...

Estresse no trabalho duplica risco de doenças cardiovasculares



Situações de estresse no trabalho pode ter um impacto negativo sobre o sistema cardiovascular e o metabolismo

Situações de estresse no trabalho pode ter um impacto negativo sobre o sistema cardiovascular e o metabolismo. É o que revela estudo de pesquisadores do Helmholtz Zentrum München, na Alemanha.

A pesquisa indica que o estresse, que é transmitido pelas vias de sinalização diretas e indiretas, conduz a uma resposta inflamatória do corpo que pode provocar doenças cardiovasculares, entre outras.

Os resultados foram publicados na revista Immunity and Psychosomatic Medicine.

A equipe, liderada por Rebecca Emeny, observou mais de 950 pessoas a longo prazo como parte do estudo de base populacional MONICA / KORA.

Os dados foram analisados a partir de questionários sobre o estresse psicológico no trabalho e as concentrações de marcadores inflamatórios no sangue.

A análise mostrou que os trabalhadores saudáveis que foram expostos ao estresse no trabalho exibiram parâmetros inflamatórios significativamente elevados e enfrentaram duas vezes mais risco de doenças cardiovasculares.

Mais da metade dos participantes do estudo afirmaram que experimentaram tensão psicológica e estresse no trabalho.

Em particular, os cientistas descobriram uma clara associação entre estresse e elevadas concentrações de PCR (proteína C-reativa), que é um marcador inflamatório, e foram, portanto, capazes de demonstrar uma reação inflamatória relacionada ao estresse no corpo. Além disso, o estresse causou graves danos psicológicos, como depressão e distúrbios do sono, bem como comportamento doentio e inatividade física.

"Os conhecimentos adquiridos a partir desta forma de estudo fornecem importantes pontos de partida para encontrar medidas preventivas que irão proteger contra as doenças relacionadas ao estresse, como a doença cardíaca coronária", conclui Emeny.


0 comentários:

Trabalhadores da construção civil...

Doenças profissionais ocasionam mais de 2 milhões de mortes a cada ano



Trabalhadores da construção civil são alertados durante palestra para o risco de perda auditiva

Trabalhadores da construção civil são alertados durante palestra para o risco de perda auditiva

Segundo pesquisa divulgadas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), nesta terça-feira (23) de um total de 2,34 milhões de acidentes de trabalho mortais a cada ano, somente 321 mil são resultantes de acidentes. Os restantes 2,02 milhões de mortes são causadas por diversos tipos de enfermidades relacionadas com o trabalho, o que equivale a uma média diária de mais de 5.5 mil mortes.

"A ausência de uma prevenção adequada das enfermidades profissionais tem profundos efeitos negativos não somente nos trabalhadores e suas famílias, mas também na sociedade devido ao enorme custo gerado, particularmente no que diz respeito à perda de produtividade e a sobrecarga dos sistemas de seguridade social. A prevenção é mais eficaz e tem menos custo que o tratamento e a reabilitação. Todos os países podem tomar medidas concretas agora para melhorar sua capacidade de prevenção das enfermidades profissionais ou relacionadas com o trabalho," afirmam os responsáveis pelo estdudo.

Como acontece todos os anos, o Programa da OIT sobre Segurança e Saúde no Trabalho e Meio Ambiente elaborou um relatório que serve para aprofundar o tema. Este ano, a organização fez um apelo aos governos, organizações de empregadores e de trabalhadores para colaborar no desenvolvimento e na implantação políticas e estratégias nacionais destinadas a prevenir as enfermidades profissionais.

De acordo com o relatório, os países em desenvolvimento pagam um preço especialmente alto em mortes e lesões, pois um grande número de pessoas está empregada em atividades perigosas como a agricultura, a construção civil, a pesca e a mineração.

Segurança e Saúde no Trabalho

2,02 milhões de pessoas morrem a cada ano devido a enfermidades relacionadas com o trabalho.

321.000 pessoas morrem a cada ano como consequência de acidentes no trabalho.

160 milhões de pessoas sofrem de doenças não letais relacionadas com o trabalho.

317 milhões de acidentes laborais não mortais ocorrem a cada ano.

Isto significa que:

A cada 15 segundos, um trabalhador morre de acidentes ou doenças relacionadas com o trabalho.

A cada 15 segundos, 115 trabalhadores sofrem um acidente laboral.


0 comentários:

É uma ciência holística baseada na biomecânica do movimento que visa diagnosticar e tratar a fim de restabelecer a função das estruturas e...

Osteopatia na Fisioterapia do Trabalho




É uma ciência holística baseada na biomecânica do movimento que visa diagnosticar e tratar a fim de restabelecer a função das estruturas e sistemas orgânicos, agindo através da intervenção manual sobre os tecidos (articulações, músculos, fáscias, ligamentos, cápsulas e vísceras).

Principais indicações:

  • Lombalgia
  • Cervicalgia
  • Dorsalgia
  • Entorses
  • Cefaléia
  • Renite
  • Sinusite
  • Ciatalgias (dor em nervo ciático)
  • Tendinites
  • Distúrbios ocupacionais (DORT)

O paciente será submetido à avaliação criteriosa na primeira sessão com o objetivo de ser diagnosticada a origem da disfunção. A sessão tem durabilidade de 45 minutos. São manobras indolores, o resultado é rápido e parece logo nas primeiras sessões dependendo de cada patologia.

0 comentários:

Saiba como o ambiente de trabalho pode provocar posturas erradas. E o que as empresas podem fazer para enfrentar a situação e ajudar os fun...

A importância da ginástica laboral



Saiba como o ambiente de trabalho pode provocar posturas erradas. E o que as empresas podem fazer para enfrentar a situação e ajudar os funcionários.

Falar com o telefone apoiado no ombro é uma cena rotineira em várias empresas. Diferentes funções, mas as mesmas necessidades: falar ao telefone e, ao mesmo tempo, usar o computador.

O resultado não poderia ser outro: horas durante o dia com a coluna completamente torta. “Eu sei que é um problema. Eu estou com a cabeça do lado, digitando, e, ao mesmo tempo, tenho que olhar para o outro lado. Sei que, no final, isso pode trazer alguma coisa drástica para mim”, afirma o analista de planejamento Leandro Rocha.

Esticar os ombros e relaxar o pescoço são exercícios que a chefe de logística Scheila Chriginio faz quase sem perceber. É como se o corpo pedisse essas rápidas pausas durante as oito horas diárias de trabalho. “O dia, às vezes, fica bem pesado e a gente vai sentindo aquele cansaço, a tensão acumulando, principalmente, na região cervical”, conta ela.

Para relaxar um pouco os funcionários e aliviar o estresse, uma empresa oferece ginástica laboral três vezes por semana. São apenas 20 minutos de exercícios, mas, para muitos, vale como uma sessão de massagem.

“A sensação que eu tenho é de relaxamento total. Saio bem relaxada e pronta pra começar o dia feliz e bem disposta”, destaca a técnica em segurança do trabalho Talita Paes.

Segundos os médicos, quanto mais repetitivo for o trabalho, maior é a necessidade de fazer pequenas pausas durante o expediente. Em uma indústria química, as máquinas param duas vezes ao dia. É o aviso de que está na hora de cuidar da saúde.

“O benefício é geral, porque todo mundo sente uma melhoria e o dia-a-dia fica muito mais gostoso depois causa da ginástica laboral”, ressalta o operário de produção Andrey Bandeis.

Se a sua empresa ainda não tem este programa, anote algumas dicas que podem ajudar a prevenir problemas relacionados com a postura:

- Faça uma pausa a cada 25 minutos no computador;
- Mantenha os ombros relaxados, os pulsos retos e a coluna firme no encosto da cadeira;
- Deixe os pés totalmente apoiados no chão.

“Um dos objetivos da ginástica laboral, além do exercício, é conscientizar as pessoas em relação à postura no trabalho, para que a gente possa prevenir as lesões por esforço repetitivo e diminuir os efeitos nocivos do estresse, que é um outro problema que hoje acomete os trabalhadores”, conclui Lilian Carvalho, do Conselho Regional de Educação Física.

Fonte: Portal RJTV

0 comentários:

A industrialização dos meios de produção, a par dos inúmeros avanços tecnológicos que proporcionaram à vida moderna um conforto inimagináv...

Importância da fisioterapia no dia a dia do trabalhador




A industrialização dos meios de produção, a par dos inúmeros avanços tecnológicos que proporcionaram à vida moderna um conforto inimaginável em épocas anteriores, ocasionou um aumento significativo dos quadros clínicos decorrentes da sobrecarga estática e dinâmica do sistema músculo – esquelético.

Só recentemente, porém, atribuiu-se maior atenção a esses quadros clínicos, que passaram a ser incluídos num mesmo grupo cujas denominações mais conhecidas são Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) ou, simplesmente, LER/DORT.

A preocupação em proporcionar ao trabalhador uma melhor qualidade de vida, como forma mesmo de manter ou aumentar a sua produtividade, associada ao crescimento constante do número de casos de LER/DORT, está na base das discussões mais recentes sobre o assunto, bem como do enquadramento da síndrome entre as doenças ditas ocupacionais.

“Segundo a norma técnica do INSS sobre DORT (Ordem de Serviço no. 606/1998), conceitua-se as lesões por esforços repetitivos como uma síndrome clínica caracterizada por dor crônica, acompanhada ou não e alterações objetivas, que se manifesta principalmente no pescoço, cintura escapular e/ou membros superiores em decorrência do trabalho, podendo afetar tendões, músculos e nervos periféricos. O diagnóstico anatômico preciso desses eventos é difícil, particularmente em casos sub-agudos e crônicos, e o nexo com o trabalho tem sido objeto de questionamento, apesar das evidencias epidemiológicas e ergonômicas.”

Recentemente, a OS nº 606/98 foi revisada pela Instrução Normativa nº 98, de 5 de dezembro de 2003.

Por LER/DORT entende-se um conjunto de síndromes (quadros clínicos, patologias, doenças) que atacam os nervos, músculos e tendões, juntos ou separadamente. É resultado da combinação da sobrecarga das estruturas anatômicas do sistema músculo – esquelético com a falta de tempo para sua recuperação, têm seu surgimento relacionado a condições de trabalho inadequadas.

Tanto a utilização excessiva de determinados grupos musculares em movimentos repetitivos (digitação, por exemplo), como a permanência de determinados segmentos do corpo em uma mesma posição por período de tempo prolongado, podem ocasionar a sobrecarga que permite o aparecimento das LER/DORT.

Caracterizam-se pela ocorrência de vários sintomas, concomitantes ou não, tais como: dor, parestesia, sensação de peso, fadiga, manifestando-se, principalmente, no pescoço, cintura escapular e membros superiores.

A fisioterapia do trabalho é uma área da fisioterapia que atua na prevenção, resgate e manutenção da saúde do trabalhador, abordando diversos aspectos como ergonomia, biomecânica, atividade física laboral e a recuperação de queixas ou desconfortos físicos. Tem como objetivo melhorar a qualidade de vida do trabalhador, evitando a manifestação das queixas e patologias musculoesqueléticas de origem ocupacional ou não, gerando aumento do bem estar, desempenho e produtividade. A fisioterapia do trabalho pode avaliar, prevenir e tratar lesões decorrentes das atividades no trabalho.

Algumas atuações do fisioterapeuta do trabalho:

1. Prevenção do desconforto ou queixas musculoesquelética nas atividades laborais;
2. Estudo ergonômico do trabalho, junto à equipe de saúde e segurança do trabalho;
3. Intervenções ergonômicas de correção, conscientização ou sensibilização nas empresas;
4. Palestras de conscientização, capacitação e treinamento preventivo de doenças ocupacionais;
5. Orientações posturais e ergonômicas aos trabalhadores, fora do ambiente de trabalho e nos postos de trabalho durante a execução de suas atividades ocupacionais;
6. Avaliação postural e análise biomecânica das tarefas nos postos de trabalho, promovendo a adequação do posto e das posturas para um melhor desempenho;
7. Desenvolvimento de programas de ginástica laboral;
8. Tratamento das patologias ou queixas musculoesquelética, através de ambulatório na empresa ou ambulatório / clínica fora da empresa.

A importância do fisioterapeuta na implantação e realização do programa:

O fisioterapeuta é um profissional apto a realizar o programa de ginástica laboral, qualidade de vida e prevenção dentro da empresa, na medida em que possui conhecimento em áreas diversas como anatomia, biomecânica, fisiologia humana, fisiopatologia das doenças, atividade física laboral, saúde preventiva, entre outras. Além disso, ele é capaz de proporcionar uma intervenção eficaz para o tratamento das patologias relacionadas ao trabalho, identificando os fatores que podem gerá-las e podendo, deste modo, atuar de maneira preventiva.

0 comentários:

A Cinesioterapia Laboral é baseada em uma série de exercícios leves e de curta duração, realizados no próprio ambiente de trabalho, que nã...

Beneficios da cinesioterapia laboral




A Cinesioterapia Laboral é baseada em uma série de exercícios leves e de curta duração, realizados no próprio ambiente de trabalho, que não sobrecarregam o funcionário prevenindo assim doenças ocupacionais, como DORT (Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho), garantindo saúde e qualidade de vida aos funcionários, trazendo também variados benefícios à empresa.

Seus beneficios:
  • Desenvolvimento do equilíbrio muscular;
  • Equilíbrio funcional;
  • Melhora da ativação neuromuscular;
  • Tratamento terapêutico de patologias já existentes;
  • Prevenção das doenças osteomusculares;
  • Ativação dos reflexos, evitando acidentes;
  • Relaxamento muscular após o trabalho;
  • Liberação dos movimentos bloqueados por tensão emocional ou muscular;
  • Redução do sono durante a jornada de trabalho;
  • Diminuição da ansiedade;
  • Aumento da flexibilidade, disposição, da capacidade de concentração e da consciência corporal.

0 comentários:

Historicamente a fisioterapia demonstrou à sociedade sua importância, conquistando espaço a cada dia, em especialidades bem definidas e fun...

Ação ergonômica do fisioterapeuta



Historicamente a fisioterapia demonstrou à sociedade sua importância, conquistando espaço a cada dia, em especialidades bem definidas e fundamentadas cientificamente em resultados.

Desde os primórdios os recursos da fisioterapia já tramitavam no conhecimento popular, assim como as ervas medicinais.

Assim como tem – se diversas áreas de atuação da fisioterapia a área ocupacional também tornou – se uma especialidade, pois havia a necessidade em se ter um profissional especializado que atendesse essa alta demanda de adoecimentos relacionados ao trabalho, atendendo aos agentes etiológicos destes acometimentos em sua base – o movimento, a postura, o sistema musculotendíneo.

Em meados de 1998 os profissionais de fisioterapia passaram a ter alguma visibilidade, principalmente por sua atuação junto ao processo de reabilitação dos trabalhadores lesionados.

Para o tratamento fazia-se necessário compreender o processo etiopatogênico, e destes estudos surgiram à intervenção deste profissional junto a projetos e programas preventivos dentro das empresas, como Laudos ergonômicos, por exemplo.

Dessa forma falando em recuperação de lesões é de suma importância que seja criado um link entre a instituição de tratamento e a empresa, objetivando a efetivação da recuperação do colaborador favorecendo a qualidade de vida e de trabalho deste indivíduo.

Atuações do fisioterapeuta do trabalho:

  • Participar efetivamente dos exames admissionais, periódicos e demissionais;
  • Analisar o ambiente de trabalho para identificar fatores de riscos a saúde dos trabalhadores (Segmento em Sobrecarga Biomecânica – SSB) e propor medidas corretivas e preventivas;
  • Realizar Laudo Ergonômico de trabalho;
  • Participar de Comitê de Ergonomia (COERGO);
  • Intervir praticamente em ações preventivas, como campanhas, feiras de saúde, Ginástica Laboral, Ginástica de Pausa, treinamentos, Job rotation;
  • Contribuir para a adequada execução da NR’s;
  • Realizar tratamento fisioterapeutico como medida de prevenção secundária;
  • Realizar a integração e reinserção de colaboradores pós-lesões que retornam a suas atividades laborativas;
  • Realizar laudos cinesiológicos-funcionais para passivos trabalhistas;
  • Realizar assistência técnica judicial (Perícia Judicial e Perícia Técnica em Insalubridade e Periculosidade).
  • Dinamometria e eletromiografia de superfície.

0 comentários:

Faça Fisioterapia