Artigo: Análise do risco musculoesquelético e percepção do trabalhador na montagem de calçados


>



http://reporterbrasil.org.br/wp-content/uploads/2013/08/samsung.png

    Atualmente, a indústria brasileira de calçados é formada por aproximadamente oito mil unidades produtivas, em sua maioria por unidades de pequeno porte, destacando-se o Rio Grande do Sul como maior produtor de calçados do Brasil (1). Toda essa empregabilidade gerada pelo setor coureiro calçadista passou por um processo de transformação, quando o empresariado buscou novos conceitos em relação à qualidade de serviços, processos e produtos para melhoria da produtividade (2).

    Contudo, essa intensificação implicou no aumento desmedido da jornada de trabalho, contratos precários, ocasionando aumento das doenças ocupacionais conhecido como os distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT), criando condições que incrementam a probabilidade da incapacidade temporária ou permanente (3). Dados do Ministério da Previdência Social demonstram que os índices de afastamentos em 10 setores de empresas e indústrias distintos de 2000 a 2005 resultaram em prejuízo financeiro de mais de 18 bilhões de reais (4).

    Estudos relacionados ao setor calçadista apontam que o setor de montagem é o que mais apresenta riscos de desenvolvimento de LER/DORT (5), quando comparado há outras empresas, o mesmo perde apenas para o setor bancário (4).

    O processo de montagem é caracterizado por gestos repetitivos, sendo realizado, na maioria das vezes, em posição ortostática e há exigências psicológicas. Tais condições associadas são fatores de risco para instalação de agravos no aparelho musculoesquelético (6).

    Nesse sentido, a ergonomia é procurada para minimizar estas situações buscando estratégias que possam melhorar o ambiente laboral e proporcionar aos trabalhadores e as empresas menores sofrimentos e custos relacionados quanto a problemas de saúde e de afastamentos de funcionários (7).

    Para compreensão do âmbito laboral em sua dimensão, o uso da análise ergonômica do trabalho (AET), tem trazido inúmeros benefícios para reverter este quadro, dentro desta esfera destaca-se o método Rapid Upper Limb Assessment (RULA) (8), que avalia a postura, força e os movimentos associados dentro da esfera ocupacional, sendo uma ferramenta de avaliação biomecânica e postural, com especial atenção para os membros superiores (9).

    Assim, o presente estudo justifica-se a partir de uma situação problema no meio ocupacional, caracterizada pela sobrecarga biomecânica e volume de trabalho relacionados, através da manutenção da postura ereta e estática associada aos movimentos (6).

    Nesse sentido, informações sobre o tema exposto podem contribuir para um melhor entendimento, interpretações de achados e construção de planos de ação, por parte de profissionais das ciências da saúde, em questão relacionadas ao desempenho humano, incluindo o âmbito laboral.

    Desta forma o objetivo deste estudo foi apresentar o risco musculoesquelético e a percepção do trabalhador sobre as condições de trabalho no setor de montagem de calçado.

Materiais e métodos

Sujeitos e procedimentos de coleta

    A pesquisa desenvolvida foi de ordem quantitativa, pois trabalhou-se com um questionário que contempla respostas fechadas.

    A população investigada foram trabalhadores do setor de montagem de uma fábrica de calçados do município de Novo Xingu – RS, que tinha 9 horas de jornada de trabalho diária completas, de segunda à sexta-feira, produzindo cerca de 1000 calçados/dia, a amostra foi composta por 16 trabalhadores na função da montagem do calçado.

    A produção é baseada na confecção de sandálias e sapatilhas, divididas em quatro setores, preparação, costura, montagem e revisão. A tarefa de montagem do calçado acontece por meio da união do cabedal ao solado, feita através da colagem ou prensagem. Observa-se o predomínio da posição ortostática estática, com movimentos bruscos, rápidos e repetitivos de membros superiores, como flexão de ombros, associados à abdução e flexão de cotovelos, desvios ulnar e radial de punho, semi-flexão de cervical e rotações de tronco.

    Adotaram-se como critérios de inclusão todos os trabalhadores do setor de montagem calçadista que aceitaram participar voluntariamente e assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido e o termo para uso de imagens e fotografias. Como critérios de exclusão trabalhadores que não realizavam o trabalho no setor de montagem.

    Para a elaboração do estudo, foi efetuado o contato com a gestão da fábrica de calçados, informando-a sobre o interesse e objetivo da pesquisa, solicitando sua permissão para a realização, entregando após a aceitação a declaração de ciência e concordância das instituições envolvidas.

    Como instrumentos utilizados, entregou-se a cada trabalhador uma cópia do questionário aplicado para ouvir o usuário – Método Renault da Ergonomia, adaptado por Silva & Baú (10), que apresenta aspectos sociodemográficos como (sexo, idade, IMC, lateralidade, escolaridade, outras funções, postura para dormir, qualidade do sono e prática de atividade física), questões de percepção quanto o ambiente laboral (temperatura, ruído, iluminação, vibração, exposição a produtos tóxicos, uso de equipamentos de proteção individual, cargas físicas, autonomia, exigência mental, relações estabelecidas no trabalho, repetitividade), além de uma questão aberta sobre as mudanças que os trabalhadores consideram importantes para serem adotadas no posto de trabalho. O mesmo foi entregue aos trabalhadores em data combinada, assim como o termo de consentimento livre e esclarecido para cada um dos trabalhadores e recolhido posteriormente ao dia da entrega. O questionário buscou verificar a percepção dos trabalhadores sobre as condições de trabalho á eles apresentadas.

    Para a avaliação do risco postural, foi utilizado o método RULA, validado na literatura científica por Lynn & Corlett (8). Por meio deste através de fotografias seqüenciais e filmagens que analisam o momento que o membro atinge o ponto máximo da atividade desenvolvida durante a montagem do calçado, tendo como duração média um minuto por trabalhador. É composto por diagramas de posturas corporais e três tabelas de pontuação para avaliar a exposição a fatores de risco. Os segmentos corporais são considerados em dois grupos: o grupo A é formado pelos membros superiores e o grupo B pela cervical, tronco e membros inferiores, cada segmento é pontuado conforme o diagrama (no caso, por meio da análise das imagens fotográficas) e os valores são combinados nas tabelas; a esses dados são somadas pontuações para cargas adicionais de movimento estático ou repetitivo (músculo) e força excessiva ou externa suportada pelo funcionário (força) (11).

    O valor obtido nos grupos A e B são relacionados em uma última tabela em que se obtém a pontuação final, que varia de 1 a 7. (11). Determinam-se quatro níveis de ação: nível 1 (pontuação 1-2) aceitável, nível 2 (pontuação 3-4) requer mudanças, ní­vel 3 (pontuação 5-6) requer mudanças rapidamente, e nível 4 (pontuação 7+) requer mudanças imediatamente (11).

Aspectos éticos

    Este trabalho teve a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa envolvendo seres humanos, da Universidade Comunitária da Região de Chapecó – UNOCHAPECÓ, conforme Ad referendum nº 146/CEP/2012, pois atende aos requisitos fundamentais da Resolução 196/96/CNS e suas complementares do Conselho Nacional de Saúde/MS.

Análises estatísticas

    Para compreensão dos achados do questionário aplicado para ouvir o usuário – Método Renault da Ergonomia, adaptado por Silva & Baú – (2000) (10), os dados foram tabulados no Excel, e posteriormente formulados através da estatística descritiva.

    Para avaliação da exposição dos indivíduos à forças e posturas durante o trabalho, foi utilizado o método Rapid Upper Limb Assessment (RULA), através do FBF sistemas – Ergolândia, por meio de fotografias seqüência e filmagens, este foi realizado na data de recolhimento dos questionários, com duração média de um minuto cada trabalhador.

Resultados

    Na presente amostra, 62,5% é do sexo feminino, com média de idade de 30,5±12,08. A Tabela 1 apresenta a caracterização da amostra.

Tabela 1. Caracterização dos trabalhadores do setor de montagem calçadista do ano de 2013.

 

Gráfico I. Percepção do trabalhador ao ambiente físico laboral no verão, inverno, ambiente sonoro e limpeza do local de trabalho

    A iluminação é agradável para a maioria (68,75%).Quanto à carga física, relatam trabalhar em pé (100%), sendo essa situação desconfortável, tornando-se cansativa e penosa (68,75%) para se trabalhar.

    Sobre a percepção do trabalho do ponto de vista físico, este é considerado pouco fatigante 9 (56,25%), tornando-se desagradável para 9 (56,25%). No que diz respeito a autonomia, a maioria 10 (62,5%) não pode abandonar seu posto de trabalho, nem organizar por si mesmo (43,75%). Relatam que não podem falar de outras coisas normalmente durante o trabalho no seu posto 9 (56,25%), porém 8 (50%) acham necessidade de comunicar-se com outras pessoas.

    Em relação à repetitividade, 7 (43,75%) consideram seu trabalho normal, no entanto o restante declara este trabalho nada variado 7 (43,75%). As possibilidades dos funcionários no posto de trabalho são médias para 9 (56,25%). Já as possibilidades de erros são consideradas pequenas 6 (37,5%) e médias 6 (37,5%), contudo a maneira de efetuar o trabalho por vontade própria é destacado como jamais para 7 (43,75%). Para a maioria dos funcionários o trabalho que desenvolvem é interessante 11 (68,75%), atendendo ás vezes 11 (68,75%) as necessidades no sentido de sua funcionalidade.

    Na análise da questão quantitativa referente às mudanças que os trabalhadores consideram importantes de serem adotadas em seu ambiente laboral, a organização do mesmo aparece em maior proporção 12 (75%) destacando a necessidade de um ambiente climatizado, ausência de ruídos, utilização de equipamentos de proteção individual, realização de pausas, e menor movimento repetitivo 4 (25%) no trabalho.

    A avaliação pelo método RULA, 50% dos funcionários obtiveram pontuação 5-6 e 50% pontuação 7, o que equivale a uma pontuação entre 6-7, nível de ação 3-4, apontando que mudanças devem ser introduzidas rapidamente e imediatamente. Os itens que mais contribuíram para o escore obtido foram às posturas da cervical, do punho e tronco (tabela 2).

Tabela 2. Escores (média ± desvio padrão) dos funcionários na avaliação rápida dos membros superiores RULA (n=16)

Discussão

    As novas tecnologias e seus impactos no trabalho humano têm sido abordados sob vários ângulos, variando conforme as áreas do conhecimento e a natureza da problemática analisada. A ergonomia tem sido solicitada, cada vez mais, a atuar na análise de processos de reestruturação produtiva, sobretudo no que se refere às questões relacionadas à caracterização da atividade e à inadequação dos postos de trabalho, em especial nas situações de mudanças ou de introdução de novas tecnologias (12).

    O impacto socioeconômico gerado pelos DORT vem crescendo e isso se deve a relação entre a atividade profissional e o aparecimento de problemas musculoesqueléticos, cujo alguns resultados demonstram que a execução de algumas tarefas laborais contribui para o aparecimento de determinados distúrbios (13).

    Neste estudo, utilizou-se o questionário aplicado para ouvir o usuário – Método Renault da Ergonomia, adaptado por Silva & Baú – (2000), que possibilitou a avaliação da percepção do trabalhador em relação ao seu ambiente de trabalho, por se tratar de um método de fácil aplicabilidade. As variáveis de desfecho do presente estudo demonstram problemas no ambiente físico, como temperatura desagradável em todas as estações do ano, assim como o ambiente sonoro, não fazendo utilização de equipamentos de proteção individual. Além destes, itens como repetitividade e manutenção de postura ortostática estática foram considerados como fatores de risco.

    De acordo com a Norma Regulamentadora 17, fundamenta aspectos voltados para a ergonomia no que diz respeito às condições ambientais, de trabalho e organização do mesmo e visa estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às condições psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente (14). Assim, demonstra que em um ambiente laboral, a temperatura deve ter índice entre 20ºC e 23ºC, velocidade do ar não superior a 0,75m/s, umidade relativa do ar não inferir a 40 por cento, nível de ruído aceitável de 65 dB, importantes aspectos para que um ambiente se torne seguro e confortável aos que dela usufruem (15).

    Além disso, problemas relacionados á organização do trabalho como mobiliário adequado, pausas, posturas, movimentos assumidos, horários, turnos de trabalho, assumem papel importante no que se refere a qualidade de produção e saúde, devendo também ser analisado dentro de uma empresa (16).

    Neste estudo, em todo o processo de montagem do calçado, observou-se a manutenção da postura ortostática estática, a qual pode ser destacada pelos trabalhadores como uma postura cansativa/penosa.

    Para manutenção da postura corporal, utiliza-se a coluna vertebral como a principal estrutura de transmissão de peso do corpo humano, capaz de sustentar grandes cargas, assegurando a proteção da medula espinhal, associada com a manutenção de equilíbrio e apoio corporal. Também atua como responsável pela determinação da amplitude de movimento do tronco, possibilitando uma flexibilidade adequada (17). Além disso, o trabalho ortostático estático exige contração contínua de músculos para manter a posição (18), pois com contrações isométricas e repetitivas, as fases de relaxamento muscular tornam-se muito curtas, promovendo a fadiga muscular que pode ser detectada através da sensação de desconforto (17). Este por sua vez é altamente fadigante, e deve ser evitado por meio de mudanças de posturas, assim como devem ser concedidas pausas no trabalho, permitindo relaxamento muscular e alívio da fadiga (18).

    No trabalho muscular estático, a irrigação sanguínea é diminuída em proporção inversa à quantidade de força aplicada, sendo que se a força representa 60% da capacidade de força total, a irrigação sanguínea fica quase totalmente interrompida. Portanto, fica claro que qualquer esforço estático, dependendo da sua intensidade, acarreta fadiga muscular (19).

    As atividades executadas na posição em pé, sem possibilidades de variação de postura, pode manifestar algias, fadiga e distúrbios osteomusculares devido á carga estática exigida para manter a posição de pés, joelhos, quadris e coluna (20).

    A mudança de postura durante a atividade de trabalho é de grande importância para a saúde do sistema musculoesquelético, possibilitando, além da redução de cargas estáticas, a variação da utilização de estruturas articulares e musculares (20). Quando posturas forem mantidas mais na posição ortostática devem ser colocados assentos para descanso durante as pausas, variando as posturas realizadas (15).

    Em pesquisa realizada em uma indústria calçadista do Rio Grande do Sul, foram testadas as condições fisiológicas relacionadas à fadiga muscular, a produtividade e o conforto nas seguintes posturas: em pé, alternância de posturas (em pé/sentado), sentado em cadeira de palha e, em cadeira ergonômica. Os resultados indicaram que o posicionamento ortostático mantido durante toda a jornada como sendo o pior posicionamento em todas as variáveis consideradas no estudo (21).

    Quanto à realização de movimentos repetitivos foi relatada pelos trabalhadores, estudos realizados com bancários constatou que colaboradores que realizavam mais de 8 horas de carga horária de trabalho relataram mais dores do que os funcionários que trabalhavam 6 horas diárias, enquanto que pesquisa realizada com operadores de máquinas de costura, demonstrou que funcionários que trabalhavam meio período demoravam em média meio ano a mais para serem afastados de sua função, devido a desordens musculoesqueléticas, do que os que trabalhavam em tempo integral (22). A alta repetitividade, mesmo quando acompanhada de pouco uso de força, resulta em deterioração gradual dos tecidos passando pelos seguintes estágios: extenuação, fadiga e deformação acompanhadas por sintomas "pré-falha", como, por exemplo, dor ao ser realizada a tarefa, sinal comum de inflamação precoce (23).

    A repetitividade é um fator cíclico da tarefa e, sujeita a muitas variáveis que interferem na execução da atividade, alterando o ritmo com que elas são executadas tais como: mudanças nas demandas de produção, problema com equipamentos e execução de tantas outras atividades (24).

    Uma pesquisa epidemiológica quanto às desordens osteomusculares em uma fábrica de calçados evidenciou que a repetitividade estava presente em 95% das situações de trabalho, de todas as etapas da produção do calçado (modelagem, corte, costura, montagem e acabamento corroborando com este estudo) (25).

    Outro fator relevado neste estudo é a presença de ruídos, caracterizado como som incômodo. É também a soma de diferentes fatores acústicos em um determinado espaço de tempo. Esse som incômodo produz efeitos fisiológicos e psicológicos no organismo humano e pode levar a perturbações da atenção, perturbações de sono e sensações desagradáveis (26). Níveis elevados de ruído além de provocar efeitos sobre o aparelho auditivo (baixa temporária da acuidade auditiva e até riscos de surdez) atinge o conjunto do sistema nervoso e o endócrino com repercussões sobre os sistemas digestivo e cardiovascular. O ruído intenso pode contribuir para problemas de equilíbrio e reforçar os efeitos de certos tóxicos (27) embora, até 90 dB não provoquem sérios danos auditivos eles dificultam a concentração e a conversação. O correto seria se conseguíssemos conservar o ambiente em 70 dB 33 (28).

    A análise cinesiológica por meio do método RULA apontou que mudanças ergonômicas devem ser realizadas rapidamente e imediatamente, pois o mesmo ficou com pontuação entre 6-7, nível de ação entre 3-4 pontos, com principais acometimentos em cervical, punho e tronco. Resultados similares foram observados em um estudo realizado em outra fábrica de calçados, revelando que todos os setores apresentaram alto índice de problemas posturais, com destaque para os setores de corte e de montagem (4), além de dores e desconfortos, sendo 40% em região cervical, 60% punho, 40% lombar e 80% afirmaram sentir dores em duas ou mais regiões (29).

    Neste estudo, o fato dos três segmentos corporais (cervical, punho e tronco) serem os mais acometidos são explicados pela forma que executam a montagem dos calçados, pois assumem posturas incorretas como semiflexão de cervical, flexões de tronco associadas muitas vezes a rotações e inclinações, desvio ulnar e radial de punho associados a repetições excessivas para colar e pregar.

    Atentando-se aos dados obtidos pela RULA, é possível prever que as alterações como menor repetitividade, pausas para descanso, variação entre as posturas assumidas, melhor organização do ambiente, podem resultar em escores mais baixos nos índices para, cervical, punho e tronco. É importante salientar que tais sugestões de mudanças são de baixo ou nenhum custo para o empregador (11). Instruir o trabalhador quanto à importância das pausas, organização das tarefas e correta relação entre o posicionamento do corpo e os equipamentos, parece ser efetivo para alterar alguns fatores de risco ergonômico e de estresse (30).

Considerações finais

    O ambiente analisado no campo do estudo apresentava características ergonômicas inadequadas para a atividade de montagem do calçado, posturas laborais inapropriadas, repetitividade, ausência de pausas, ruídos e temperatura desagradáveis. Além disso, verificou-se pela aplicação do método RULA um escore no qual leva ao nível 3-4, com escore de 6-7 pontos, devendo ser realizadas melhorias rapidamente e imediatamente.

    Torna-se importante uma intervenção ergonômica específica em conjunto com um trabalho de educação em ergonomia e a participação ativa do funcionário a fim de reduzir desconforto e acometimentos principalmente em membros superiores, minimizando o surgimento das desordens musculoesqueléticas, além das sobrecargas psicológicas associadas.

    A fisioterapia desenvolve um papel importante por meio da prevenção e promoção da organização de um ambiente de trabalho, pois entende em prevenir riscos à saúde dos trabalhadores, além de avaliar o fisioterapeuta, tem o intuito de prevenir e quando necessário tratar os distúrbios ou lesões decorrentes das atividades de trabalho.

    Hoje, o fisioterapeuta é um membro da saúde com sólida formação científica, que atua desenvolvendo ações de prevenção, avaliação, tratamento e reabilitação, usando nessas ações programas de orientações e promoção de saúde.

    Este trabalho se faz importante na medida em que chama atenção pra os problemas existentes e para a necessidade de mudança.

Autores:

Maiara Lorini*

Josiane Schadeck de Almeida Altemar**

Vinícius Brandalise***

brandalise@unochapeco.edu.br

(Brasil)

Share on Google Plus

About Faça Fisioterapia

This is a short description in the author block about the author. You edit it by entering text in the "Biographical Info" field in the user admin panel.
    Blogger Comment
    Facebook Comment

0 comentários:

Postar um comentário