. Mas ainda existem aquelas que são mais dinâmicas e fazem que você se mantenha em pé o tempo todo. Sua rotina semanal te deixa dúvidas como: que atividade física fazer hoje se já caminhei tanto no trabalho? Sentei e levantei muito? Ou ainda fiquei muito tempo sentado? Então aqui vão algumas dicas para equilibrar as sobrecargas da rotina de trabalho. 

Ficou muito tempo sentado, seja no carro ou no escritório

O ideal é que você pratique, neste dia, atividades aeróbias - como caminhada, corrida, dança e natação - e faça uma aula de alongamento ou yoga. Mas se estiver muito cansado pelo menos se alongue. 

Caminhou muito

Pratique alongamento primeiro e depois uma aula de ginástica localizada ou musculação. Execute exercícios para abdômen e membros superiores. E no final do treino movimente seus dedos dos pés e deite no chão com as pernas elevadas por 5 minutos para facilitar o retorno de sangue para o coração. 

Sentou e levantou da cadeira várias vezes

Se estiver no dia de trabalhar as pernas, elimine o agachamento do seu treino. Caso frequente uma academia, escolha a cadeira extensora, flexora, leg press, adutora, abdutora e aparelho ou exercícios para os glúteos. E se seu tempo for curto opte por uma atividade aeróbia. Se você subiu e desceu muita escada, elimine o treino do posterior de coxa (bíceps femoral), trabalhe mais adutores (interno das coxas) e abdutores (externo das coxas). 

Claro que há dias em que não queremos fazer nada, mas não se esqueça de que muito do cansaço físico tem a ver com as sobrecargas diárias.

Trabalho duro

Se o dia foi intenso - você andou demais e também fez esforços com alguma sobrecarga tipo carregando sacolas, caixas ou mudando mobília de lugar - uma aula de dança, alongamento ou uma massagem podem ser ótimas soluções para aliviar a tensão. 

Claro que há dias em que não queremos fazer nada, mas não se esqueça que muito do cansaço físico tem a ver com as sobrecargas diárias. Quem fica muito tempo sentado sofre muitas compressões corporais, alterando a circulação e a oxigenação. 

No final de semana procure diversificar com atividades ao ar livre, como ciclismo, cavalgada, patinação, surfe ou até mesmo uma boa caminhada pela cidade. Para o corpo se manter em equilíbrio você deve sempre praticar atividades aeróbias (corrida, caminhada, ciclismo, dança, etc.), anaeróbias (musculação, ginástica localizada, pilates, etc.) e alongamento ( Lian gong, tai chi, yoga ou alongamentos simples). 

E para os seus objetivos se tornarem realidades você deve acreditar que você pode e consegue mudar os seus hábitos. Até breve! 


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Os punhos não têm força. Mesmo depois de Kátia Oliveira se submeter a três cirurgias. O diagnóstico do médico: ela adquiriu tendinite e...

Conheça quais os direitos ao pedir afastamento do trabalho por doença



Os punhos não têm força. Mesmo depois de Kátia Oliveira se submeter a três cirurgias. O diagnóstico do médico: ela adquiriu tendinite em dois anos de trabalho como caixa de uma loja de roupas. "Eu ficava em pé, com as mãos levantadas, em questão de pegar a fatura, o dinheiro do cliente" conta.

As dores de João Vitorino da Silva, que trabalhou durante 22 anos numa tecelagem, se estendiam pelos cotovelos, ombros e pescoço. "De tanto eu forçar, rompeu a musculatura. O médico disse que eu estava incapacitado para o trabalho por esforço repetitivo", diz o operador têxtil.

A advogada do sindicato dos tecelões levou a causa dele à justiça. "Há indenização por danos morais, quando ele vai demonstrar que a empresa não colocou as situações adequadas pra que ele desenvolvesse seu trabalho," explica Cleonice Sousa, advogada do Sindicato dos Tecelões de Paulista/PE. É obrigação do empregador fornecer equipamentos que protejam o funcionário e ainda treiná-los para saber usá-los e fiscalizar o uso.

Adailton Lins trabalhava numa metalúrgica como operador de prensa. Perdeu dois dedos numa máquina que não sabia operar. "Mandaram olhar como é que eu manuseava ela. Você sabe trabalhar? Eu disse - sei. Todos nós queremos emprego e foi o meu primeiro emprego, com certeza, mesmo que eu não soubesse o manuseio, eu tinha que dizer que sabia, pra não perder o emprego". Ele procurou um escritório de advogados e ganhou na justiça, em primeira instância, uma ação por danos moral e estético.

Um auxiliar de produção que não quis se identificar também apelou para o tribunal. Ele foi contratado por uma construtora brasileira para trabalhar em Angola, na África. "A gente tinha que fazer as necessidades às vezes no mato. A gente tinha que tomar banho com a boca fechada porque o risco de pegar febre tifóide, como eu peguei, era muito alto" conta o auxiliar.

Terminou pegando também malária. Na justiça, ganhou uma indenização por danos morais e estabilidade de um ano, que foi revertida em dinheiro. "É muito importante juntar comprovantes de gastos com medicamentos, trabalhos médicos, fisioterapia, para pedir a reparação por esses gastos" comenta o juiz Marcílio Mota.

De acordo com o INSS, a principal causa de afastamento no trabalho são as dores nas costas. Em segundo lugar, as dores musculares e, em terceiro, inflamações nos tendões. Os especialistas fazem uma perícia médica para investigar se a origem da queixa está mesmo ligada à atividade que a pessoa exerce.

Tem direito ao auxílio doença previdenciário mesmo quem contribuiu somente uma vez para a previdência. Ou seja: não há carência. Enquanto durar o pagamento do benefício, ele fica por conta do INSS. O segurado tem estabilidade no emprego até 12 meses depois de receber alta.

Em um tempo em que a depressão limita as condições de trabalho de muita gente, uma informação importantíssima. "Se os laudos médicos comprovarem que aquela depressão foi obtida, foi adquirida em função de uma atividade do trabalho, é considerado um acidente de trabalho, sim", esclarece o advogado Dário Ambrósio.

Leia os melhores momentos do chat com o juiz do trabalho Marcílio Mota

Após o Jornal Hoje, o juiz do trabalho Marcílio Mota participou de um bate-papo com os internautas esclarecendo outras dúvidas sobre os direitos do trabalhador. Confira abaixo os melhores momentos dessa conversa.

Afastamento do trabalho
Há diversos benefícios. Todos aqueles que possuem carteira de trabalho registrada já têm pleno acesso.

Retorno antecipado
Em virtude da doença, pode ter retorno anterior ao prazo estipulado para a nova perícia. Precisa de um atestado do médico do trabalho.

Depressão
Ele é afastado pelo INSS e fica em benefício da previdência. Se a depressão ocorreu por algum evento extraordinário ao trabalho, como um assalto, por exemplo, a empresa poderá pagar uma indenização, desde que fique comprovado que ela não cuidou da segurança do trabalhador. Afastamento por depressão não é válida para estresses normais do trabalho.

Demissão no retorno
O trabalhador tem estabilidade do emprego por 1 ano e só pode ser demitido por justa causa, desde que reconhecida pela Justiça do Trabalho. Se for dispensado nesse período, a empresa será condenada a pagar uma indenização.

Pedido de demissão
Nenhum trabalhador fica vinculado contra a sua vontade. Se alguém quer deixar de trabalhar, pede demissão. Obviamente, deve-se arcar com as consequências desse pedido. Tem que fazer um aviso prévio de 30 dias. Vai receber o salário, o décimo-terceiro e as férias proporcionais, mas não poderá usar o FGTS nem terá direito ao seguro-desemprego.

Seguro-desemprego
O empregado que é dispensando de contrato por prazo indeterminado e tem mais de seis meses no emprego, tem direito a três parcelas do seguro-desemprego. Se trabalha entre 12 e 24 meses, recebe 4 parcelas. A partir de 24 meses de trabalho, pode receber até 5 parcelas. Se for contratado durante esse período, perde o direito ao seguro.

Tendinite
Em caso de lesões decorrentes do trabalho por esforço repetitivo, deve-se procurar o INSS para recebimento do benefício se estiver implicando na perda da capacidade de trabalho. Independente disso pode exigir do empregador uma adequação ergonômica do trabalho. É preciso ter um ambiente saudável. Se a empresa oferece equipamentos ergonômicos adequados, mas o trabalhador se recusa a usá-los, ele pode ser demitido por justa causa.

Estágio
Não ingressa no regime de proteção da Previdência Social. Se o empregador submeter o estagiário a uma condição prejudicial de saúde, pode-se entrar com um processo na Justiça do Trabalho.

Doença dos filhos
Se precisar se afastar para cuidar de outra pessoa, pode pedir a suspensão do contrato de trabalho. Isso mantém o vinculo, mas não faz jus ao recebimento de salário e benefícios. É preciso negociar, não é um direito.

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A dorsalgia traumática é o principal fator etiológico. Nesta categoria incluímos os quadros de distensões músculo ligamentares, contusões e ...

Dorsalgia e suas causas



A dorsalgia traumática é o principal fator etiológico. Nesta categoria incluímos os quadros de distensões músculo ligamentares, contusões e fraturas.

A história de trauma, esforço físico exagerado e atividade laborativa em posições anormais são freqüentes e auxiliam no momento da avaliação.

A evolução do quadro se estende por um período curto, de 5 a 7 dias, e há alívio significativo com o repouso, medicação sintomática e antiinflamatórios. As fraturas costais costumam promover dor por um período de 3 a 4 semanas.

Na ausência de melhora clínica ou dor muito intensa torna-se necessária investigação complementar com estudos por imagem: tomografia ou ressonância magnética. As dores músculo-esqueléticas dorsais acarretam perda de atividades laborativas e ônus econômico à sociedade.

No momento da avaliação inicial é importante termos em mente que o sintoma dor não é específico do aparelho músculo-esquelético-articular e que apenas expressa irritação localizada. A mesma topografia de dor pode ser enganosa ao identificar o ponto de origem do problema patológico, devido a presença de uma dor referida.


Degenerativo

A espondilose é um processo que afeta todos os níveis da coluna vertebral. Caracteriza-se por alterações degenerativas progressivas dos discos intervertebrais, corpos vertebrais, facetas articulares e estruturas cápsulo-ligamentares.

Os leigos conhecem esta situação como "desgaste da coluna e/ou bicos de papagaio".


Metabólico

A principal causa metabólica de comprometimento da coluna vertebral é a osteoporose, nesta patologia há uma diminuição da massa óssea e um aumento da suscetibilidade à fratura.

A osteoporose pode ser responsável por fraturas típicas da coluna vertebral dorsal ou micro fraturas determinando dorsalgia e cifose torácica progressiva com risco adicional para novas fraturas e dor.

O tratamento das fraturas é feito com coletes e, o da doença osteoporótica, com a eliminação dos fatores de risco, cálcio, vitamina D, calcitonina e bifosfonados.


Tumores

Os tumores benignos e malignos podem ser causa de dorsalgia. Os tumores ósseos primários, em nível da coluna vertebral, são raros em contraste com os metastáticos que são muito comuns.

A dor neoplásica é freqüentemente referida na topografia da coluna vertebral, piora a noite, despertando o paciente. A dor não tem características mecânicas. Não há correlação com atividades e não alivia com o repouso.

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O Fisioterapeuta é profissional habilitado à construção do diagnóstico dos distúrbios cinéticos funcionais (Diagnóstico Cinesiológico Funcio...

Fisioterapeuta do trabalho: a perícia judicial como atribuição do fisioterapeuta




O Fisioterapeuta é profissional habilitado à construção do diagnóstico dos distúrbios cinéticos funcionais (Diagnóstico Cinesiológico Funcional), a prescrição das condutas fisioterapêuticas, a sua ordenação e indução no paciente bem como, o acompanhamento da evolução do quadro clínico funcional e as condições para alta do serviço. É quem elabora o Diagnóstico Cinesiológico Funcional, prescrever planeja, ordena, analisa, supervisiona e avalia os projetos fisioterapêuticos, a sua eficácia, a sua resolutividade e as condições de alta do cliente submetido a estas práticas de saúde.

Ou seja, característica que o torna particularmente especial para a realização de Perícias Judiciais do Trabalho.

Dentre as diversas especialidades do Fisioterapeuta, temos a Fisioterapia do Trabalho, especialização reconhecida pelo Conselho Federal de Fisioterapia – COFFITO em 13 de junho de 2008, através da Resolução n°.351, a qual regulamenta a atuação do fisioterapeuta como Perito Judicial do Trabalho, já sendo chamado por alguns profissionais como Fisioterapia Forense.

O Fisioterapeuta do trabalho é o profissional dotado de conhecimentos em prevenção, ergonomia, biomecânica (cinesiologia e cinesiopatologia), que, com complementação necessária em meio ambiente e qualidade de vida, pode atuar como um gestor de qualidade de vida no trabalho, além de atuar na formação da imagem da empresa ao orientar programas comunitários e sociais para ela.

Utilizando de seus conhecimentos de biomecânica, ao verificar condições de risco, por meio da análise de tarefas e locais de trabalho (as chamadas análises ergonômicas do trabalho e/ou laudos ergonômicos), o Fisioterapeuta pode estabelecer o nexo causal entre uma doença já diagnosticada clinicamente com a atividade laboral e verificar as ações preventivas que a empresa adotou ou deverá adotar para evitar ou minimizar essa doença.

Assim, sempre que ocorre uma solicitação da avaliação destas condições, tem-se Perícia Judicial do Trabalho.

A nomeação do Fisioterapeuta para a realização de perícias pode ocorrer de duas formas. Pode ser tanto por parte de um Juiz de Direito, ficando denominado o fisioterapeuta como Perito do Juízo ou, solicitado pelas partes (empresa ou trabalhador, por exemplo), ficando denominado como Assistente Pericial.

Existem dois tipos de perícias: as perícias realizadas na área Cível quanto Trabalhista. As perícias cíveis estão relacionadas a ressarcimento e/ou indenização no caso de acidentes/lesões que justifiquem um tratamento específico com limitações quando a mobilidade e atividades. As perícias trabalhistas são realizadas com a finalidade de verificar as condições gerais do trabalho e da saúde do trabalhador a fim de intervir preventivamente junto a estas condições.

Outra forma de atuar em Fisioterapia do Trabalho é com prestação de Consultoria, onde o fisioterapeuta pode prestar consultoria para realizar o diagnóstico cinético-funcional e organizacional das atividades realizadas na empresa e também, se contratado para tal, a intervenção junto às necessidades diagnósticas.

Por ser uma especialidade relativamente nova, bastante vantajosa e lucrativa, a Fisioterapia do Trabalho encontra-se em alta no mercado de trabalho.
Para atuar como Fisioterapeuta do Trabalho, é necessário ter formação em Fisioterapia e, preferencialmente realizar Pós-graduação em Fisioterapia do Trabalho ou em Ergonomia.


Fernanda Mardegan Delatim Ximenes
Fisioterapeuta - Consultora de Ergonomia - Perita Técnica Judicial
Docente do Curso de Fisioterapia da Fundação Educacional de Fernandópolis - FEF

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