As possibilidades de campo de atuação do profissional formado em Perícia Judicial do Trabalho para Fisioterapeutas, uma área nova e promiss...

Onde atua o Fisioterapeuta Perito Judicial do Trabalho



As possibilidades de campo de atuação do profissional formado em Perícia Judicial do Trabalho para Fisioterapeutas, uma área nova e promissora dentro da Fisioterapia, capacitará o profissional a atuar de três formas diferentes.

Uma das formas de trabalho que o curso possibilita ao fisioterapeuta é o Assistente Técnico da Reclamante. Este profissional atua quando um funcionário se sente lesionado devido à execução de exercícios repetitivos na empresa em que trabalhava e procura um advogado para abrir um processo contra a mesma, sendo necessário gerar provas comprobatórias de que o cliente realmente se lesionou devido ao seu trabalho. Neste caso o Fisioterapeuta, realizará uma anamnese com este cliente e utilizará de testes específicos entre outros recursos aprendidos no curso, além do seu conhecimento em Biomecânica, Análise Cinético Funcional, etc para elaborar um Laudo Cinesiológicofuncional, que será anexado ao processo e encaminhada ao juiz que julgará o caso.

Neste caso, a empresa processada precisará de um advogado para defendê-la, que providenciará provas que minimizem ou anulem a responsabilidade da mesma. Esta é a segunda forma de trabalho que o curso possibilita, o Assistente Técnico da Reclamada, que fará toda uma análise na empresa para levantar provas de que esta se preocupava com o trabalhador ao providenciar um mobiliário ergonomicamente adaptado, estabelecer a prática de atividades laborais, possibilitar as pausas durante o expediente, etc. Assim, o Fisioterapeuta faz uma avaliação do posto de trabalho do funcionário e elabora um laudo, o qual será adicionado ao processo de defesa e encaminhado ao Juiz do caso.
Ao analisar os processos de acusação e defesa, o Juiz poderá nomear um Fisioterapeuta à Perito Judicial para o caso em questão se houver alguma dúvida sobre a veracidade das partes. Esta é a terceira possibilidade de atuação adquirida com o curso, o Perito Judicial do Trabalho, onde o Fisioterapeuta, de forma imparcial, executará técnicas específicas de avaliação tanto na empresa quanto no cliente, para elucidar ao máximo a decisão do Juiz, auxiliando-o para que o veredicto seja fidedigno.

Dessa forma, o profissional que conclui o curso Perícia Judicial do Trabalho para Fisioterapeutas está capacitado para desenvolver tais atividades junto à justiça do trabalho, cível, entre outras, além de estar apto para trabalhar também com DPVAT, INSS, exames cinesiológicos funcionais, entre outros.

Os profissionais formados em Perícia Judicial do Trabalho para Fisioterapeutas estão conquistando o mercado de trabalho, devido à quantidade de processos trabalhistas envolvendo funcionários com algum tipo de lesão e consequentemente uma INCAPACIDADE FUNCIONAL, sendo necessário o FISIOTERAPEUTA para fazer avaliações funcionais, biomecânicas ou do posto de trabalho, e sempre que necessário, a nomeação como perito para auxiliar na elucidação do caso.

Desta forma, este é o objetivo do curso, possibilitar que o profissional aprenda diversas ferramentas de avaliação, as quais geram os relatórios (PROVAS) de que os advogados necessitam.

É importante ressaltar que, Nós Fisioterapeutas, NÃO fazemos perícias Médicas, pois esta é uma modalidade diferente. A Perícia Judicial do Trabalho para Fisioterapeutas é um complemento do processo que trata da avaliação funcional das partes envolvidas no mesmo.

Espero ter esclarecido as dúvidas e coloco-me à disposição para qualquer questionamento.

Jamim Rivadavel

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As atribuições do Fisioterapeuta do Trabalho são: a) Prevenção do desconforto ou queixas músculo-esqueléticas nas atividades laborais; ...

Atribuições do Fisioterapeuta do Trabalho



As atribuições do Fisioterapeuta do Trabalho são:

a) Prevenção do desconforto ou queixas músculo-esqueléticas nas atividades laborais;
b) Estudo ergonômico do trabalho, junto à equipe de saúde e segurança do trabalho;
c) Intervenções ergonômicas de correção, conscientização ou sensibilização nas empresas;
d) Palestras de conscientização, capacitação e treinamento preventivo de doenças ocupacionais;
e) Orientações posturais e ergonômicas aos trabalhadores, fora do ambiente de trabalho e nos postos de trabalho durante a execução de suas atividades ocupacionais;
f) Avaliação postural e análise biomecânica das tarefas nos postos de trabalho, promovendo a adequação do posto e das posturas para um melhor desempenho;
g) Desenvolvimento de programas de ginástica laboral;
h) Tratamento das patologias ou queixas músculo-esqueléticas, através de ambulatório na empresa ou ambulatório / clínica fora da empresa.
i) Promover ações terapêuticas preventivas às instalações de processos que levam a incapacidade funcional do trabalho.
j) Analisar os fatores ambientais, contributivos ao conhecimento de distúrbios funcionais laborais.
k) Desenvolver programas coletivos, que contribuem para a diminuição dos riscos de acidente de trabalho.

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Ergonomia é um conjunto de ciências e tecnologias que procura o ajuste confortável e produtivo entre o ser humano e o seu trabalho procura...

Principios da Ergonomia




Ergonomia é um conjunto de ciências e tecnologias que procura o ajuste confortável e produtivo entre o ser humano e o seu trabalho procurando, basicamente, adaptar o trabalho às características do ser humano.


Alguns detalhes ergonômicos para quem trabalha em escritório:

O centro do monitor do computador deve estar no máximo na altura dos olhos e deve haver possibilidade de movimentá-lo para frente e para trás. Não devem existir reflexos na tela. Devido às diferenças de acuidade visual, a distância adequada dos olhos à tela é variável entre 45 e 70 cm. E muito importante desviar os olhos da tela e focalizar um objeto distante por um ou dois minutos a cada duas horas.

O teclado deve estar posicionado numa altura que permita o alinhamento dos braços na vertical, os antebraços na horizontal e os punhos apoiados. Alongamento é fundamental! Faça pausas e pratique exercícios específicos para mãos e punhos regularmente.

A mesa de trabalho deve ser feita de material não reflexivo, apresentar borda anterior arredondada e espaço para as pernas do trabalhador.

A cadeira deve ser ajustável e confortável. Regule-a de maneira que as coxas fiquem paralelas ao chão, ligeiramente inclinadas para baixo. Você deve se sentar numa postura ereta, sem curvar as costas ou se inclinar para frente para alcançar as teclas. Permaneça relaxado e mude freqüentemente de posição. O movimento é importante durante o dia de trabalho. Você pode ajustar a altura ou o ângulo da cadeira depois de algumas horas, ou ficar de pé.



Principais desvios da coluna vertebral

Os desvios posturais tais como a lordose cervical, cifose dorsal, lordose lombar e escoliose podem levar ao uso incorreto de outras articulações, tais como braços, ombros, quadris, joelhos e pés. Manter posturas erradas por tempo prolongado pode acarretar alterações posturais, ocasionando enrijecimento das articulações vertebrais e encurtamento dos músculos. Esses desvios estruturais causam alterações das curvaturas normais da coluna vertebral, tornando-a mais vulnerável às tensões e traumas.


Lordose

É o aumento anormal da curva lombar. A dor nas costas em pessoas com aumento da lordose lombar ocorre durante as atividades que envolvem a extensão da coluna lombar, tal como ficar em pé por muito tempo.


Cifose

É definida como um aumento anormal da concavidade posterior da coluna vertebral, sendo a má postura e o condicionamento físico insuficiente as causas mais importantes dessa deformidade.

Escoliose

É a curvatura lateral da coluna vertebral. A progressão da curvatura na escoliose depende, em grande parte, da idade que ela inicia e do ângulo da curvatura no período de crescimento. Na adolescência a progressão do aumento da curvatura ocorre numa velocidade maior. O tratamento fisioterápico usando alongamentos e respiração são essenciais para a melhora do quadro.

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Introdução As afecções músculo-esqueléticas relacionadas ao trabalho têm-se constituído um grande problema da saúde pública em muitos dos...

Força de Preensão Palmar em Digitadores



Introdução

As afecções músculo-esqueléticas relacionadas ao trabalho têm-se constituído um grande problema da saúde pública em muitos dos países industrializados. A terminologia “Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho” tem sido a preferida por alguns autores a outras, tais como Lesões por Traumas Cumulativos (LTC), Lesões por Esforços Repetitivos (LER), Doenças Cervico-braquial Ocupacional (DCO) e Síndrome de Sobrecarga Ocupacional (SSO), por evitar que na própria denominação já se apontem causas definidas como por exemplo, a palavra, “cumulativo” nas LTC e “repetitivo” nas LER e os efeitos como por exemplo, “lesões” nas LTC e LER, (Zilli, 2002).

Os termos LER/DORT são usados para determinar as afecções que podem lesar tendões, sinóvias, músculos, nervos, fáscias, ligamentos, de forma isolada ou associada, com ou sem degeneração dos tecidos, atingindo principalmente membros superiores, região escapular e pescoço. Decorrente de uma origem ocupacional ela pode ser ocasionada de forma combinada ou não do uso repetido e forçado de grupos musculares e da manutenção de postura inadequada (Codo e Almeida, 1998).
Além do uso repetitivo, a sobrecarga estática, o excesso de força para execução de tarefas, o trabalho sob temperaturas inadequadas ou o uso prolongado de instrumentos com movimentos excessivos podem contribuir para o aparecimento das enfermidades músculoesqueléticas.

Epidemiologia

As doenças ocupacionais não são recentes. No Brasil, o fenômeno chega na década de 1980, quando começam a ser descritos os primeiros casos de LER em digitadores.O que antes parecia ser uma doença isolada, causada por susceptibilidade do trabalhador que é exposto aos riscos, começou a se identificar como epidemia, pois facilita a condição de estabelecer o nexo causal do fato. A linguagem empregada quando se aborda o tema LER/DORT, ainda é bastante confusa e de terminologia variada na literatura sobre o assunto. É fundamental que se perceba que a LER/DORT não é uma doença ou uma entidade nosológica, pois, representam um conjunto heterogêneo de afecções do sistema músculo esquelético que estão relacionadas ao ambiente de trabalho. Porém, o novo termo Distúrbios Osteomusculares Relacionados com o Trabalho ainda não é satisfatório, pois, as afecções ósseas e ocupacionais são quase todas exclusivas dos acidentes de trabalho. A incidência maior é no sexo feminino justificada por questões hormonais, pela dupla jornada de trabalho, pela falta de preparo muscular para determinadas tarefas e também por ter aumentado o número de mulheres no mercado de trabalho. Algumas situações propiciam esta alta incidência das DORTs, destacando-se a mecanização do trabalho, a organização do trabalho, a fragmentação das tarefas, a maior especialização e a maior repetição, impossibilidade de pausas espontâneas, além de imobiliários, equipamentos e instrumentos que não propiciam conforto. Também fatores psicossociais como trabalho monótono, trabalho pesado e inconsciente, pressão pelo tempo, baixo suporte social e fatores psicológicos individuais, contribuem para gerar as DORTs (Zili, 2002; Codo e Almeida, 1998). Portanto, considera-se como DORT, qualquer distúrbio que seguramente esteja relacionado ao trabalho, independente do segmento afetado, sendo que a etiologia deste conjunto de afecções é complexa e abrange vários fatores multifatoriais (Moreira e Carvalho, 2001).
As DORTs constituem a segunda causa de afastamento do trabalho no Brasil, somente nos últimos cinco anos foram abertas 532.434 CATs (Comunicação de Acidente de Trabalho) geradas pelas LER / DORT - sem contar os trabalhadores que pleiteiam na Justiça o reconhecimento do nexo causal, em milhares de ações movidas em todo o País. A cada 100 trabalhadores na região Sudeste, por exemplo, um é portador de LER, (INSS, 2006).
As estatísticas demonstram um crescimento no número de casos de DORT, tendo como vítimas, além dos digitadores, telefonistas, operadores de caixa registradoras, operários das linhas de montagem nas fabricas, auxiliares de enfermagem e muitos outros, com maior ou menor acometimento. Com o avanço da tecnologia, houve uma maior solicitação dos meios de informática, sobrecarregando a fisiologia dos digitadores e levando a uma sobrecarga musculoligamentar nos funcionários e consequentemente causando dor e o aparecimento das doenças, (Iida, 2005).
Vários sintomas acometem os portadores de DORTs como dor noturna, formigamentos, diminuição de força, comprometendo as atividades de lazer e trabalho do indivíduo.
Preensão Palmar
A preensão palmar exige que o polegar e os outros dedos sejam opostos uns aos outros, e o seu uso freqüente em atividades diárias aponta a importância da oposição do polegar na mão humana e por sua extrema mobilidade e também devido a grande sensibilidade dos tecidos que a envolve, destina-se principalmente a preensão e o tato. Há quem diga que se os pés foram feitos para a locomoção, as mãos foram feitas para a sobrevivência, (Moreira et al., 2004). Na avaliação dos resultados de pacientes tratados por doenças da mão e do punho, são utilizados vários parâmetros clínicos, entre os quais destacamos a força de preensão palmar, muito importante para a função da mão. A mensuração da força de preensão fornece um índice objetivo da integridade funcional dos membros superiores. Os dados colhidos auxiliam o terapeuta a interpretar os resultados e estabelecer metas adequadas de tratamento (Smith, Weiss e Lehmkuhl, 1997).

Material e Métodos
Essa pesquisa foi de caráter quantitativo e transversal. Foi realizada com um grupo de 8 funcionários do setor de informática da Universidade de Passo Fundo/RS, sendo 4 homens e 4 mulheres, com idade média de 32 ± 7,19 anos. Inicialmente os sujeitos responderam a um questionário (anexo 1) para caracterizar o nível de atividade e logo após os sujeitos foram mensurados ao testar a sua força de preensão palmar antes e após a sua jornada de 08 horas de trabalho, utilizando um dinamômetro de preensão palmar da marca”KRATOS”. Para a realização das mensurações, os sujeitos foram posicionados de pé com braço aduzido paralelo ao tronco, cotovelo fletido em 90 graus e punho em posição neutra. Foram realizadas três medições antes e após a jornada de trabalho, todas as medições tiveram intervalos de 30 segundos para cada uma, sendo considerado o maior valor destas.

Resultados
Dos 8 sujeitos que responderam as perguntas todos realizavam jornada de trabalho de 8hs, 3 destes afirmaram serem sedentários e nenhum realizava ginástica laboral. Todos passavam o período da jornada de trabalho em frente ao computador, nenhum teve afastamento do trabalho por LER/DORT nos últimos anos, 4 deles apresentam dores aos movimentos e destes apenas 2 sentem dores também à noite. A dor desses sujeitos foi avaliada através da escala visual analógica – EVA, onde a escala é numérica com valores de 1 a 10, onde 1 a dor é leve e 10 é a mais intensa possível. Esses sujeitos apresentaram os seguintes valores na escala respectivamente: 4,5,6,9.
Os resultados obtidos pela pesquisa junto aos sujeitos do estudo estão indicados na tabela 1 abaixo:

TABELA 1 Valores obtidos em Kgf pelo Dinamômetro antes e após a jornada de trabalho.


TABELA 1 Valores obtidos em Kgf pelo Dinamômetro antes e após a jornada de trabalho.
Sujeitos
antes
Depois
resultados
Sujeito1 M *
34
40
+6
Sujeito 2 M *
46
40
-6
Sujeito 3 M *
42
44
+2
Sujeito 4 M *
32
37
+5
Sujeito 5 F**
24
23
-1
Sujeito 6 F**
25
19
-6
Sujeito 7 F**
25
23
-2
Sujeito 8 F**
25
21
-4
*M= Masculino



Os resultados apontaram que 5 dos sujeitos mensurados apresentaram diminuição da força de preensão palmar após a jornada de trabalho (sujeitos 2, 5,6,7,8). Apenas 3 sujeitos apresentaram um certo aumento na força de preensão palmar após a jornada de trabalho (sujeitos 1,3,4), talvez por serem os sujeitos com menor tempo na profissão e pelo fator idade. Também não podemos descartar o fator subjetivo de motivação durante a realização da pesquisa.

Conclusão
Concluímos que os sujeitos que trabalham na postura sentada e digitando várias horas em frente a um computador podem apresentar uma possível redução nos valores de força de preensão palmar, sendo que a presença de dor e movimentos repetitivos intensos contribuem para a redução nos valores da força de preensão palmar o que levará a diminuição da qualidade de vida e perturbações durante a jornada de trabalho desses sujeitos.
Sugere-se que mais estudos sejam realizados com um maior número de amostra e que outros fatores como tempo de digitação e a ergonomia do ambiente de trabalho sejam monitorados e controlados.


Trabalho realizado por:
Aline Dal Bosco
Ana Paula Machado

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