Tecnologia na área da saúde pode diminuir afastamento de brasileiros do trabalho


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Há décadas o impacto da tecnologia vem afetando a organização da sociedade como um todo – só no Brasil, já superamos a marca de um smartphone por habitante, por exemplo, com mais de 220 milhões de aparelhos ativos em todo o país. Segundo um levantamento feito pela empresa de estatísticas Statista (dados de 2016), os brasileiros são os que passam mais tempo usando smartphone no mundo: em média 4 horas e 48 minutos por dia. Tanta conectividade tem alterado a rotina de diversos setores, mas, na área da saúde, essas mudanças são ainda mais visíveis e, literalmente, sentidas.

Especialistas dizem que as tensões na nuca e no pescoço causadas pelo tempo inclinado em uma posição indevida para visualizar a tela do celular são determinantes para causar dores na coluna, no braço, no ombro e na cabeça, cada vez mais comuns na população.

Ao mesmo tempo que esse problema social contribui para o aumento das dores e doenças, podemos comemorar que a pesquisa tecnológica na área da saúde vem beneficiando os tratamentos das dores na coluna, que são as que mais têm afetado a saúde dos brasileiros, e otimizando a recuperação dos pacientes.

Com avanços tecnológicos que vão da adoção de prontuários eletrônicos até a tecnologia biomédica, as mudanças propiciadas vêm alterando a prestação geral de cuidados, mudando a comunicação, os tratamentos, a pesquisa e coleta de informações.

No Brasil, a tecnologia também vem impactando a saúde e melhorando tratamentos, garantindo a melhoria da qualidade de vida e reduzindo custos. Principal razão de afastamento dos brasileiros do trabalho, as dores na coluna cervical fizeram 116 mil trabalhadores deixarem suas funções só em 2016, segundo o INSS. Se antes, os cuidados dos casos mais graves exigiam intervenções que levavam meses para a recuperação completa, hoje, com os avanços recentes da tecnologia, a realidade é outra.

Novos materiais vem sendo criados para substituir os produtos ósseos e o titânio tradicionalmente usados nas cirurgias de fixação da coluna cervical, por exemplo, impedindo a ocorrência de diversos problemas inerentes ao uso de ossos e titânio, como rejeição óssea e prevenção de infecções.

Há alguns anos, em uma cirurgia de hérnia de disco na coluna cervical, por exemplo, para substituir o disco removido era utilizada uma porção de osso do próprio paciente que era obtida a partir de uma incisão separada feita na parte anterior do quadril do paciente. Hoje, o uso de novos materiais e a intervenção cirúrgica minimamente invasiva facilitou substancialmente a realização da cirurgia em si e a recuperação do paciente.

Nos casos de dores crônicas em que os tratamentos conservadores, como uso de analgésicos e fisioterapias não fazem mais efeito, como fibromialgia, hérnias de disco, escolioses e lombalgia, por exemplo, a cirurgia na coluna acaba se tornando a melhor solução. A novidade é que muitos desses problemas podem ser solucionados por meio de cirurgia endoscópica, uma técnica minimamente invasiva na qual o cirurgião utiliza um sistema de tubos óticos e um monitor de alta definição para operar o paciente a partir de um único orifício percutâneo.

Utilizando procedimentos cirúrgicos que invadem menos os tecidos e o corpo, e, consequentemente agridem menos o organismo, a cirurgia minimamente invasiva preserva a anatomia a fim de resolver o problema e, ao mesmo tempo, minimiza as dificuldades pós-cirúrgicas, proporcionando uma recuperação mais rápida aos pacientes.

Outra vantagem importante dessa técnica é que ela não exige anestesia geral e pode ser aplicada a pessoas de qualquer idade e condição física. As taxas de infecção e hemorragia são baixas e por ser um procedimento ambulatorial, o paciente pode ir embora no mesmo dia, retomando suas atividades rotineiras na sequência, como o retorno ao trabalho.

Cirurgia robótica e simulação digital em procedimentos da coluna

Uma das últimas edições do North American Spine Society, maior evento médico mundial em informações, técnicas inovadoras e melhores práticas de tratamento da coluna e que reúne profissionais de todo o mundo, apresentou novidades importantes, entre elas, um aparelho de ressonância magnética que permite a simulação de movimentos reais da coluna vertebral e a cirurgia robótica da coluna que utiliza um programa no qual os dados do paciente são inseridos no braço robótico, o qual realiza procedimentos cirúrgicos com alto grau de precisão. Em breve, tecnologias como essas poderão ser usadas no Brasil e vão proporcionar um grande benefício para o desenvolvimento das cirurgias.

Mas, se o futuro parece promissor, o presente já mostra que a realidade dos brasileiros que sofrem de problemas da coluna já começa a mudar com o advento dos avanços tecnológicos. A tecnologia já coloca à disposição de profissionais da área de saúde, por exemplo, técnicas e equipamentos cirúrgicos modernos para realização de radioscopia (um raio X dinâmico feito através da introdução dos materiais metálicos sem grandes incisões) e artroscopia (cirurgias com acesso ao órgão através de mini-incisões), que possibilitam o avanço contínuo da cirurgia minimamente invasiva da coluna, assim como de outros órgãos.

Tudo indica que a causa dos afastamentos do trabalho no Brasil deverá mudar nos próximos anos com a modernização dos tratamentos das dores nas costas, já que, com as novidades e procedimentos minimamente invasivos, poucos dias serão o suficiente para uma recuperação rápida e eficaz dos brasileiros afetados pelo problema.

Tecnologia na área da saúde pode diminuir afastamento de brasileiros do trabalho Tecnologia na área da saúde pode diminuir afastamento de brasileiros do trabalho Revisado by Faça Fisioterapia on 08:29 Nota: 5

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